INSTITUTO PARANÁ PESQUISAS - GOVERNO DO ESTADO
Pesquisa mostra Riva, Fagundes e Pivetta como favoritos para o Governo do Mato Grosso em 2026
Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (23), mostra que a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o senador Wellington Fagundes (PL) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) são os favoritos na disputa pelo governo do Mato Grosso nas eleições de 2026.
No primeiro cenário estimulado, quando são mostrados os nomes dos candidatos, os três estão empatados dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Em outro cenário, sem o liberal Wellington Fagundes, a deputada emedebista Janaína Riva abre vantagem para o vice-governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos.
Pesquisa para o governo do Mato Grosso em 2026
Espontânea (quando os nomes não são apresentados previamente para escolha do eleitor)
Mauro Mendes (União Brasil): 10,3%
Otaviano Pivetta (Republicanos): 2,3%
Wellington Fagundes (PL): 1,2%
Abilio Brunini (PL): 1,0%
Janaína Riva (MDB): 1,0%
Jayme Campos (União Brasil): 0,5%
Lúdio Cabral (PT): 0,4%
Carlos Fávaro (PSD): 0,3%
José Carlos do Pátio (PSB): 0,3%
Odílio Balbinotti (sem partido): 0,3%
Outros nomes citados: 1,0%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não sabe/Não opinou: 74,6%

Cenário 1
– Estimulada (quando o nome dos políticos é apresentado para escolha)
Janaína Riva (MDB): 21,9%
Wellington Fagundes (PL): 19,4%
Otaviano Pivetta (Republicanos): 16,9%
Jayme Campos (União Brasil): 11,8%
Carlos Fávaro (PSD): 4,3%
Odílio Balbinotti (sem partido): 4,2%
José Carlos do Pátio (PSB): 3,5%
Max Russi (PSB): 2,4%
Nenhum/Branco/Nulo: 9,7%
Não sabe/Não respondeu: 6,0%
Cenário 2
– Estimulada
Janaína Riva (MDB): 26,6%
Otaviano Pivetta (Republicanos): 19,0%
Jayme Campos (União Brasil): 14,7%
Carlos Fávaro (PSD): 5,7%
Odílio Balbinotti (sem partido): 5,7%
José Carlos do Pátio (PSB): 4,5%
Max Russi (PSB): 3,2%
Nenhum/Branco/Nulo: 13,3%
Não sabe/Não respondeu: 7,2%
Cenário 3
– Estimulada
Janaína Riva (MDB): 22,1%
Wellington Fagundes (PL): 21,4%
Otaviano Pivetta (Republicanos): 17,5%
Jayme Campos (União Brasil): 11,9%
Carlos Fávaro (PSD): 4,4%
José Carlos do Pátio (PSB): 3,6%
Max Russi (PSB): 2,5%
Nenhum/Branco/Nulo: 10,2%
Não sabe/Não respondeu: 6,5%
Metodologia:
1.540 entrevistados pelo Paraná Pesquisas, em 60 municípios do Mato Grosso, entre os dias 7 e 11 de maio de 2025. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais.
Política
Nova legislação mobiliza Rádio Nacional no enfrentamento do Feminicídio
O ordenamento jurídico brasileiro ganhou um reforço estratégico essencial com a sanção da Lei nº 15.423, que institui a obrigatoriedade de veiculação diária de informações sobre as redes de enfrentamento e prevenção à violência contra a mulher. A nova legislação determina que o tradicional programa radiofônico “A Voz do Brasil” reserve um espaço fixo em sua grade para difundir de forma ampla os canais de denúncia, acolhimento, orientação e proteção vigentes no território nacional. A medida representa um avanço significativo na formulação de políticas públicas integradas, unindo o alcance da comunicação estatal à urgência da salvaguarda de direitos fundamentais.
A celebração oficial da sanção presidencial foi protagonizada de forma enfática pela deputada federal Gisela Simona (UB), que exerceu um papel técnico central no trâmite legislativo da matéria. Na condição de relatora da proposta na Câmara dos Deputados, a parlamentar mato-grossense liderou as articulações políticas necessárias para a aprovação do texto, consolidando sua trajetória na defesa dos direitos humanos. Como dirigente do segmento partidário feminino e legisladora ativa, Simona manifestou publicamente seu entusiasmo, enquadrando a nova obrigação legal como uma vitória histórica para as redes de apoio que atuam diretamente no acolhimento de vítimas em situação de vulnerabilidade extrema.
O marco legal entrou em vigor de forma imediata em todo o país após a publicação oficial de sua sanção, desencadeando uma reformulação estrutural nos conteúdos informativos transmitidos pelas emissoras de rádio. A urgência na implementação da medida justifica-se de forma contundente pelo cenário estatístico alarmante que o Brasil enfrenta no primeiro semestre de 2026, período no qual os índices de violência de gênero apresentaram uma curva ascendente preocupante. Diante da necessidade impostergável de frear a escalada de crimes de ódio contra o gênero feminino, as autoridades públicas aceleraram os procedimentos institucionais para que a ferramenta de utilidade pública passasse a operar sem qualquer tipo de dilação temporal.
O principal propósito desta inovação legislativa consiste na erradicação do desconhecimento generalizado acerca dos mecanismos de proteção estatal, um obstáculo frequentemente identificado por órgãos de controle e entidades assistenciais. O projeto busca transformar a informação em uma ferramenta ativa de prevenção ao fornecer instruções claras e precisas a milhares de cidadãs que ainda desconhecem a quem recorrer diante de agressões. Integrada formalmente ao conjunto de ações coordenadas do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, a Lei visa democratizar o acesso aos serviços de segurança, rompendo o isolamento social que historicamente perpetua os ciclos de abusos domésticos no ambiente familiar.
A estratégia comunicacional direciona seu foco primordial para as regiões interioranas e os municípios situados de forma geográfica distante dos grandes centros urbanos, locais onde a infraestrutura tecnológica é por vezes limitada. Nessas localidades mais isoladas do interior do país, o rádio permanece de maneira incontestável como o principal, e muitas vezes único, veículo de acesso à informação e de conexão com a realidade institucional da nação. Ao utilizar uma rede de transmissão de caráter obrigatório e de penetração capilar massiva, o Estado brasileiro consegue transpor barreiras geográficas e sociais complexas, alcançando mulheres vulneráveis que se encontram desprovidas de internet ou de outros meios digitais contemporâneos.
O veículo escolhido para a transmissão diária dessas diretrizes de proteção é o tradicional programa “A Voz do Brasil”, inserido de segunda a sexta-feira em cadeia obrigatória por emissoras públicas e comerciais. A escolha técnica desse canal específico decorre de sua estabilidade institucional e de sua audiência cativa, fatores que asseguram uma regularidade indispensável para a eficácia das campanhas de conscientização social.
Através dessa plataforma radiofônica de abrangência continental, o conteúdo será veiculado rotineiramente, garantindo que as informações sobre os canais de denúncia, como o Ligue 180, mantenham-se permanentemente acessíveis ao espectador comum em horários de grande visibilidade.
Os fatores conjunturais que impulsionaram a aprovação célere desta lei residem nos dados epidemiológicos da violência, os quais apontam que o Brasil registrou 399 casos de feminicídio apenas no primeiro trimestre de 2026. Esse dado alarmante equivale a uma média geométrica aproximada de uma mulher assassinada a cada cinco horas, representando um acréscimo estatístico de 7,5% em comparação direta com o mesmo período do ano anterior. O Estado de Mato Grosso, base eleitoral da relatora, apresenta um quadro de alerta ainda mais agudo, aproximando-se de duas dezenas de ocorrências fatais neste ano, após ter liderado negativamente os rankings nacionais proporcionais de homicídios de mulheres em períodos anteriores.
O método operacional adotado para a concretização dessa política pública consistiu na tramitação rigorosa de um projeto de lei bem estruturado, o qual recebeu pareceres técnicos favoráveis nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Durante o processo de relatoria, Gisela Simona promoveu a construção de consensos multipartidários, demonstrando que o fortalecimento da rede de proteção transcende disputas ideológicas ou partidárias de caráter meramente paroquial.
A redação final aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional primou pela clareza técnica, estabelecendo sanções administrativas específicas para o descumprimento das inserções informativas diárias por parte das geradoras de conteúdo radiofônico.

Os recursos logísticos e financeiros demandados para a execução da nova rotina informativa serão absorvidos pelas estruturas de comunicação pública já existentes, não gerando novas despesas extraordinárias para o erário federal. A operação logística baseia-se na otimização dos blocos informativos da própria Empresa Brasil de Comunicação, que fará a distribuição dos conteúdos programáticos formatados de maneira simplificada e de fácil compressão para as emissoras afiliadas. Esse arranjo administrativo inteligente demonstra a viabilidade de se implementar políticas de grande relevância social por meio do aproveitamento racional e eficiente do aparato tecnológico que o Estado já possui.
A perspectiva de evolução futura indica que o enfrentamento rigoroso à violência de gênero não deve se limitar de forma exclusiva ao endurecimento das penas criminais contidas no ordenamento penal. A atuação pregressa de Simona na relatoria do Pacote Antifeminicídio, que elevou a punição máxima para 40 anos de reclusão, passa a ser complementada por esta vertente eminentemente preventiva e educacional de comunicação pública.
Espera-se que a constância diária dessas inserções radiofônicas reduza progressivamente os índices de subnotificação de crimes, fortalecendo uma rede assistencial capaz de intervir de forma eficaz antes que os conflitos alcancem desfechos trágicos e irreversíveis.
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