ELEIÇÕES 2024 EM CUIABÁ
Não existe preocupação com o povo e sim interesse de cada um
O verdadeiro valor da palavra política é a preocupação a serviço do bem comum de todos e não a política de interesses próprios. O que estamos constatando na política de Cuiabá em 2024, não é a preocupação do bem comum e sim a preocupação do interesse próprio de cada político.
O que estamos percebendo é que as pessoas deixaram a ideologia de lado por mero interesse pessoal. Hoje em dia notamos que as pessoas não têm uma ideologia firmada, elas mudam de acordo com seus interesses pessoais.
Isso está acontecendo em todas as classes sociais e também nas entidades de classes, estas pessoas são como camaleão.
Elas passam por alterações frequentes de humor, de comportamento, ou até de opinião, podendo ser chamados como volúveis.
Hoje eu apoio você e eu sou leal a você, já amanhã eu apoio o que foi o meu adversário. Não há uma ideologia e sim um jogo de interesse pessoal. Segue o fluxo!
E agora Zé Edu?
Não será o candidato do PSD. O presidente da República, Luiz Inácio “Lula” da Silva, acabou com seu sonho para Dudu Botelho se ingressar na sigla.
A filiação esfriou, e agora Zé Edu? O nobre presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) que faz pressão. Que gosta de cobrar do partido em público uma posição, para o seu projeto político.

E agora Zé Edu? Qualquer decisão sobre candidatura na Capital de todos os mato-grossenses passará pelo crivo da Federação Brasil da Esperança.
O PT vai aceitar indicar o vice? E agora Zé Edu? O presidente do PSD em Mato Grosso, diz que: “as portas não fecharam, mas a ordem vem do Lula”. Favaro vai comprar a briga pela sua candidatura? E agora Zé Edu?
Uma pergunta do núcleo duro do Boteco da Alameda: Lula manda no PSD? Opa…desculpa, ele é funcionário do presidente. Segue ordens.
É preciso ter atenção aos movimentos do xadrez político. O poder e a política surpreendem e têm uma dinâmica rica e ágil. E agora Zé Edu? O PSD não vai lançar, não terá candidato a Prefeito em Cuiabá. O Boteco da Alameda gosta de acompanhar os movimentos.
Movimentos do tabuleiro eleitoral
E pouco a pouco, o tabuleiro político para eleições de 2024, vai se desenhando em Cuiabá. Pré-candidatos vão se consolidando, entre permanência nos partidos ou aqueles que estão em fase de troca de legenda, o fato é que o cenário vai se tornando mais claro com os personagens tomando forma. Isso acontece no cenário da situação e também nas candidaturas de oposição.
O atual presidente da “MARAVILHOSA” Casa de Leis, Dudu Botelho, por exemplo, em cerca de dois meses, passou de favorito para ser o candidato à Prefeitura de Cuiabá, com um arco de alianças fechado para ser o nome a ocupar a posição de… E agora Zé Edu?
Nesse processo, Zé Edu perdeu o espaço que teria na sua provável casa, o PSD, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Favaro. No PSD, a reclamação é que Edu Botelho recebeu o convite em janeiro de 2023 e, até agora não deu uma resposta, o que abriu espaço para uma “intimação” de Lula a Favaro.
O PSD já estava com a estratégia em andamento em torno da possível candidatura de Zé Edu. Agora, toda a estrutura que preparou para apoiar Zé Edu em Cuiabá, será direcionada para o pré-candidato (a) petista: Ludio Cabral ou Rosa Neide.

O petista se reuniu com o ministro no Palácio do Planalto para debater o cenário eleitoral na capital de Mato Grosso. Segundo relatos feitos, o presidente pediu o apoio do PSD a uma candidatura petista. O ministro preside o partido no Estado. Fávaro sinalizou com simpatia à proposta, com o compromisso de participar da escolha do candidato a vice-prefeito em Cuiabá.
Carlos Favaro esclareceu que o presidente da República, questionou o cenário político em Mato Grosso e solicitou apoio ao nome que o PT definirá para concorrer ao Palácio Alencastro, na ocasião o deputado estadual Lúdio Cabral ou a ex-deputada federal Rosa Neide.
“Eu disse: presidente, não tenho como negar isso. Marcamos, então, de voltarmos a nos falar no final do mês de janeiro para definirmos a candidatura, deixamos para escolher vice na convenção junto com a Gleise Hoffmann, Valdir Barranco, Rosa Neide, Lúdio Cabral e a gente do PSD”.
A notícia causou um impacto na política mato-grossense, já que Fávaro já havia convidado o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (UB) para se filiar na sigla para viabilizar sua candidatura ao Palácio Alencastro.
Das peças aos movimentos no tabuleiro político
A política mato-grossense se caracteriza pela forte fragmentação, marcada por partidos divididos internamente em múltiplos grupamentos, que disputam seu controle e liderança.
E tal situação, uma das características centrais é a composição sustentada, de uma parte, em redes de lideranças pessoais formados na política profissional.
Assim é comum esses grupos políticos se definirem ou pelos nomes da família, como; os “Campos”, os “Rivas”, os “Bezerras”, os “Maggis”, os “mauristas”, os “Russis”, e assim por diante. Isso porque a liderança dos partidos dos blocos, lutam para preencher os cargos em todos os níveis (federal e estadual). A capacidade de liderança depende dos cargos eletivos, que funcionam como recurso de competição política regional.
E agora em 2024, Carlos Favaro presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), será uma peça chave nas eleições de 2024, agora, caminha para alinhamento da sigla com a candidatura do PT à Prefeitura de Cuiabá.
Há quem admire sua facilidade de transição entre os governos. Mas há também aqueles que enxergam suas movimentações, como um jogo nas sombras da política mato-grossense.
Pode se dizer que Favaro caminha nestes dois campos e é considerado um grande articulador político.
De vice-governador à senador e ministro de estado, Favaro transitou não só pelo governo Zé Pedro, Mauro Mendes, mas também pelo governo federal Lula.
Eitaa lasqueira, segue o fluxo!
Política
A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026
Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.
Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.
Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.
O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.
A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.
O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.
Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.
Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.
O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.
Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.
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