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2026 JÁ COMEÇOU?

Partidos já se articulam de olho na disputa de 2026 em Mato Grosso

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Terça-feira chegou e, ainda restam dois anos para o fim do atual mandato do cacique número 1 do União Brasil (UB), o governador mato-grossense Mauro Mendes Ferreira.

Mas…, como disse Lula: 2026 já começou. Embora faltem 20 meses para as eleições gerais, o calendário político reverso impõe a tomada de algumas decisões partidárias já no primeiro semestre de 2025. Não se constroem novos partidos de noite para o dia.

Um dos grandes motores das possíveis mudanças é a progressão da chamada “cláusula de desempenho partidário”. Só terá existência nacional efetiva a partir de 2027, com acesso ao Horário Eleitoral Gratuito de Rádio e TV e ao Fundo Partidário, o partido ou a federação que fizer ao menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara Federal ou eleger pelo menos 13 deputados federais.

Segue o fluxo!

Enquanto alguns políticos…

De Mato Grosso já estão se colocando para as disputas de 2026 e, sim, de 2030. Porque, como teria sugerido Tancredo Neves; não há cedo na política, só tarde. Quem se colocar desde já (e politicamente todos estão se posicionando), ocupará mais espaço na sociedade, quer dizer, na política.

Aqueles que deixarem para se expor em cima da hora esperando não se sabe o quê, ficarão para trás. Nos tempos de redes sociais ninguém pode ser o primeiro a chegar atrasado.

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Em 2026, haverá eleição em Mato Grosso para governador, senador, deputado federal e estadual.

As bases formatadas e reformatadas em 2024, serão cruciais para 2026. Frise-se que vários políticos, os mais antenados, já estão de olho em 2030.

Pelo seguinte motivo: se for eleito em 2026, e tendo ocupado o cargo de governador por nove meses (do mandato de Mauro), o seu vice, o Republicanos, Otaviano Olavo Pivetta não poderá ser candidato a governador em 2030.

Então uma vitória do líder Repúblicanos, no lugar de fechar, abre ou reabre a política no Estado de Mato Grosso, inclusive em termos de governo para novas gerações.

Sabe-se que cada eleição tem sua história. Por isso, se adversários da disputa de 2024, estiverem juntos em 2026, que ninguém estranhe.

A vida, como a política, é assim: feita de mudanças, de novos cenários e aliados.

Quem será candidato a governador na Terra de Rondon em 2026? Otaviano Olavo Pivetta, até porque vai assumir o governo daqui a um ano e três meses, será candidato.

Fala-se no nome do empresário do setor de sementes, em Odílio Balbinotti. Porém, no seu entorno há quem avalie que deverá disputar mandato de senador ou deputado federal. Em termos de governo, poderia se resguardar para uma eleição menos complicada, quem sabe a de 2030, quando o quadro político estará mais…, digamos…, aberto.

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A vice do Republicanos, Otaviano Pivetta, será muitooooo, mais muitooooo disputado. Sobretudo porque, se ele, Pivetta, for eleito e se sair em 2030 para disputar mandato de senador, seu vice assumirá por nove meses e, de cara, se tornará candidato a governador. Ai… o fluxo vai seguindo normalmente como manda o figurino.

PS: na verdade, o que grande parte dos partidos políticos ambiciona em 2025, é a vaga de vice de Pivetta e seu apoio na disputa pelo Senado.

Pega a visão!

– Enquanto alguns políticos se preparam a saída das siglas partidárias, os líderes dos partidos se movimentam para cimentar ou desidratar alianças, conforme seus interesses.

– Existem pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, com dificuldades a serem transpostos: um candidato muito popular, mas que de alguma maneira joga sozinho, outro é uma liderança que se equilibra entre políticos de cunho ideológico e os fisiológicos, que mudam de banco conforme a maré.

Os anos de 2025 e 2026 prometem!

Para finalizar: em qual partido o futuro presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Joel Russi, hoje no PSB, vai se filiar, seria o Podemos ou Repúblicanos?

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Política

Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás

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A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.

As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.

O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.

A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

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A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.

O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.

A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.

A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.

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