Política
PDT terá reforço do MDB para o Senado
“Tudo leva a crer que o grupo vá apoiar o Pivetta. Aqui tratamos de eleições municipais, 90% da reunião foi para falar de municipal e 10% de Senado, mas devido a boa afinidade com o Otaviano, vamos apenas sacramentar o apoio”.
Foi a declaração do cacique do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) do Estado de Mato Grosso, o deputado federal, Carlos Gomes Bezerra, logo após uma reunião em sua residência, na Avenida Presidente Marques, no Edifício Fontana Di Trevi na capital.
Para muitos, Carlos Bezerra de 78 anos, e segundo a própria família, com Saúde muito frágil, é considerado donatário do partido em Mato Grosso, e sua decisão não aceita nenhum tipo de contestação, e sua para é a que vale.
Com a presença das principais lideranças do partido, secretários da sigla partidária, deputados estaduais e federais, ficou definido na reunião que o partido não vai ter um nome na disputa eleitoral de 26 de abril para o Senado da Republica na vaga de Selma Rosane Santos Arruda do Podemos.
Conforme resultado da reunião, o MDB poderá declinar pelo apoio ao candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Otaviano Olavo Pivetta.
“Nós aqui nesta reunião não tratamos sobre Senado, o grupo deve bater o martelo pela candidatura de Pivetta, devido a boa afinidade criada entre Carlos Bezerra e o pré-candidato do PDT”. Foi o que disse a deputada estadual do MDB na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Janaína Greyce Riva.
A sigla do MDB será um dos primeiros partidos a realizar a convenção para definir os rumos da sigla em relação à eleição suplementar do dia 26 de abril para escolha do substituto da senadora cassada Selma Arruda (Podemos).
A reunião do MDB está marcada para a próxima terça-feira (10), em Cuiabá, na sede do Diretório Estadual no Bairro Santa Rosa, e será, basicamente, para confirmar apoio à candidatura do vice-governador Otaviano Olavo Pivetta (PDT). O encontro emedebista está marcado para começar às 17h e terminar às 20h.
No mesmo dia e com horário semelhante, das 18h às 21h, com uma hora adiantada de diferença e com tempo de receber a comunicação do MDB.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) também fará a sua convenção no mesmo dia no Hotel Fazenda Mato Grosso nas 18 h. Esta para oficializar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta.
Participaram na reunião com o cacique do MDB, Carlos Gomes Bezerra, a deputada Janaína Riva, os deputados Thiago Alexandre Rodrigues da Silva, o “Thiago Silva”, e João José de Matos, o “Dr João”, o suplente de deputado federal Valtenir Luiz Pereira, a ex-deputada Aparecida Maria Borges Bezerra, mais conhecida como “Teté Bezerra”, o secretário de Agricultura Familiar no governo Mauro Mendes, Silvano Ferreira do Amaral, o secretário do MDB Rafael Bastos e o ex-secretário de estado José Lacerda.
Todos foram convidados por Carlos Bezerra para saber como será o andamento das eleições municipais deste ano e também da composição ao Senado.
Política
Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo
O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.
A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.
A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.
Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.
A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.
Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.
O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.
Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.
Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.
A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.
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