Política
“Operação Vendaval” da Policia Federal e Polícia Civil cumprem 9 mandados de buscas contra suspeitos do furto ao Banco do Brasil
No começo do mês de julho, ladrões invadiram o Banco do Brasil da Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Cuiabá. Os assaltantes arrombaram dois cofres da tesouraria, pegaram o dinheiro e fugiram.
Na saída, os ladrões deixaram ate um bilhete após efetuarem o roubo. Escrito em um papel fixado na geladeira da Agência Bancaria, o recado escrito à mão dizia “Muito obrigado pela gentileza”.
Segundo informações da Polícia Civil, a suspeita era de que aproximadamente 6 pessoas teriam participado do assalto no Banco do Brasil.
Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), além de policiais civis da Gerência de Operações Especiais (GOE) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GGCO), chegaram de cercar o local.
A polícia encontrou cofres arrombados, salas bagunçadas, armários revirados e câmeras de segurança viradas para a parede.
Na manhã desta sexta-feira (03), a Polícia Judiciária Civil, em investigações coordenadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em conjunto com a Polícia Federal, cumprem 9 mandados de busca e apreensão contra alvos suspeitos do furto praticado na agência do Banco do Brasil, em 1° de julho deste ano.
A investigação, desenvolvida dentro da força-tarefa com a Polícia Federal, aponta que ao menos 5 suspeitos estão envolvidos no furto a Agência Bancária. Eles são investigados em inquérito de furto qualificado e associação criminosa.
Foram subtraídos do banco aproximadamente R$ 340 mil em espécie, mais uma quantia em moeda estrangeira ainda não contabilizada.
A delegada Juliana Chiquito Palhares, que passou a integrar a equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), informou que denúncias ajudaram na identificação dos cinco suspeitos, sendo que um deles é autor de dois furtos a bancos ocorridos neste ano, em uma mesma agência em Cuiabá, e outros três suspeitos também têm passagens por outros crimes.
Os nomes dos investigados não serão revelados neste momento, em razão da operação objetivar arrecadar outras provas contra os investigados.
A “Operação Vendaval“ contou com o apoio de policiais civis da Gerência Estadual de Polinter e da Gerência de Operações Especiais (GOE).
Política
A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026
Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.
Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.
Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.
O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.
A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.
O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.
Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.
Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.
O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.
Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.
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