Search
Close this search box.

NOVA EMBALAGEM VELHA

Partidos mudam a embalagem sem alterar o conteúdo para ver se o freguês leva o produto para casa

Publicados

em

O desgaste da classe política tradicional no Brasil produziu uma onda de rebatismos e criação de siglas partidárias que vão estrear nas Eleições de 2022. Na maioria dos casos, entretanto, os políticos que dão as cartas nessas legendas ainda são os mesmos. São conhecidos caciques da política brasileira, para disputar as eleições presidenciais e estaduais no ano que vem.

No próximo ano, muitas siglas vão se apresentar ao eleitor sem o “p” que representa a palavra “Partido“. Em troca, diversas legendas adotaram palavras de ordem. Como o PTdoB, que virou Avante, ou o PTN, que agora se chama Podemos, ou ainda o PEN, rebatizado como Patriota. Outros apenas excluíram a palavra partido do nome: o PP tornou-se apenas Progressistas e o PSDC como Democracia Cristã. Até mesmo o PMDB, uma das legendas mais tradicionais da política brasileira, voltou ao nome que tinha no período da ditadura militar, Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

As legendas partidárias voltam ao antigo nome para “ganhar as ruas” e ser uma “força política” nesta Eleição de 2022.

Leia Também:  Gallo assume com responsabilidade de aumentar a arrecadação do Estado

Para especialistas, a mudança de nome pouco representa em termos de novas ideias e representatividade política.

“É como se fosse uma empresa mal avaliada que muda de nome para ter outra imagem”, compara o cientista político parceiro do Blog do Valdemir.

Dos criados desde a Eleição de 2010, quatro fugiram do “p”: Novo, Rede e Solidariedade, além do Patriota. Entre os que mantêm a palavra partido no nome estão o PMB, PPL, PROS e PSD. Para alguns dos cientistas político procurado pelo Blog do Valdemir, a renomeação dos partidos não significa uma renovação de quadros e ideias.

“Essas alterações nos partidos mudam a embalagem sem alterar o conteúdo para ver se o freguês leva o produto para casa. A questão é que não existem mudanças de fato no partido, na sua prática, no seu financiamento, na maneira como ele se conduz na política. E é isso que o eleitor, afinal de contas, está desejando hoje”.

O uso da palavra partido nas legendas deixou de ser obrigatório em setembro de 1995, quando a Lei nº 6767, de dezembro de 1979, foi substituída pela Lei nº 9.096. O primeiro caso de partido a abandonar o “p” só ocorreu em 2007, quando o Partido da Frente Liberal (PFL) se transformou em Democratas (DEM), depois de 22 anos com o antigo nome.

Leia Também:  Flávia Moretti agradece Governo do Estado por parcerias e reforço na Assistência Social

O movimento de renomeação das siglas ainda pode ter mais adesões antes das eleições.

Propaganda

Política

Pivetta escolhe Mancioli para a Casa Civil e inicia formação do núcleo estratégico do novo governo

Publicados

em

A definição dos primeiros integrantes do alto escalão costuma revelar as prioridades de uma administração. Nesse contexto, o governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou a nomeação de Eduardo Mancioli para comandar a Casa Civil, uma das estruturas mais estratégicas do Poder Executivo estadual. A decisão marca o primeiro nome oficialmente confirmado para o secretariado do novo mandato e sinaliza os rumos políticos e administrativos da futura gestão.

A escolha foi formalizada após as eleições de 2026, período em que o governador iniciou a composição de sua equipe para os próximos anos de governo. Eduardo Mancioli, que atualmente exerce a função de chefe de gabinete, torna-se o primeiro integrante do escalão superior a ser confirmado por Pivetta, consolidando um movimento de continuidade dentro da estrutura administrativa estadual.

O anúncio ocorre em Mato Grosso, estado onde a Casa Civil desempenha papel central na coordenação das ações governamentais. A pasta atua como principal elo entre o governador, os secretários estaduais, a Assembleia Legislativa, órgãos de controle e os demais Poderes, concentrando parte significativa da articulação institucional do Executivo.

A nomeação foi definida diretamente pelo governador Otaviano Pivetta, que optou por um dos colaboradores mais próximos de sua estrutura administrativa. Ao confiar a função a Mancioli, o chefe do Executivo reafirma a estratégia de manter em posição-chave um profissional com amplo conhecimento da rotina governamental e das demandas do Palácio Paiaguás.

Leia Também:  “Prefeito em final de mandato é pior que bagaço de cana da Usina Itaici”

A escolha tem como principal fundamento a relação de confiança construída ao longo dos anos entre o governador e seu futuro secretário. Além da proximidade política e administrativa, Mancioli acumulou experiências que o credenciam para o cargo, reunindo conhecimento técnico, capacidade de gestão e histórico de articulação institucional.

A Casa Civil é considerada decisiva para o funcionamento do governo porque coordena a execução das prioridades administrativas, acompanha projetos estratégicos e promove a interlocução entre diferentes áreas da administração pública. Nesse cenário, a capacidade de articulação do secretário torna-se elemento fundamental para garantir alinhamento entre as ações do Executivo e os objetivos definidos pelo governador.

Eduardo Mancioli construiu sua trajetória profissional em diferentes esferas da administração pública. No município de Barra do Garças, ocupou cargos como secretário de Fazenda, chefe de Gabinete, secretário de Planejamento e secretário de Pesca e Aquicultura. Também atuou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados entre 2018 e 2019 e exerceu a função de Coordenador Estadual de Cultura, ampliando sua experiência em gestão pública.

No âmbito do Poder Legislativo Estadual, Mancioli desempenhou funções relevantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Foi coordenador da Escola do Legislativo em 2019, superintendente da instituição em 2023 e secretário de Escola e Memória do Legislativo em 2025. Essas experiências contribuíram para o desenvolvimento de competências relacionadas à administração, ao relacionamento institucional e ao conhecimento dos processos legislativos.

Leia Também:  Santos propõe audiência para discutir o Parque Ambiental Berneck

Sua atuação partidária também reforçou o perfil de articulador político. No Republicanos, exerceu o cargo de secretário-geral estadual entre 2017 e 2021 e, posteriormente, assumiu a tesouraria da legenda em Mato Grosso, função que ocupou até abril de 2026. Além disso, presidiu o partido em Barra do Garças por mais de uma década, consolidando amplo relacionamento com lideranças políticas e partidárias em diferentes regiões do estado.

A expectativa do governo é que a experiência administrativa, a trajetória política e a confiança construída ao longo dos anos contribuam para fortalecer a coordenação interna do Executivo durante o novo mandato. Com a nomeação de Eduardo Mancioli para a Casa Civil, Otaviano Pivetta dá o primeiro passo na montagem de sua equipe de governo e sinaliza a intenção de priorizar continuidade, eficiência administrativa e fortalecimento das relações institucionais nos próximos anos.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA