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"DESASTRE" NAS OBRAS DO PORTÃO DO INFERNO

O embate político e técnico sobre as obras no “Portão do Inferno”

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O geólogo Caiubi Kuhn, e pré-candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), classificou formalmente como um “desastre” a condução das obras emergenciais de retaludamento no Portão do Inferno, trecho crítico da rodovia MT-251 que conecta a capital, Cuiabá, ao município da cidade de Chapada dos Guimarães. A declaração pública, que reacendeu o debate sobre a eficiência da gestão de infraestrutura no estado, direciona críticas incisivas à administração do ex-governador Mauro Mendes, do União Brasil (UB), o qual figura contemporaneamente como pré-candidato a uma vaga no Senado Federal.

A contestação técnica e política manifestada pelo especialista ocorreu por meio de uma entrevista detalhada concedida à imprensa local nesta semana, em meio ao cenário de articulações e discussões programáticas que antecedem o pleito eleitoral no estado de Mato Grosso. O pronunciamento do geólogo surge em um momento de intensificação da fiscalização social sobre os gastos públicos e a eficácia das intervenções estruturais na região turística, que sofre há anos com instabilidades geológicas.

O questionamento central do pré-candidato fundamenta-se na tese de que houve grave falha de planejamento, desrespeito aos pareceres das consultorias técnicas e subsequente mau uso dos recursos do erário na execução do projeto na rodovia MT-251. Kuhn argumenta que a insistência em soluções paliativas de Engenharia Civil, em detrimento de alternativas estruturais definitivas e amplamente debatidas por especialistas da área, configura uma negligência administrativa que onera a sociedade e perpetua a insegurança viária.

A motivação primordial para a contundente manifestação pública repousa no vultoso volume de recursos financeiros despendidos e na ausência de uma resolução definitiva para o bloqueio parcial da via, que afeta diretamente o turismo e o comércio locais. Para o geólogo, a persistência da necessidade de monitoramento ininterrupto e o risco iminente de novos deslizamentos de terra evidenciam que a metodologia adotada pela gestão estadual falhou em cumprir os objetivos propostos no edital emergencial.

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A complexa intervenção de retaludamento localiza-se geograficamente no icônico e sinuoso trecho do Portão do Inferno, um desfiladeiro situado nos limites do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, área de preservação ambiental severamente protegida pela legislação federal. A rodovia estadual MT-251 funciona como a principal artéria de ligação logística, econômica e turística entre a região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e o polo hoteleiro e agrícola chapadense.

Os cofres públicos do Estado de Mato Grosso aportaram, até o presente estágio, uma soma que perfaz o montante aproximado de R$ 12 milhões dedicados estritamente à execução dos serviços de engenharia civil na encosta de arenito. Adicionalmente a esse valor nominal, contabilizam-se despesas contínuas e vultosas com contratos de fiscalização técnica externa, monitoramento tecnológico de movimentação de massa e policiamento permanente para controle do tráfego.

O desenrolar das obras de contenção e mitigação de riscos estende-se de maneira ininterrupta por um período que já ultrapassa a marca de dois anos de intervenções mecânicas na estrutura rochosa, sem que haja uma previsão concreta de liberação total das pistas. Esse cronograma prolongado contrasta severamente com as estimativas iniciais apresentadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), alimentando o descontentamento de moradores e empresários da região.

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A execução do projeto deu-se por meio de contratação direta e emergencial autorizada pelo Poder Executivo sob a égide da administração de Mauro Mendes (UB) e do atual governador do partido Republicanos, Otaviano Pivetta, contando com o suporte operacional das frentes de engenharia contratadas pelo Estado.

A oposição partidária e os órgãos de controle técnico utilizam agora o histórico dessa intervenção para confrontar o modelo de gestão e as escolhas de investimentos prioritários da atual equipe governamental.

O processo de retaludamento e estabilização dos taludes foi operacionalizado mediante a fragmentação controlada e a retirada de blocos de rocha instáveis, além da instalação de telas de alta resistência e de sistemas de drenagem profunda na encosta. Contudo, Caiubi Kuhn salienta que estudos geológicos prévios e detalhados já apontavam a extrema complexidade do solo e desaconselhavam a metodologia simplificada que acabou por prevalecer na decisão final da gestão pública.

Como alternativa de longo prazo para mitigar os prejuízos e garantir a segurança definitiva dos usuários, o debate político e técnico volta-se agora para a necessidade de transparência nos estudos de viabilidade e custos de implantação da rodovia MT-030.

Diante desse cenário de incertezas, o pré-candidato do PDT preconiza que governar exige a prestação de contas rigorosa, a apresentação de orçamentos claros e, fundamentalmente, a subordinação das decisões políticas aos critérios da ciência e do planejamento socioeconômico.

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Política

PL exige fidelidade partidária e homologa chapa em meio a tensões internas

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No Brasil, existe a regra da fidelidade partidária pra candidaturas em eleições proporcionais que abrangem os cargos de deputadas e deputados estaduais, federais e distritais, bem como vereadoras e vereadores. Uma exceção a essa regra é a chamada “Janela Partidária”, período de 30 dias pra que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato.

Isso acontece seis meses antes das eleições e se consolidou como uma saída pra troca de legenda, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecer que o mandato pertence ao partido, e não à candidatura eleita.

O Partido Liberal (PL) deu início ao processo de consolidação de suas candidaturas em Mato Grosso ao exigir estrito alinhamento ideológico de seus correligionários e alertar contra eventuais infidelidades partidárias nas eleições estaduais. A movimentação visa coibir divergências internas e centralizar o palanque da legenda no estado perante as disputas majoritárias que se aproximam.

A manifestação pública foi conduzida pelo senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), tendo como alvos diretos os prefeitos e lideranças liberais, a exemplo do Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que declararam apoio ao pré-candidato adversário Otaviano Pivetta (Republicanos).

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A consolidação política ocorreu publicamente no município de Rondonópolis, epicentro da polêmica partidária, com desdobramentos de alcance regional e repercussão direta no Palácio Paiaguás, sede do Poder Executivo Estadual em Cuiabá, onde se concentram as decisões estratégicas do pleito.

As declarações formais foram prestadas em entrevistas concedidas a emissoras de rádio locais e durante os preparativos finais para a Convenção Estadual da agremiação, consolidando o posicionamento público da sigla antes da oficialização do período de propaganda eleitoral.

O desentendimento partidário emergiu após o anúncio explícito de apoio de mandatários filiados ao Partido Liberal (PL) a nomes da oposição estadual, situação que deflagrou especulações sobre possíveis sanções disciplinares e gerou forte desgaste entre os grupos políticos que compõem a legenda.

A conduta de cobrança de disciplina interna justifica-se pela necessidade estritamente estratégica de preservar a coerência ideológica do partido, assegurar a densidade eleitoral do palanque próprio e garantir o cumprimento do regimento estatutário sobre a fidelidade partidária.

O objetivo precípuo das declarações e dos procedimentos de articulação reside em ratificar a coesão partidária, homologar formalmente a candidatura de Wellington Fagundes ao governo estadual e garantir a unidade das bases municipais durante a campanha oficial.

As divergências internas desencadearam um cenário de elevada tensão política nos bastidores liberais, trazendo à tona a possibilidade de aplicação de penalidades estatutárias aos desalinhados e reacendendo cobranças relativas a repasses e convênios firmados para obras de infraestrutura no interior.

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Em contraponto às pressões por alinhamento, lideranças locais do PL buscam manter autonomia política ao flertar com a candidatura de Otaviano Pivetta, enquanto a direção partidária sustenta que a participação na sigla impõe a obrigação de seguir incondicionalmente as deliberações das convenções oficiais.

Nos próximos passos do calendário eleitoral, o PL realizará sua convenção para oficializar as chapas majoritárias e proporcionais, encaminhando as definições sobre coligações e escolhas de vice-governador para momento posterior, enquanto monitora a conduta de seus filiados.

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