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FORMAÇÃO CIDADÃ

Projeto de Lei de Jayme Campos prevê aplicação de 2% do Fundo Eleitoral para financiar Educação Cidadã

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O Programa Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade, foi lançado pelo Ministério da Educação (MEC), instituído pela Portaria nº 642/2025. A proposta assegura a implementação, em todas as etapas de Educação Básica, dos temas da macroárea Civismo e Cidadania, previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Criado para ampliar a mobilização em torno das políticas voltadas à formação cidadã, ao respeito aos direitos humanos e à promoção da sustentabilidade socioambiental, o programa busca apoiar redes de ensino na elaboração de ações, estratégias e materiais pedagógicos que dialoguem com desafios contemporâneos e contribuam para uma cultura democrática e de participação social.

A Rede Nacional de Educação Cidadã (RedeNEC) é uma coalizão que busca fortalecer a democracia no Brasil, conectando o terceiro setor, instituições públicas e privadas para promover a cultura da cidadania ética e suprapartidária nas escolas. Seu trabalho foca em fomentar metodologias de qualidade, articular políticas públicas com o MEC e secretarias de educação, e qualificar professores, visando que os estudantes aprendam sobre direitos, sustentabilidade, diversidade e participação ativa, inspirando uma nova geração de cidadãos.

Objetivos

Desenvolver o pensamento crítico e a participação ativa dos estudantes.
Formar cidadãos capazes de compreender e valorizar o Estado Democrático de Direito e os direitos humanos.
Tornar o Brasil mais democrático através da educação.

Em resumo, a Rede Nacional de Educação Cidadã (RedeNEC), atua para que a educação para a cidadania seja central na formação dos jovens, preparando-os para serem agentes de transformação social e política.

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Projeto de Lei propõe destinar recursos para Programa de Educação Cidadã

Crítico dos altos valores que formam o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Senador Jayme Campos (UB) apresentou um Projeto de Lei que propõe a destinação de 2% dos recursos do Fundo Eleitoral para Programas de Educação Cidadã e Letramento Democrático, a serem executados sob a gestão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A iniciativa foi anunciada durante pronunciamento em plenário, e segundo o Senador Mato-grossense, o fortalecimento da democracia não pode se limitar ao financiamento de campanhas eleitorais, devendo incluir investimentos estruturados na formação do eleitor e na compreensão do funcionamento das instituições públicas.

Não há democracia forte sem uma sociedade bem informada. Não há cidadania plena sem compreensão dos direitos e deveres, do papel das instituições e da responsabilidade individual na vida pública”, afirmou.

O projeto altera a Lei das Eleições para estabelecer diretrizes claras, com transparência e responsabilidade cívica, para o uso desses recursos. Entre as ações previstas estão programas de formação de eleitores conscientes, produção e difusão de materiais educativos sobre o sistema eleitoral, realização de cursos e seminários abertos à sociedade, capacitação de educadores e formadores de opinião, desenvolvimento de plataformas digitais, apoio a iniciativas da sociedade civil e campanhas de combate à desinformação eleitoral.

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De acordo com o Senador Jayme Campos, o impacto social da proposta é significativo. Para a próxima eleição, o Fundo Eleitoral deve alcançar cerca de R$ 5 bilhões. Jayme Campos criticou o uso indiscriminado desses recursos e destacou o peso que eles representam para o contribuinte.

Infelizmente, muitos tratam essas verbas como um verdadeiro balcão de negócios. E quem paga a conta é o cidadão brasileiro, já sobrecarregado por uma elevada carga tributária, disse.

Ao redirecionar parte do Fundo Eleitoral para a formação cidadã, o projeto reafirma, segundo o parlamentar, que o financiamento público da política deve servir ao fortalecimento do regime democrático como um todo, e não apenas ao período eleitoral.

É uma proposta que alia investimento institucional, controle, transparência e responsabilidade, além de sinalizar à sociedade que a educação cívica é prioridade do Estado brasileiro, ressaltou.

Durante o discurso, Jayme Campos também elogiou o trabalho da Rede Nacional de Educação Cidadã (RedeNec), destacando sua atuação na qualificação docente, na difusão de boas práticas e na articulação com gestores públicos para fortalecer a Educação para a Cidadania em escolas e comunidades.

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Política

A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso

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As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.

Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.

As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.

A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.

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A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.

A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.

Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.

Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.

Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.

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Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.

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