SEGUNDA RODADA DE PESQUISA MT DADOS
Pesquisa aponta Mauro com 77% dos votos válidos
Nesta sexta-feira (23), foi divulgada a segunda rodada da pesquisa do Instituto MT Dados, e aponta que o governador e candidato à reeleição Mauro Mendes Ferreira da Coligação “Mato Grosso avançando, sua vida melhorando“, do Partido União Brasil (UB), na Federação composta com PSDB, Cidadania, União Brasil, Republicanos, PL, MDB, PODE, PSB e PROS, tem 77% dos votos válidos.
O resultado da pesquisa “Estimulada” mostra que o candidato a reeleição pelo União Brasil (UB), Mauro Mendes está 60 pontos percentuais à frente do segundo colocado na pesquisa.
Na sequência ficaram, Marcia Aparecida Kuhn Pinheiro, do Partido Verde (PV), candidata ao Governo de Mato Grosso, da coligação “Para Cuidar das Pessoas”, na “Federação Brasil de Esperança” formada pelo PV, PT e PCdoB, PSD, PP e Solidariedade, com 17% dos votos válidos, Pastor Marcos Ritela (PTB), com 5%, e Moisés Franz (Psol), com 1%. Os votos válidos “não” levam em conta os nulos e brancos.

Já levando em conta os votos brancos e nulos, Mauro Mendes aparece com 63% das intenções de votos, Márcia Pinheiro tem 14%, Marcos Ritela, 4% e Moisés Franz, 1%. Os brancos e nulos apresentaram resultados de 8% e não souberam ou não responderam, 10% dos entrevistados.
Conforme Mauro Mendes, o resultado da pesquisa apresentado mostra que a população tem acredito em seu trabalho a frente do Governo do Estado nestes quatro anos de administração.
“Fico muito feliz porque a pesquisa reflete que as pessoas estão percebendo nossa forma de trabalhar, com uma administração séria, honesta, e com a correta aplicação do dinheiro público. O resultado é o retorno para o cidadão dos serviços públicos da forma como ele merece”, afirmou Mauro Mendes.
A pesquisa ouviu 1.200 pessoas aptas a votar, entre os dias 15 a 20 de setembro, em todo Estado. A margem de erro da pesquisa MT Dados é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com número MT-01108/2022.
Política
Jayme afirma existir uma “Verdadeira Quadrilha” instalada no Palácio Paiaguás
A derrota de Jayme Campos na Convenção do União Brasil (UB) alterou o cenário de sua atuação política em Mato Grosso e aproximou o Senador de Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido Liberal (PL). O movimento ganhou maior dimensão depois de o senador perder, por 30 votos a 19, a disputa interna que definiria a posição da legenda na eleição estadual. Com a vitória da tese favorável ao apoio ao Republicanos, Otaviano Pivetta, o União Brasil (UB) passou a integrar o grupo político do governador, enquanto Jayme Campos intensificou as críticas aos principais nomes dessa articulação.
A disputa ocorreu dentro do próprio União Brasil (UB), partido pelo qual Jayme Campos pretendia concorrer ao Governo de Mato Grosso. Durante a fase de mobilização dos convencionais, o senador afirmava possuir maioria suficiente para assegurar a candidatura e chegou a declarar que contava com 35 dos 50 votos. O resultado da convenção, entretanto, contrariou sua expectativa e consolidou a decisão de apoiar Otaviano Pivetta, impondo ao senador uma derrota política dentro da legenda.
O desfecho provocou forte reação de Jayme Campos, que classificou o processo interno como “desigual e desonesto” e afirmou ter enfrentado um “rolo compressor”. Na avaliação apresentada pelo próprio senador, a possibilidade de disputar a eleição seria suficiente para levá-lo à vitória. As declarações expuseram a dimensão da insatisfação com o resultado e marcaram uma mudança significativa em sua relação com o grupo que prevaleceu na convenção.

Nesse novo contexto, a aproximação com Wellington Fagundes passou a adquirir relevância política. A presença de Jayme Campos ao lado do candidato do PL deixou de representar apenas uma agenda circunstancial e passou a sinalizar uma aproximação com um grupo situado fora da aliança que venceu a disputa interna do União Brasil (UB).
O movimento também ampliou a visibilidade das críticas feitas pelo senador unista ao atual grupo político que comanda o Estado de Mato Grosso.
Durante evento realizado na sede do PL para o anúncio do candidato a vice na chapa de Wellington Fagundes, Jayme Campos elevou o tom contra a administração estadual. Em seu discurso, o senador afirmou que Mato Grosso precisa “mudar esse estado de coisas” e fez acusações relacionadas à aplicação e ao suposto desvio de recursos públicos. As declarações foram apresentadas como uma defesa de mudança política e administrativa por meio do processo eleitoral.
Ao direcionar suas críticas ao governo estadual, Jayme Campos mirou especialmente o ex-governador Mauro Mendes e o governador Otaviano Pivetta. O senador passou a questionar a condução da administração e a defender uma alternativa política para o Estado.
A posição adotada representa uma ruptura de fato com o projeto eleitoral que saiu vitorioso na convenção do União Brasil e reforça sua aproximação com a candidatura de Wellington.
Em uma das declarações mais contundentes, Jayme afirmou existir uma “verdadeira quadrilha” instalada no Palácio Paiaguás, sede do Governo de Mato Grosso. A acusação, feita publicamente durante o evento político, foi acompanhada de uma cobrança para que órgãos de controle investiguem possíveis irregularidades na administração estadual. Por se tratar de uma acusação grave, sua eventual comprovação depende de apuração formal e da apresentação de provas pelas instituições competentes.

O senador também afirmou ter acionado publicamente órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle da administração pública. Entre as instituições mencionadas por Jayme Campos estão a Controladoria-Geral da União, os Ministérios Públicos Federal e Estadual e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o parlamentar mato-grossense, essas instituições deveriam analisar possíveis irregularidades e adotar as providências cabíveis caso sejam identificadas condutas incompatíveis com a legislação.
A manifestação ocorreu em um momento de reorganização das forças políticas de Mato Grosso para a próxima disputa estadual.
De um lado, o União Brasil consolidou sua aproximação com Otaviano Pivetta; de outro, Jayme Campos passou a ocupar espaço ao lado de Wellington Fagundes.
A mudança evidencia os efeitos políticos da convenção partidária e acrescenta uma nova variável à formação das alianças que deverão disputar o comando do Estado.
Ao final do discurso, Jayme Campos confirmou publicamente seu apoio à candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso e convocou aliados a participarem do novo projeto eleitoral.
“Vamos caminhar juntos com Wellington Fagundes”, declarou o senador.
A afirmação encerra, neste momento, um processo de afastamento do grupo vencedor da convenção e consolida sua aproximação com a candidatura do PL, em um cenário no qual as alianças e os posicionamentos deverão continuar sendo definidos até o período eleitoral.
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