Política
Pedro Taques: “PP nunca saiu da base aliada do governo, tenho muitos amigos lá”
O café é uma bebida democrática, presentes em qualquer lugar, e sem discriminação de situação econômica ou financeira, e ainda menos a posição social ou cargos das pessoas, o café é uma bebida obrigatória com importância no consumo, ou até mesmo como parte do cotidiano.
E tudo indica que foi o com cafezinho que o governador Pedro Taques (PSDB) conseguiu trazer novamente o Partido Progressista (PP) para o lado do seu partido, o PSDB.
Nesta eleição, tudo é arte de conversação, de negociações politicas, cargos no governo…etc.etc.etc.
O Partido Progressista que parecia estar longe da administração Pedro Taques, e com inúmeras declarações do seu presidente estadual Ezequiel Ângelo Fonseca, que durante tempos vinha fazendo duras criticas a administração Taques, não gostou nenhum pouco da ida do integrante do PP para o lado do PSDB assumindo cargo no Governo do Estado.
Nesta terça-feira (17), o governador tucano empossou o vereador Diego Arruda Vaz Guimarães que é integrante do Partido Progressista, como novo chefe do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).
Pronto…foi o pingo d’água, o clima ficou por enquanto “NUBLADO” com possibilidades de pancadas de trovoadas no decorrer dos dias lá pelas bandas da sede do Diretório Estadual do Partido Progressista, e o líder do partido disse que mesmo Guimarães assumindo a pasta, esta totalmente descartada qualquer tipo de aproximação do PP com o PSDB do governador Pedro Taques.
O presidente da sigla estadual disse ainda que o convite feito pelo governador Pedro Taques ao vereador Diego Guimarães foi apenas para “cassar confusão” entre os Progressistas.
“Esse é o Pedro Taques que nos conhecemos, é perfil dele, sabe que nós não estamos participando de seu governo, sabe que estaremos na “oposição” nesta eleição, e ele vai e convida nosso vereador para assumir o Intermat, ele aproveita de toda a situação para “criar confusão”, uma coisa é certa, nós não indicamos e não aprovamos a ida de Diego, ele vai estar sozinho, e Deus me livre de aproximar de Pedro Taques”.
E segundo ainda Ezequiel Fonseca, o Partido Progressista além de estar na “oposição” a Pedro Taques, estará apoiando a candidatura do senador e líder do Partido da Republica (PR), Wellington Fagundes, mesmo depois de terem esta na mesa dos Democratas para uma conversa com a possibilidade do “indefinido e indeciso” Mauro Mendes sair para o Governo do Estado pelo Democrata.
Fonseca disse ainda que já oficializou um convite também para o vereador Diego Guimarães deixar a sigla, já que seu posicionamento e sua postura dentro do partido é “conflituosa” já a muito tempo, desde que ele sem comunicar o partido que estaria assinando a “CPI do Paletó” contra Emanuel Pinheiro na Câmara Municipal de Cuiabá, e teria sido contrario ao dos membros do PP em aceitar assumir a cadeira como presidente do Intermat.
A nomeação de Diego Guimarães no Instituto de Terras de Mato Grosso pelo governador Pedro Taques teria sido articulada pelo ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, um dos candidatos a deputado federal pelo PP nesta eleição de 7 de outubro.
“Diego não conversou com o nosso partido sobre o convite de Pedro Taques, e mesmo ele sabendo da postura do partido que é “oposição” ao governo Taques, ele aceitou, só que a decisão é pessoal e que nada tem a ver com o PP”, disse revoltado o presidente do Partido Progressista em Mato Grosso, Ezequiel Ângelo Fonseca.
Na solenidade de posse do novo presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, Diego Arruda Vaz Guimarães, o governador Pedro Taques afirmou que a ida do vereador para a pasta não tem qualquer tipo de relação politica.
“Eu chamei o vereador pelo conhecimento que ele tem na questão Agrária, nós nunca estivemos longe do PP, tenho muitos amigos lá”, disse o tucano, lembrando outra amizade com outro empresário do agrobusiness, Neri Geller.
No discurso de posse, o governador Pedro Taque ainda acabou alfinetando as lideranças partidárias do PP que se fizeram presentes.
“Dentro de um partido sempre tem gente que presta e tem gente que não presta, tem gente de caráter e tem gente sem caráter, eu não costumo intitular as pessoas pelo partido que elas estão e são filiadas, as pessoas não são gado, que tem na sua testa o carimbo do partido político, eu qualifico as pessoas pelo seu caráter, pela competência delas, e Diego esta assumindo a pasta com o compromisso de fazer para o povo de Mato Grosso o que diz a Constituição”.
O tucano disse ainda que com todas as letras que o vereador Diego Guimarães já é parte da turma dele e que a posse no lugar de Cândido Teles de Araújo, que saiu do Democrata e foi para o Partido da Solidariedade tentar viabilizar sua candidatura a deputado estadual.
“Eu não quero saber o partido dele, o que me interessa é que ele é um homem sério e descente. Diego…., eu quero dizer que você tem a minha confiança, você é uma pessoa competente que vem para somar com o Estado”.
Política
Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral
A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.
A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.
O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.
Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.
A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.
A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.
Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.
Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.
A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.
Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.
Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.
Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.
As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.
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