Política
Obras de recuperação asfáltica continuam em ritmo acelerado em VG
Parceria entre Governo do Estado e Município de Várzea Grande está pavimentando a recuperando 50 quilômetros de asfalto.
Continuam em ritmo acelerado as obras de recuperação do pavimento asfáltico de diversas ruas e avenidas de Várzea Grande e que estão sendo feitas em parceria com o Governo do Estado que está entrando com R$ 6 milhões de um total de R$ 8 milhões, ficando R$ 2 milhões em recursos próprios do Tesouro Municipal.
"Trabalhamos em prol da população. Quando Estado e Município se unem, quem ganha é o povo que recebe obras de qualidade e que acima de tudo valorizam o Estado de Mato Grosso, a cidade de Várzea Grande e propriedade de nossos moradores", frisou a prefeita Lucimar Campos, reafirmando que busca também recursos federais para ampliar o programa de pavimentação de ruas e avenidas em todo o município.
Planejamento estima obras de 200 quilômetros para os próximos quatro anos entre pavimentação novas, duplicações, recuperação de pavimentação (tapa-buraco) e manutenção de ruas e avenidas já existentes.
A secretaria de Viação, Obras e Urbanismo comanda o trabalho das empresas contratadas para a execução dos serviços que estão nas várias ruas da região Centro Sul, no entorno do Terminal de Integração André Maggi.
No planejamento das obras de pavimentação, está previsto futuramente a transferência do Terminal de Integração André Maggi para a região próxima do Aeroporto Marechal Rondon, aonde se encontra a estação central do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que o Governo do Estado quer retomar ainda neste ano.
As obras incluem pavimentação de 50 quilômetros de ruas e avenidas, que já estão contemplando 25 bairros, além da área central de Várzea Grande.
O titular da pasta, Luiz Celso de Moraes explicou que todas as ruas intermediarias ao terminal e que dão acesso a feira municipal serão revitalizadas. "Está é uma importante região central onde se concentra um grande fluxo de pessoas, porque esse local reúne empreendimentos de vários segmentos da economia várzea-grandense".
O secretário lembra que primeira etapa da operação de revitalização começou pelo bairro Novo Horizonte, onde oito ruas foram contempladas com novo pavimento em Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUq) de espessura média de 4 cm (compactado). O CBUq é hoje uma das melhores tecnologias em pavimento asfáltico.
"No Novo Horizonte foram executados 2 quilômetros de pavimentação, e as obras foram feitas de acordo com as necessidades das intervenções. As obras nesta região já foram concluídas na semana passada. Os trabalhos avançam em outras localidades na medida em que as chuvas permitam a continuidade dos serviços".
Essa semana, por exemplo, explica Luiz Celso, tem sido de auto rendimento em função da redução das chuvas. "A determinação da prefeita Lucimar Sacre de Campos é que os serviços sejam realizados com qualidade, regularidade e dentro dos prazos estipulados para a conclusão, mas nestes casos dependemos muito das condições climáticas. Em vários bairros vamos fazer o recapeamento, e em outro um novo pavimento. A operação tapa-buraco também auxiliará nos trabalhos onde a intervenção for necessária".
Além dos bairros que estão na lista dos contemplados com melhorias na sua infraestrutura, todos os corredores do transporte coletivo também receberão obras estruturais de melhoramento da malha viária. "O trânsito pesado em determinadas vias acabam sendo um complicador, que aliados ao período chuvoso, acabam diminuindo a vida útil do pavimento, por isso da necessidade da revitalização dessas importantes vias", completou.
Os bairros que também serão contemplados nesta primeira fase estão o Ouro Verde, Jardim Marajoara, São Simão, Cohab Canelas, Ipasse, Jardim Imperador e Costa Verde.
Política
Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral
A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.
A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.
O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.
Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.
A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.
A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.
Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.
Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.
A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.
Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.
Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.
Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.
As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.
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