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Política

Projeto de Lei que visa ajudar gestantes será votado neste semestre

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O uso da Heparina na gravidez pode ser a solução de mães que já pensam em desistir da maternidade, após passar por repetidos casos de aborto espontâneo. Normalmente não se procura saber se existe algum problema antes que algo aconteça e apresente sintomas de algum problema de saúde. Isso principalmente no caso de mulheres que sofrem com Trombofilia.

A Trombofilia é uma doença hereditária ou pode ser adquirida. Ela age diretamente na produção de anticoagulantes naturais do organismo. A falta de coagulação que durante uma gestação, oferece grandes riscos não só para o bebê, mas também para a mãe.

Por isso, logo que descoberta a doença, o tratamento com a Heparina é indicado para diminuir os riscos de complicações durante toda a gestação, principalmente no final. Nesta fase é bem comum a evolução de pré-eclâmpsias e problemas de insuficiência placentária aonde o feto vem a óbito. A gestação normalmente é levada até que o bebê tenha condições de sobreviver fora do útero e indicada a cesárea.

E com parecer favorável da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, o Projeto de Lei 355/17 será apreciado em Plenário da Assembleia Legislativa do Estado neste semestre.

Ele determina que o governo forneça gratuitamente medicamentos à base de Heparina, para mulheres gestantes ou que estejam se preparando para engravidar, mas necessitam desse remédio.

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De autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado Eduardo Botelho (PSB), a proposta beneficiará milhares de mulheres que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme o Projeto de Lei, para ter acesso ao medicamento basta que as mulheres diagnosticadas com Trombofilia apresentem receituário médico descrevendo a necessidade do uso do produto, durante o período determinado de acordo com cada caso.

Após a primeira votação, o projeto passará pelo crivo da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), para posterior votação. Expectativa é que após amplo debate, a iniciativa se torne Lei, uma vez que o uso da Heparina na gravidez pode ser a solução para muitas mulheres que já pensam em desistir da maternidade, após passar por repetidos casos de abortos espontâneos.

Normalmente não procuram saber se existe algum problema de saúde antes da gravidez, principalmente no caso de mulheres que sofrem com Trombofilia, doença hereditária que também pode ser adquirida. Age diretamente na produção de anticoagulantes naturais do organismo. A falta de coagulação durante a gestação oferece riscos para a mãe e o bebê. A doença obstruí os vasos sanguíneos que irrigam a placenta, órgão materno fetal responsável por levar os nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto“, diz trecho do Projeto.

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O tratamento com Heparina é indicado para diminuir os riscos de complicações durante toda a gestação, principalmente nos últimos meses. Por se tratar de um tratamento demorado e de alto custo é necessário priorizar esse auxílio às mulheres nesse momento, fornecendo gratuitamente o medicamento“, informa Botelho.

HEPARINA – é um polissacarídeo polianiônico sulfatado pertencente à família dos glicosaminoglicanos. Atua como anticoagulante utilizado no tratamento de diversas patologias. Deve ser aplicada de forma injetável pela própria gestante diariamente. As doses da Heparina evitarão que trombos se formem e manterá a coagulação de sangue normalizada.

Quando detectada antes da gestação ou posterior a diversas ocorrências de aborto devido a Trombofilia, o tratamento com a Heparina deve ser iniciado antes mesmo de engravidar novamente. Mesmo seguindo o tratamento de forma adequada e sob recomendação médica, a gestante deve ter ciência que é uma gravidez de risco. Mas, com um acompanhamento médico adequado, realização do tratamento juntamente dos exames complementares para avaliação é possível ter o filho saudável.

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Política

PL impõe disciplina rigorosa em MT e ameaça expulsar filiados aliados a Pivetta

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso deflagrou uma ofensiva política interna para conter o avanço de dissidências em suas bases municipais e reorganizar seu alinhamento partidário. Sob o comando do presidente estadual da legenda, Ananias Martins de Souza Filho, a agremiação formalizou uma postura inflexível contra qualquer apoio externo ao projeto da sigla. O posicionamento oficial busca neutralizar a dispersão de forças em um momento decisivo para a consolidação de diretrizes regionais e reforçar a liderança sobre as executivas locais.

O estopim para o acirramento das tensões ocorreu após declarações públicas de apoio à pré-candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A adesão explícita de chefes do Executivo Municipal a um projeto majoritário concorrente foi interpretada pela cúpula do Partido Liberal (PL) como uma violação direta dos compromissos partidários. O alinhamento com a candidatura adversária gerou apreensão imediata quanto à perda de capital político em importantes colégios eleitorais de Mato Grosso.

A reação assertiva manifestou-se por meio de Ananias Martins de Souza Filho, que assumiu a linha de frente do discurso punitivo para coibir a onda de insubordinação. O dirigente estadual ressaltou ter obtido garantias diretas da liderança nacional para punir os desvios de conduta com rigor e celeridade extrema. Em declaração contundente direcionada aos correligionários, Ananias Filho advertiu que os membros que não mantiverem fidelidade às deliberações oficiais da sigla serão prontamente expulsos dos quadros da agremiação.

O epicentro geopolítico do conflito reside em Mato Grosso, onde a disputa pelo controle de bases eleitorais consolidadas mobiliza prefeitos e vereadores de múltiplos municípios estratégicos. A polarização atingiu maior relevância política na região metropolitana de Cuiabá e em polos produtivos do interior, locais onde a influência dos mandatários locais possui elevado peso eleitoral.

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O descontentamento com os rumos estaduais tornou pública uma intrincada rede de alianças pragmáticas que contrariam expressamente a cartilha da direção liberal.

A controvérsia ganhou dimensão pública nas últimas semanas de 2026, momento crucial para as definições de pré-candidaturas e para a formalização das coligações partidárias no Estado. O avanço do calendário eleitoral acelerou as articulações regionais, levando governantes a anteciparem suas posições no cenário político local. O encavamento de prazos decisivos pressionou a Executiva Partidária a intervir prontamente para impedir que as dissidências municipais se consolidassem como um movimento irreversível de debandada.

A principal motivação para a medida disciplinar drástica é o enfraquecimento contínuo do projeto eleitoral próprio do PL frente à atratividade do nome do governador Otaviano Pivetta. O temor da cúpula partidária centra-se na perda de protagonismo nas urnas, além do enfraquecimento da coesão ideológica e da disciplina partidária.

Ao estabelecer sanções severas, a liderança visa sinalizar a todo o eleitorado e à classe política que a legendariedade e o alinhamento com as diretrizes centrais prevalecerão sobre negociações individuais.

A operação disciplinar está sendo operacionalizada por meio da abertura de processos administrativos internos, orientados pela liderança estadual para cassar a filiação dos envolvidos. Ananias Martins instruiu abertamente a veiculação de gravações de áudio e vídeo em grupos digitais e redes sociais como instrumento explícito de intimidação e contenção política. A estratégia busca dissuadir novas rebeliões no meio político ao expor a instabilidade jurídica e a eventual perda de legenda para os gestores insubordinados.

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A crise ganhou musculatura com a adesão pública da Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, juntamente com gestores de relevância econômica no Estado. Somaram-se ao grupo de apoio a Pivetta os Prefeitos de Cuiabá, Abílio Brunini, de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, e de Campo Novo do Parecis, Edilson Antonio Piaia. A aliança desses expressivos líderes municipais com o Republicanos escancarou a profundidade do racha interno e intensificou os confrontos dentro do partido.

A retórica de Ananias Martins fundamenta-se na autorização concedida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que chancelou a expulsão sumária de integrantes rotulados como “traidores”. A diretiva prevê a remoção imediata de prefeitos ou vereadores que continuarem atuando em dissonância com o projeto estatutário, sem espaço para conciliações. O respaldo do comando nacional confere respaldo jurídico e político para o expurgo dos dissidentes, independentemente do porte populacional ou econômico do município afetado.

A repercussão das medidas repressivas sinaliza um cenário de profunda incerteza quanto à recomposição das forças políticas de Mato Grosso até o pleito. A tentativa da executiva de restaurar a ordem partidária sob forte pressão digital pode acelerar o despartidamento de lideranças regionais de grande apelo popular.

O desfecho dessas sanções disciplinares definirá o grau de unidade do Partido Liberal (PL) para a disputa governamental e reconfigurará o arcabouço de alianças na corrida rumo ao Palácio Paiaguás.

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