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Política

Renovação foi de 52% na Câmara Municipal de Cuiabá

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Com uma renovação surpreendente, a Câmara Municipal de Cuiabá teve 52% dos seus vereadores renovados para o ano de 2017.

misael-galvao-youtubHoje a Câmara de Cuiabá conta com 25 vereadores e 13 deles estarão ocupados a cadeira de vereador para o ano que vem no lugar dos derrotados nesta eleição de 2016, e 12 conseguiram seus objetivos, voltar para o parlamento municipal.

Um dos candidatos que conseguiram a sua volta ao parlamento esta o vereador Toninho de Souza do PSD que foi o candidato mais votado para nova legislatura na Câmara de Cuiabá. Com 2 mandatos, Toninho de Souza reelegeu com 5.178 votos, e Misael Galvão do PSB, que conseguiu sua primeira eleição, ficou em segundo lugar com 5.093 votos.

A lista segue com o vereador Renivaldo Nascimento do PSDB, que conquistou com sua reeleição com 4.789 votos.

A maior bancada dentro do parlamento municipal será o Partido Verde (PV), que conseguiu levar para a Câmara de Cuiabá quatro vereadores eleitos pelo partido. São Mario Nadaf com 3.117, Felipe Wellaton conseguiu 3.054, Justino Malheiros com 2.917 e o Delegado Marcos Veloso com 2.746

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Nesta legislatura, a Câmara Municipal de Cuiabá desta vez não terá uma mulher dentro da Casa de Leis, a única mulher Lueci Ramos do PSDB não conseguiu sua reeleição, e obteve 3.556 votos

Veja a lista dos vereadores eleitos em Cuiabá:

Toninho de Souza (PSD)
Misael Galvão (PSB)
Resinaldo Nascimento (PSDB)
Adevair Cabral (PSDB)
Gilberto Figueiredo (PSB)
Dr. Ricardo Saad (PSDB)
Elizeu Nascimento (PSDC)
Juca do Guaraná Filho (PT do B)
Chico 2000 (PR)
Marcelo Bussiki (PSB)
Vinycius Clovito (PP)
Dilemar Alencar (PROS)
Lilo Pinheiro (PRP)
Diego Guimarães (PP)
Mario Nadaf (PV)
Felipe Wellaton (PV)
Dr. Xavier (PTC)
Marcrean Santos (PRTB)
Paulo Araujo (PP)
Justino Malheiros (PV)
Delegado Marcos Veloso (PV)
Abilio Jr (PSC)
Sargento Joelson (PSC)
Orivaldo da Farmácia (PRP)
Wilson Kero Kero (PSL)

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Política

PL impõe disciplina rigorosa em MT e ameaça expulsar filiados aliados a Pivetta

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso deflagrou uma ofensiva política interna para conter o avanço de dissidências em suas bases municipais e reorganizar seu alinhamento partidário. Sob o comando do presidente estadual da legenda, Ananias Martins de Souza Filho, a agremiação formalizou uma postura inflexível contra qualquer apoio externo ao projeto da sigla. O posicionamento oficial busca neutralizar a dispersão de forças em um momento decisivo para a consolidação de diretrizes regionais e reforçar a liderança sobre as executivas locais.

O estopim para o acirramento das tensões ocorreu após declarações públicas de apoio à pré-candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A adesão explícita de chefes do Executivo Municipal a um projeto majoritário concorrente foi interpretada pela cúpula do Partido Liberal (PL) como uma violação direta dos compromissos partidários. O alinhamento com a candidatura adversária gerou apreensão imediata quanto à perda de capital político em importantes colégios eleitorais de Mato Grosso.

A reação assertiva manifestou-se por meio de Ananias Martins de Souza Filho, que assumiu a linha de frente do discurso punitivo para coibir a onda de insubordinação. O dirigente estadual ressaltou ter obtido garantias diretas da liderança nacional para punir os desvios de conduta com rigor e celeridade extrema. Em declaração contundente direcionada aos correligionários, Ananias Filho advertiu que os membros que não mantiverem fidelidade às deliberações oficiais da sigla serão prontamente expulsos dos quadros da agremiação.

O epicentro geopolítico do conflito reside em Mato Grosso, onde a disputa pelo controle de bases eleitorais consolidadas mobiliza prefeitos e vereadores de múltiplos municípios estratégicos. A polarização atingiu maior relevância política na região metropolitana de Cuiabá e em polos produtivos do interior, locais onde a influência dos mandatários locais possui elevado peso eleitoral.

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O descontentamento com os rumos estaduais tornou pública uma intrincada rede de alianças pragmáticas que contrariam expressamente a cartilha da direção liberal.

A controvérsia ganhou dimensão pública nas últimas semanas de 2026, momento crucial para as definições de pré-candidaturas e para a formalização das coligações partidárias no Estado. O avanço do calendário eleitoral acelerou as articulações regionais, levando governantes a anteciparem suas posições no cenário político local. O encavamento de prazos decisivos pressionou a Executiva Partidária a intervir prontamente para impedir que as dissidências municipais se consolidassem como um movimento irreversível de debandada.

A principal motivação para a medida disciplinar drástica é o enfraquecimento contínuo do projeto eleitoral próprio do PL frente à atratividade do nome do governador Otaviano Pivetta. O temor da cúpula partidária centra-se na perda de protagonismo nas urnas, além do enfraquecimento da coesão ideológica e da disciplina partidária.

Ao estabelecer sanções severas, a liderança visa sinalizar a todo o eleitorado e à classe política que a legendariedade e o alinhamento com as diretrizes centrais prevalecerão sobre negociações individuais.

A operação disciplinar está sendo operacionalizada por meio da abertura de processos administrativos internos, orientados pela liderança estadual para cassar a filiação dos envolvidos. Ananias Martins instruiu abertamente a veiculação de gravações de áudio e vídeo em grupos digitais e redes sociais como instrumento explícito de intimidação e contenção política. A estratégia busca dissuadir novas rebeliões no meio político ao expor a instabilidade jurídica e a eventual perda de legenda para os gestores insubordinados.

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A crise ganhou musculatura com a adesão pública da Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, juntamente com gestores de relevância econômica no Estado. Somaram-se ao grupo de apoio a Pivetta os Prefeitos de Cuiabá, Abílio Brunini, de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, e de Campo Novo do Parecis, Edilson Antonio Piaia. A aliança desses expressivos líderes municipais com o Republicanos escancarou a profundidade do racha interno e intensificou os confrontos dentro do partido.

A retórica de Ananias Martins fundamenta-se na autorização concedida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que chancelou a expulsão sumária de integrantes rotulados como “traidores”. A diretiva prevê a remoção imediata de prefeitos ou vereadores que continuarem atuando em dissonância com o projeto estatutário, sem espaço para conciliações. O respaldo do comando nacional confere respaldo jurídico e político para o expurgo dos dissidentes, independentemente do porte populacional ou econômico do município afetado.

A repercussão das medidas repressivas sinaliza um cenário de profunda incerteza quanto à recomposição das forças políticas de Mato Grosso até o pleito. A tentativa da executiva de restaurar a ordem partidária sob forte pressão digital pode acelerar o despartidamento de lideranças regionais de grande apelo popular.

O desfecho dessas sanções disciplinares definirá o grau de unidade do Partido Liberal (PL) para a disputa governamental e reconfigurará o arcabouço de alianças na corrida rumo ao Palácio Paiaguás.

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