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INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA

Mixto aposta na experiência de Roberto Fonseca para conduzir projeto de 2027

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O Mixto Esporte Clube definiu Roberto Fonseca como novo técnico da equipe profissional para a temporada de 2027. Aos 64 anos, o treinador chega ao Alvinegro com uma trajetória marcada por trabalhos em diferentes regiões do futebol brasileiro e pela participação em competições de relevância nacional. A contratação estabelece o início de uma nova etapa no planejamento do clube, que pretende fortalecer sua estrutura esportiva e entrar na próxima temporada preparado para uma agenda considerada desafiadora.

A chegada de Fonseca ocorre em um momento de expectativas elevadas entre os torcedores mixtenses. Sob o comando do novo treinador, a equipe terá como uma das principais metas a busca pelo bicampeonato Mato-grossense, além da participação em outras competições previstas para 2027. O clube também trabalha com a perspectiva de montar um elenco competitivo, capaz de responder às exigências de um calendário extenso e de representar o Mixto em diferentes cenários do futebol nacional.

Ao longo da carreira, Roberto Fonseca acumulou experiências por clubes de diferentes estados e construiu um percurso profissional marcado pela passagem por equipes tradicionais. Entre os trabalhos registrados estão Grêmio Novorizontino (SP), Paraná (PR), Londrina (PR), Guarani (SP), Paysandu (PA), ABC (RN), CSA (AL), CRB-AL e Altos (PI), seu último clube. A diversidade de experiências amplia o repertório do treinador para lidar com diferentes modelos de competição, estruturas esportivas e contextos regionais.

O currículo de Fonseca também reúne conquistas importantes. Entre os títulos obtidos pelo treinador estão o Campeonato Paranaense e o Campeonato Paulista da Série A2. Esses resultados fazem parte da trajetória que agora será colocada à disposição do projeto esportivo do Mixto, em uma temporada na qual o clube pretende transformar experiência e planejamento em desempenho dentro de campo.

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Além dos títulos estaduais, o novo comandante do Alvinegro possui experiência em competições de alcance nacional e internacional. Durante a carreira, Fonseca esteve envolvido em disputas da Copa Sul-Americana, do Campeonato Brasileiro da Série B, da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste. A vivência em torneios com formatos, níveis de exigência e objetivos distintos representa um componente relevante para uma equipe que terá diferentes desafios ao longo de 2027.

Outro aspecto da carreira do treinador é o contato com jogadores de destaque no futebol brasileiro. Em diferentes momentos de sua trajetória profissional, Roberto Fonseca trabalhou com nomes conhecidos, entre eles Aloísio Chulapa, Éverton Ribeiro, Weverton e Dagoberto. A convivência com atletas de diferentes perfis contribuiu para ampliar sua experiência na condução de grupos e na preparação de equipes para competições de alto nível.

O calendário do Mixto para 2027 será um dos principais desafios do novo trabalho. De acordo com o planejamento apresentado pelo clube, a equipe disputará o Campeonato Mato-grossense, a Copa Centro-Oeste, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D. A sequência de torneios exigirá organização, planejamento de elenco e capacidade de administrar diferentes períodos de competição, especialmente diante da necessidade de conciliar desempenho e preparação física.

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A temporada também deverá exigir do departamento de futebol decisões estratégicas relacionadas à formação do elenco. A combinação entre experiência e juventude, a definição de um grupo capaz de suportar um calendário movimentado e a preparação específica para cada competição estarão entre os pontos centrais do planejamento. Nesse cenário, a experiência acumulada por Fonseca em diferentes clubes poderá ser incorporada à construção de uma equipe alinhada aos objetivos estabelecidos pela direção.

Para a torcida Alvinegra, a contratação representa o primeiro movimento de uma temporada que já desperta expectativa. A chegada de um treinador com experiência em competições nacionais e conquistas estaduais aumenta a atenção sobre os próximos passos do clube, principalmente em relação à composição do elenco e à preparação para o Campeonato Mato-grossense. A expectativa é de que o novo comando contribua para consolidar uma equipe competitiva e preparada para os compromissos de 2027.

Com Roberto Fonseca à frente da equipe, o Mixto inicia o planejamento da temporada com objetivos definidos e um calendário amplo pela frente. O desafio será transformar a experiência do treinador, a estrutura disponível e a preparação do elenco em resultados nas quatro competições previstas. Para o Alvinegro, 2027 será marcado pela busca de novas conquistas, pela tentativa de ampliar sua presença no cenário nacional e pela expectativa de construir uma campanha capaz de mobilizar novamente sua torcida.

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ESPORTES

Santos suspende parceria com patrocinador Novibet

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Em uma decisão inédita que sacode as estruturas financeiras do esporte nacional, o Santos Futebol Clube confirmou que entrará em campo contra o São Paulo, nesta próxima sexta-feira pelo Campeonato Brasileiro, sem a marca de seu patrocinador máster no uniforme. A agremiação praiana tornou-se a primeira equipe do país a interromper formalmente as ações publicitárias vinculadas à empresa de apostas Novibet. A resolução drástica decorre diretamente da edição da nova Medida Provisória pelo Governo Federal, legislação que determinou a proibição ampla das atividades operacionais e promocionais de casas de apostas em todo o território brasileiro.

O estopim para o congelamento da parceria financeira foi a promulgação da referida norma legal, cujos dispositivos impõem regras severas e prazos exíguos para o encerramento do vínculo comercial de empresas do setor de jogos com entidades desportivas. Embora o contrato entre o alvinegro praiano e a plataforma continue juridicamente vigente, a diretoria santista optou pela prudência e pausou temporariamente a exposição das marcas até que haja absoluta clareza jurídica sobre os desdobramentos operacionais do decreto. Com isso, o clássico estadual servirá como o marco inicial visível dessa súbita transformação no modelo de negócios do futebol nacional.

A suspensão abrupta afeta de maneira profunda os planos orçamentários do Santos, uma vez que o acordo selado em fevereiro deste ano previa um faturamento anual milionário e altamente estratégico para o clube. O contrato de três temporadas fixava o pagamento anual de R$ 35 milhões, somado a um expressivo percentual de 25% sobre a receita gerada por novos usuários cadastrados na plataforma. Com projeções de arrecadação adicional estimadas em R$ 50 milhões por ano mediante o engajamento da torcida santista, o vínculo global poderia atingir R$ 85 milhões anuais, montante que agora permanece temporariamente bloqueado diante do novo cenário legislativo.

Além da retirada da logomarca principal na parte frontal da camisa, a paralisação do patrocínio atinge diretamente ativações personalizadas de marketing que haviam sido desenhadas exclusivamente para o elenco profissional. A empresa vinha utilizando inserções pontuais na tipografia dos uniformes dos atletas, substituindo a letra “N” dos nomes estampados nas costas inclusive nas peças vestidas por astros internacionais do plantel pela identidade gráfica da marca.

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A interrupção simultânea destas ações revela o alcance completo da adequação que os clubes precisarão realizar para cumprirem integralmente os requisitos regulatórios antes das datas limite estipuladas pelas autoridades executivas.

Diante da lacuna orçamentária imminente e da ausência de previsão para a retomada das exibições, a alta cúpula do Santos já admitiu publicamente que analisa alternativas comerciais disponíveis no mercado corporativo. O clube paulista posiciona-se abertamente para receber propostas de novos parceiros dispostos a ocupar o espaço nobre da camisa, ao menos em caráter temporário ou pontual. A estratégia visa mitigar o iminente déficit orçamentário decorrente da suspensão dos repasses contratuais, enquanto o departamento jurídico da instituição acompanha os trâmites regulatórios das autoridades competentes na capital federal.

O movimento do Alvinegro praiano coloca os demais clubes da Série A e B do Campeonato Brasileiro sob forte pressão para reavaliarem com extrema urgência seus próprios contratos comerciais. De acordo com o texto normativo promulgado pelo Governo Federal, as entidades esportivas de todo o país possuem o prazo improrrogável até 5 de outubro para eliminarem completamente qualquer material publicitário, placa de campo ou insígnia de patrocínio ligada a plataformas de apostas não autorizadas.

A exigência obriga os departamentos de marketing a formularem planos emergenciais de readequação em questão de poucas semanas.

Reagindo à iminência das perdas financeiras, dirigentes de clubes e federações estaduais já vinham manifestando intensa preocupação quanto às consequências econômicas de uma regulamentação restritiva sobre o ecossistema do esporte. Em manifesto conjunto publicado em 17 de setembro, dezenas de entidades desportivas alertaram que as empresas de apostas haviam se consolidado como a principal fonte de receita direta do futebol brasileiro contemporâneo.

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No documento, as associações defenderam a manutenção de um mercado devidamente regulado e fiscalizado, argumentando que a proibição sumária poderia alimentar o crescimento de plataformas clandestinas e fragilizar a integridade do jogo.

Buscando alternativas estatais para amenizar o impacto financeiro previsível em suas agremiações locais, o Governo do Estado de Minas Gerais anunciou uma intervenção financeira relevante por meio de empresas estatais locais. O poder executivo mineiro oficializou o aporte de R$ 32 milhões em verbas publicitárias oriundas da Cemig e da Codemig para patrocinar as camisas de América (MG), Atlético (MG) e Cruzeiro. Na divisão dos recursos anunciada, os dois maiores clubes da capital receberão R$ 15 milhões cada um, enquanto o América (MG) terá o aporte de R$ 2 milhões, mitigando parcialmente a perda de receitas privadas.

Na ponta oposta dessa crise de patrocínio, o Clube de Regatas do Flamengo demonstra postura de cautela e resistência a mudanças imediatas em sua estrutura comercial de grande porte. Mantendo o maior contrato de patrocínio máster do futebol brasileiro em parceria com a empresa Betano, o clube carioca não projeta a busca por um novo parceiro neste momento. O presidente flamenguista, Luiz Eduardo Baptista, ressaltou publicamente a importância do cumprimento dos acordos estabelecidos e defendeu a busca por saídas jurídicas equilibradas que preservem o valor de mercado e a estabilidade contratual do clube no cenário internacional.

A transformação radical na relação entre o futebol profissional e o setor de apostas estabelece um momento divisor de águas para a gestão esportiva no Brasil. Entre a necessidade premente de cumprimento absoluto da legislação federal e a urgência por receitas financeiras capazes de manter elencos competitivos, os clubes enfrentam o desafio inédito de reconfigurar suas receitas comerciais em tempo recorde.

Os próximos dias serão decisivos para definir se a postura assertiva adotada pelo Santos se tornará a tendência dominante do mercado ou se prevalecerão soluções jurídicas e aportes governamentais alternativos no cenário nacional.

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