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AS PESQUISAS APONTAM

Pesquisa aponta Kalil na liderança com 40%, Frical 27% e Emanuelzinho aparece com 9%

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Já na reta final das campanhas eleitorais de 2020, as pesquisas movimentam os bastidores da Cidade Industrial. E as pesquisas sobre intenções de voto tomam conta do noticiário e é uma fonte de informação importante tanto para os candidatos quanto para os eleitores.

As pesquisas são bastante controladas pela Justiça Eleitoral e buscam refletir as características da população. A Lei Eleitoral estabelece que devam ser declinadas na hora do registro todas as ponderações por idade, por sexo, por local de moradia.

Desde esta sexta-feira (6) até o dia da eleição, 15 de novembro, são nove dias até as eleições municipais no município de Várzea Grande. Os candidatos que disputam a Prefeitura da Cidade Industrial, as chapas e coligações traçam estratégias para a última semana de campanha, na tentativa de consolidar votos já conquistados e de convencer outros eleitores de que têm as melhores propostas para administrar o município pelos próximos quatro anos.

E na Cidade Industrial, as pesquisas mostram que o ex-vereador Coligação “Amor por Várzea Grande, Kalil Baracat 15, (MDB) continua na liderança da corrida eleitoral em Várzea Grande, com 40% das intenções de votos na modalidade estimulada, segundo resultado do Instituto Percent.

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Em segundo, está o empresário que encabeça a Coligação “Um novo tempo para Várzea Grande”, Flávio Vargas, o Flávio Frical (PSB), com 27%, seguido pelo deputado federal da Coligação “Um Novo Tempo Para Várzea Grande, que tem como candidato a prefeito Emanuel Pinheiro Neto (PTB), o ‘Emanuelzinho‘, (PTB), com 9% das intenções de votos na estimulada.

O candidato Milton Dantas Oliveira (PSOL) aparece com 1%.

Já na pesquisa realizada, os votos nulos e brancos somam 4%, e 1% não respondeu.

Um total de 19% dos eleitores do município está indeciso, ou seja, disseram que ainda não sabem em quem votar.

O Instituto ouviu 500 eleitores várzea-grandenses entre os últimos dias 3 e 5 de novembro. A margem de erro do estudo é de 4,5%, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa quantitativa, que utilizou a técnica Survey de opinião, está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) com o Número 01454/2020 e foi feita com recursos do próprio Percent.

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Espontânea

Na modalidade espontânea, em que não é apresentada uma relação de candidatos aos eleitores, Kalil Baracat soma 32% das intenções de votos e Flavio Frical, 23%, quadro que configura empate técnico.

Emanuelzinho Pinheiro aparece com 7% das intenções de votos. O candidato Milton Dantas tem 1%.

Nessa modalidade, um total de 35% dos eleitores disse que ainda não sabem em quem vão votar. Os votos em brancos e nulos somam 2%.

Rejeição

O deputado federal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Emanuelzinho Pinheiro é o candidato a prefeito mais rejeitado em Várzea Grande.

Um total de 36% dos eleitores do município disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

O segundo mais rejeitado é o candidato Kalil Baracat (MDB); 12% dos eleitores não votariam nele.

Em seguida, está o candidato Milton Dantas (PSOL), com rejeição de 11%. Na sequência aparece o candidato Flávio Frical (PSB), com 8%.

Outros 26% dos entrevistados não souberam dizer quem rejeita; 7% disseram que não rejeitam ninguém.

Confira os gráficos:

(Com MidiaNews)

 

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Política

Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político

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A política ama a traição e odeia o traidor”.

A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀

Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀

Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀

Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀

O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.

Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.

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A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.

O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.

A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.

A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.

Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.

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O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.

Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.

O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.

O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.

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