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5ª RODADA DE PESQUISA EM MT

Pesquisa MT Dados mostra Pivetta com 50,6% dos votos válidos na reta final da disputa em Mato Grosso

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A quinta rodada da pesquisa MT Dados para o Governo de Mato Grosso aponta o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), com 50,6% dos votos válidos, enquanto Wellington Fagundes (PL) aparece com 27,7% e Natasha Slhessarenko (PSD) registra 16,9%. O levantamento foi realizado na reta final da campanha e retrata o cenário eleitoral apurado pelo instituto entre 25 e 30 de setembro, a poucos dias da votação.

No recorte de votos válidos, o Republicanos, Otaviano Pivetta apresenta vantagem de 22,9 pontos percentuais sobre o liberal Wellington Fagundes. Dra. Natasha Slhessarenko aparece na terceira posição, com 16,9%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,4%. Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafael Milas (Missão) registram 1,2% cada. Nesse cálculo, são desconsiderados os votos brancos, nulos e os eleitores que ainda não definiram sua escolha.

Embora o percentual atribuído a Otaviano Pivetta ultrapasse a metade dos votos válidos, o resultado não permite afirmar antecipadamente que a disputa será necessariamente encerrada no primeiro turno. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, o levantamento é estatisticamente compatível tanto com uma eventual definição no primeiro turno quanto com a realização de uma segunda votação.

Na Pesquisa Estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Otaviano Pivetta também lidera, com 42% das intenções de voto. O resultado representa crescimento em relação à primeira rodada do levantamento, realizada em maio, quando o governador registrava 20%. Ao longo desse período, portanto, houve uma variação positiva de 22 pontos percentuais no percentual declarado pelos entrevistados.

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Wellington Fagundes aparece com 23% na pesquisa estimulada e ocupa a segunda posição nesse recorte. Na comparação com a primeira rodada, quando alcançava 27%, o senador apresenta uma redução de quatro pontos percentuais. A diferença entre os dois primeiros colocados, nesse cenário, chega a 19 pontos percentuais.

Natasha Slhessarenko registra 14% das intenções de voto e permanece em terceiro lugar na Pesquisa Estimulada. Em relação ao levantamento inicial, a candidata apresenta crescimento de sete pontos percentuais. Sargento Laudicério aparece com 2%, enquanto Maurício Coelho e Rafael Milas registram 1% cada, percentuais que, segundo a comparação apresentada pelo levantamento, não sofreram alteração desde a primeira rodada.

A pesquisa também mostra que 11% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar ou permanecem indecisos. Outros 6% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Esses percentuais indicam a existência de eleitores que, no momento da entrevista, não haviam definido uma opção entre as candidaturas apresentadas.

O levantamento ouviu 3.080 eleitores em Mato Grosso entre os dias 25 e 30 de setembro. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-07362/2026 e utiliza metodologia mista, conforme as informações públicas do registro.

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A divulgação ocorre em um momento de intensificação das atividades eleitorais, quando as campanhas concentram agendas, atos públicos, comunicação com o eleitorado e estratégias destinadas a consolidar ou ampliar apoio. Como a pesquisa representa apenas o período em que as entrevistas foram realizadas, eventuais mudanças posteriores no comportamento do eleitor não estão refletidas nos números apresentados.

Com a votação se aproximando, os dados do MT Dados oferecem um retrato do cenário encontrado pelo instituto no fim de setembro, mas não substituem o resultado oficial das urnas. A definição do próximo Governador de Mato Grosso dependerá dos votos efetivamente registrados no dia da eleição e da apuração oficial da Justiça Eleitoral.

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Política

Vazamento expõe “sujeira” e estratégia do Agronegócio para equilibrar a disputa ao Senado em Mato Grosso

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Em meio ao cenário de descrença institucional e aos desvios de recursos públicos que enfraquecem investimentos primordiais em Saúde e Educação, a governança e a lisura nos pleitos eleitorais voltam ao centro do debate político brasileiro. A responsabilidade do eleitorado na escolha de seus representantes e a urgência do fortalecimento das reformas legislativas ganham contornos práticos quando articulações de bastidores vêm a público, revelando o peso decisivo das elites econômicas na consolidação das candidaturas majoritárias no país.

O empresário Eraí Maggi Scheffer, proeminente Megaprodutor rural conhecido nacionalmente como o “Rei da Soja”, tornou-se o personagem central de um recente vazamento de áudio que movimentou o xadrez político regional e nacional. Sua atuação direta nas diretrizes partidárias demonstra o alcance da liderança do Agronegócio na condução do processo de escolha de representantes para o Poder Legislativo Federal.

A gravação traz detalhes sobre a estruturação do pleito para as duas vagas ao Senado Federal pelo Estado de Mato Grosso nas eleições programadas para outubro de 2026. O registro auditivo explicita o direcionamento estratégico traçado por lideranças financeiras para remodelar a preferência do eleitorado e alterar a dinâmica das pesquisas de intenção de voto no Estado.

A divulgação do áudio ocorreu nas plataformas digitais e em veículos da imprensa regional e nacional após o vazamento do arquivo bruto. A repercussão do conteúdo gerou reações imediatas nos bastidores partidários e nos diretórios estaduais, acentuando a vigilância pública sobre a influência de grandes grupos econômicos no processo democrático.

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O objetivo precípuo do movimento articulado pelo empresário é enfraquecer a pré-candidatura da deputada estadual Janaína Riva (MDB) e, simultaneamente, assegurar a blindagem política e a reeleição do atual senador e ex-ministro Carlos Fávaro (PSD). A estratégia busca fortalecer o palanque de Fávaro para viabilizar um alinhamento direto entre as decisões do Congresso Nacional e as demandas do setor produtivo mato-grossense.

A estratégia traçada baseia-se no direcionamento das atenções e críticas políticas contra a candidata que ocupa a segunda colocação nos levantamentos eleitorais preliminares. Conforme registrado no áudio atribuído a Eraí Maggi Scheffer, a orientação explícita é concentrar os esforços de comunicação para enfraquecer a imagem pública de Janaína Riva:

“Ela que está em segundo, temos que bater nela”.

Para assegurar o cumprimento desse plano, o grupo planeja estender a ofensiva técnica e de comunicação a todas as bases operacionais do agronegócio no interior do estado.

A ordem transmitida orienta aliados e administradores de propriedades rurais a engajarem suas equipes de trabalho e comunidades locais no esforço de mobilização eleitoral, com a instrução direta contida no trecho:

“Avise em todas as fazendas, vamos pra cima dela”.

A motivação por trás do alinhamento explícito ao senador Carlos Fávaro decorre da necessidade do setor produtivo ruralista de manter representatividade direta, articulação institucional e proteção aos seus interesses econômicos no Distrito Federal.

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A consolidação de uma bancada forte e alinhada ao Agronegócio é vista pelas lideranças do setor como elemento indispensável para o financiamento e desenvolvimento do segmento na região Centro-Oeste.

Além de focar na candidatura de Janaína Riva, a análise apresentada no áudio estende-se a outros concorrentes do espectro conservador, destacando a situação do deputado federal José Medeiros (PL). Segundo a avaliação de Eraí Maggi, o parlamentar teria perdido tração política e densidade eleitoral após a repercussão negativa de declarações anteriores, nas quais ironizou apoiadores ao afirmar que o eleitorado “ora para alienígena e bebe detergente”.

O vazamento do áudio expõe os meandros do poder e ressalta a relevância da participação consciente dos cidadãos na escolha de seus representantes legítimos. Diante da necessidade contínua de aperfeiçoamento da representação política e do combate às ilicitudes, cabe ao eleitor avaliar criteriosamente a atitude e as alianças dos postulantes aos cargos públicos, garantindo que o interesse coletivo sobreponha-se às pressões de grupos econômicos.

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