CONVENÇÃO ESTADUAL DO PODEMOS
Podemos declara apoio a Mauro Mendes
“Está fazendo um Governo de resultados“
O governador e pré-candidato à reeleição, Mauro Mendes (UB), recebeu o apoio antecipado do Podemos. A sigla partidária irá oficializar adesão durante a Convenção Partidária do União Brasil (UB).
O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (25), durante a Convenção Estadual do Podemos. De acordo com o seu presidente, vereador por Cuiabá, Dilemário Alencar, o apoio será oficializado no dia 5 de agosto, durante a convenção que irá lançar a candidatura de Mauro Mendes à reeleição.
“Nós apoiamos a sua candidatura à reeleição. E fizemos isso porque o senhor pegou um Estado quebrado, com salários atrasados, viaturas sem fazer ronda porque o Estado devia os postos de gasolina, a Saúde não funcionava, as estradas abandonadas. E o senhor trabalhou muito, e hoje temos um Estado superavitário, que paga tudo em dia e está fazendo obras para todo lado“, afirmou.
Conforme Dilemário, esse apoio é “pragmático” e alicerçado em um governo “que apresentou resultados, não só para Cuiabá, mas para Mato Grosso inteiro“.
“O Mauro Mendes reabriu a Santa Casa, que o prefeito deixou fechar. E hoje é um Hospital Estadual. Durante a Covid, o governador abriu o Centro de Triagem na Arena Pantanal, que salvou milhares de pessoas, porque no postinho não tinha atendimento, não tinha remédios, não conseguia exames. O Podemos vai estar nessa caminhada rumo à reeleição, porque Mato Grosso não pode voltar para trás“, completou.
Mauro Mendes agradeceu o apoio do partido e se comprometeu a continuar trabalhando muito para entregar resultados à população, caso seja reeleito.
“Não tenho dúvida nenhuma que os serviços que o Estado têm o dever de prestar estão melhorando em todos os cantos de Mato Grosso. Temos obras nos 141 municípios e queremos continuar trabalhando para melhorar a vida dos mato-grossenses“, afirmou.
Política
Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político
“A política ama a traição e odeia o traidor”.
A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀
Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀
Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀
Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀
O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.
Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.
A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.
O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.
A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.
A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.
Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.
O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.
Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.
O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.
O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.
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