Política
O futuro politico dos Democratas ainda não está selado
Tanto no jogo de xadrez quanto na política, um movimento inesperado e bem pensado pode ser decisivo na partida, e esconder o jogo nesse momento é importante, é uma estratégia que faz vencer em um jogo de xadrez.
Nesta sexta-feira, no Centro de Eventos do Pantanal, lideranças do partido dos Democratas de todo o Estado de Mato Grosso estiveram presentes no ato de filiação do ex-prefeito de Cuiabá, o empresário Mauro Mendes Ferreira.
Entre os militantes do partido, destaque para o presidente Nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ), também pré-candidato a presidência da Republica.
O Blog do Valdemir perguntou para vários lideres políticos presentes.
– Qual o contexto da chegada de Mendes para o DEM?
È uma alegria muito grande, a militância do estado inteiro acolheu com muito entusiasmo um quadro político com a dimensão e Mendes, com seus compromissos, com capacidade, afirmou um dos lideres que veio do interior.
Outros animados na grande festa diziam; ele tem muito respeitado no seu campo político, mas também é escutado pelos adversários pela habilidade; sempre sabe onde está. Mendes é alguém que age de acordo com seus princípios, dialogando com os trabalhadores, com as trabalhadoras; tem uma trajetória muito bonita em Cuiabá. Então nós estamos em festa.
Além de Mauro Mendes, esteve também assinando a ficha de filiação o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado Eduardo Botelho, Mauro Savi, e o suplente de deputado Adriano Silva.
Mauro Mendes, chegou com discurso firme, de candidato do partido, mas dizendo que hoje na politica tudo é feito as claras, com dialogo e muito amor por aquilo que faz, e segundo ele, não com ameaças.
O mais novo filiado disse que esta chegando como soldado do partido, como militante para carregar a bandeira no que for preciso, mas que com conversas com todos os seus dirigentes, quer discutir a viabilidade de uma candidatura ao governo do Estado.
“Hoje a politica não se faz sozinho, com amigos e companheiros, se faz com dialogo, com amor e não podemos viver em um Estado onde as ameaças que estão utilizando hoje na politica são constantes, as pessoas acabam ficando com medo, temos que acabar com isso, as pessoas hoje não aguenta mais as mentiras, as falsas promessas de campanha que não são cumpridas”. Alfinetou o novo filiado do DEM, Mauro Mendes Ferreira.
Em discurso nesta noite de festa no Centro de Eventos do Pantanal, o novo presidente da sigla em Mato Grosso, Fabio Garcia, disse que hoje começa uma nova história para os Democratas, mas que todos dentro do DEM esta com ideias de traçar um novo plano para o Estado, um novo projeto para Mato Grosso, e somente depois disso é que o partido vai apresentar o nome que estará encabeçando a chapa para as eleições deste ano.
Perguntado pelos jornalistas presentes no ato de filiação de Mauro Mendes, se os Democratas poderiam apoiar o atual governador e candidato a reeleição pelo PSDB, Pedro Taques, Garcia foi direto na resposta. “Quem quer apoio tem que ter disposição também de apoiar”.
“Nos estamos montando um grande time, estamos contratando jogadores de nome para conquistar o campeonato, e vamos continuar reforçando o time, queremos um novo projeto para o Estado, e vamos começar a construir esse projeto, temos propostas para Mato grosso, e só depois é que nos vamos pensar, escolher um nome para ser o líder desse projeto que será levado e apresentado a população deste estado”.
Na festa, os Democratas evitaram falar de um rompimento com os tucanos, mas nos bastidores, o clima é de rompimento pela maioria das lideranças, nos bastidores as conversas eram de que os Democratas estariam dispostos de apoiar a candidatura caso ele viabilizasse seu nome ao Palácio Paiaguas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia do Democrata carioca, candidato a presidência da Republica, foi mais longe, e acabou lançando o nome do Democrata Jayme Campos para o Senado da Republica e Mauro Mendes ao Governo do Estado.
“O Democrata esta com projeto novo e vitorioso para este Estado, nomes novos e fortalecido para esta eleição, o DEM tem um novo projeto que será exemplo para todos os outros estados brasileiros e será liderado pelo mais novo filiado do partido Mauro Mendes e Jayme Campos, essa grande lideranças do Democrata no Estado, eu aposto todas as minhas fichas nestes nomes, eu acredito neles e na vitória do partido nesta eleição”.
Bastante sorridente, o cacique do Democrata Jayme Campos falou da importância desta eleição, da mudança que precisa acontecer em outubro próximo.
“A verdadeira transformação desse país esta na politica, mas política de seriedade, honestidade, de verdade, de ética, e não de mentiras, nos vamos mudar Mato Grosso com o nosso novo projeto, queremos é fortalecer o nosso Democrata, e aqui ninguém tem espaço reservado, queremos um partido com compromisso com a sociedade. Precisamos nos reparar”.
Para os caciques do partido, ate 7 de abril ainda terá muita conversa e discussão do andamento politico, e somente depois da “Janela Partidária” é que o partido terá uma definição dos nomes e dos cargos pretendidos nesta eleição.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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