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UNIÃO BRASIL RECEBE REFORÇO DO PSDB E CIDADANIA

Federação PSDB-Cidadania anuncia apoio ao pré-candidato Eduardo Botelho

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O deputado estadual Carlos Avallone Junior (PSDB), que também comanda o Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, disse recentemente que o PSDB Nacional teria exigido que o partido apresentasse um nome para a disputa municipal para as eleições municipais em 2024 na Capital de todos os mato-grossenses.

O PSDB vem se enfraquecendo nos últimos anos, perdendo vários de seus líderes políticos tanto municipal como estadual, e diante das dificuldades de apresentar um nome forte para concorrer o pleito eleitoral de 2024 em Cuiabá, o próprio parlamentar tucano colocou seu nome para uma disputa em 6 de outubro. Desde a derrota de Pedro Taques em 2028, os tucanos entraram em uma queda brutal.

Nesta última eleição para deputado estadual, conseguiu apenas uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). Já na Câmara Municipal de Cuiabá, o PSDB conseguiu também, apenas uma cadeira com o nome de Renivaldo Nascimento.

O tucano chegou a dizer que o líder máximo do PSDB, Eduardo Leite, teria lhe comunicado para que seu nome fosse colocado a disposição do partido no pleito de 2024.

Eu recebi uma ligação do nosso líder maior, o Eduardo Leite, para que eu coloque meu nome a disposição caso não consigamos apresentar um nome forte para o pleito eleitoral. Eu sou uma pessoa de partido, sou partidário, meu time sempre foi o PSDB. E é importante que nos defendamos a tese do PSDB, seus posicionamentos são muito importantes“.

Mesmo diante das dificuldades, o parlamentar tucano firmou o pé em não retirar sua candidatura para as eleições municipais na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, e lamentou, o empobrecimento dos debates políticos eleitorais, revelando que atualmente tudo está se resumindo sobre quem é de direita ou esquerda.

Está mantida minha pré-candidatura. E eu tenho feito um trabalho bacana em relação a isso. Acho que as discussões sobre política, em Cuiabá, estão muito pobres. Pois as discussões são apenas se você é de direita ou de esquerda, se apoia o Bolsonaro ou Lula. Ou se você apoia Emanuel ou está do lado de Mauro Mendes. Isso empobrece a discussão, porque ninguém está discutindo os problemas de Cuiabá”.

O tucano Avallone Junior alegou que a sua pré-candidatura, por um partido de centro, vem para elevar os debates nas eleições deste ano, como também propor soluções para os problemas da capital.

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Fora do páreo

No apagar das luzes do mês de junho, Carlos Avallone anunciou sua desistência da pré-candidatura à Prefeitura de Cuiabá, afirmando que decidiu se dedicar ao mandato de deputado estadual a partir de um clamor do partido, e que seu objetivo é “honrar” os 26.594 votos que recebeu nas eleições de 2022.

Eu tenho que ter respeito ao meu mandato, ele foi conquistado com muita dificuldade. Demorei para vencer as eleições e devo aos mais de 20 mil votos que veio do interior do Estado“.

Neste sábado (6), durante encontro no Hotel Fazenda Mato Grosso, a Federação PSDB-Cidadania anunciou apoio ao pré-candidato a Prefeito de Cuiabá e presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, deputado Eduardo Botelho (UB). O apoio foi anunciado pelos presidentes do PSDB, Carlos Avallone, e Cidadania, Marco Marrafon, após Eduardo Botelho garantir que está disposto a convergir as propostas para melhorar Cuiabá.

O parlamentar destacou que conversou com as lideranças dos dois partidos e as propostas estão alinhadas. Pautas como a Agroindústria, Educação, Cidade Verde, entre outras, estão de acordo com o que ele pensa para Cuiabá.

Avallone e Marrafon conversaram comigo Todas as nossas propostas estão convergindo. As propostas do Avallone são os mesmos pensamentos que temos. Quer que Cuiabá volte a ser uma cidade verde, é o que nós queremos. Queremos revitalizar o Centro de Cuiabá. Marrafon quer um projeto pra educação, e nós estamos neste caminho, realizamos um evento para debater a educação. Avallone quer um projeto para agro industrialização de Cuiabá, melhorias para o distrito industrial. Então agora só resta falar o sim, convocou Botelho que recebeu o retorno positivo de Avallone e Marrafon.

Carlos Avallone reforçou que o PSDB é um partido de centro e sempre busca o equilíbrio.

Durante minha pré-candidatura eu sempre defendi que sou contra os extremos. Então este grupo que está aqui não tem como caminhar com extremos. Ele tem que caminhar pelo centro e o Botelho é quem reúne essa qualidade, afirmou Avallone carimbando o apoio a Botelho.

O Cidadania ainda se reunirá nesta segunda-feira (8) para fechar o apoio, mas Marrafon ao ser chamado por Botelho já adiantou estar junto.

Vamos pra cima, finalizou.

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Política

A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026

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Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.

Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.

Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.

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O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.

A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.

O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.

Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.

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Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.

O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.

Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.

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