Política
“Nós vamos eleger dois Senadores, e eu gostaria que um deles fosse o Adilton”
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Senador da Republica licenciado, Blairo Borges Maggi, do Partido Progressista (PP) teria anunciado na época, que não iria mais vai concorrer ao pleito eleitoral em 2018 e, desta forma, permanecerá à frente da pasta da Agricultura até o fim do ano.
E durante uma entrevista coletiva na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o mesmo local em que o ministro da Agricultura Blairo Maggi anunciou, em 2002, que seria candidato ao Governo do Estado, pela primeira vez disse:
“Eu comecei a avaliar essa definição faz muito tempo e sempre vim colocando esse grau de dificuldade para me manter na política“.
“Confesso a vocês que me sinto muito melhor no ministério, e eu me sinto muito mais realizado lá do que no Senado da Republica, o Parlamento é um local de construção de Legislação, normatização e que muitas vezes seu trabalho não aparece, para quem vem do Executivo isso é um pouco frustrante“.
Maggi disse na época também que estava “cansado da carreira política” e que permanecerá como ministro do Governo Michel Temer até o final deste ano.
O ministro Blairo Maggi teria afirmado que, além de não se candidatar nas eleições, também não iria participar do processo eleitoral de nenhuma forma, e não pretendia declarar apoio a nenhum candidato.
Nesta semana, o ministro do Partido Progressista (PP), Blairo Maggi, acabou assumindo publicamente a volta para a politica mato-grossense, e gravou um vídeo de campanha em que oficializa o apoio ao deputado federal e candidato ao Senado da Republica, Adilton Sachetti, do Partido Republicano Brasileiro (PRB).
O ministro Blairo Maggi, tinha alertado que caso o amigo de longas datas fosse candidato ao Senado da Republica como tinha sido cogitado, somente ele teria seu apoio nesta eleição de 2018.
Blairo Maggi, em um vídeo gravado e enviado por WhatsApp, faz um alerta de que nesta eleição de 7 de outubro, a população vai eleger dois Senadores da Republica, e faz um convite, que gostaria que um deles fosse o amigo de longa data Adilton Sachetti.
“Nós vamos eleger dois Senadores nesta eleição, e eu gostaria que um deles fosse o Adilton Sachetti, porque ele ajudou a construir tudo isso que nós temos no Estado de Mato Grosso e transformou o esse Estado em um grande produtor agrícola, que gera a riqueza e a disponibilidade que temos para fazer as políticas sociais do Estado de Mato Grosso”.
Para esta eleição, Blairo Maggi disse que o seu compromisso hoje é partidário, e a prioridade do seu partido o PP é com a reeleição do deputado federal e presidente da sigla em Mato Grosso, Ezequiel Ângelo da Fonseca, assim como de Neri Geller, mas que abriu uma exceção para o amigo e compadre Adilton Sachetti.
“Eu tenho um partido que precisa dos parlamentares em Brasília, nós temos dois candidatos fortes aqui no Estado, e vamos tentar trabalhar pra levá-los de volta, que é o Neri e o Ezequiel, independente, os outros são todos amigos nossos também, mas agora pra frente, as forças políticas que precisam se movimentar e se posicionar”.
O Senador licenciado e hoje ministro Blairo Maggi, prometeu que vai mesmo abandonar a vida publica, e quer voltar pra casa.
“Eu pretendo continuar na posição que eu tenho, uma posição de neutralidade. Já em fevereiro ou março desse ano eu anunciei isso, que não iria participar das eleições. Vou concluir minha passagem pelo Ministério da Agricultura até 31 de dezembro, e depois de volta pra Cuiabá, pra casa”.
O candidato ao Senado da Republica, Adilton Sachetti, faz parte da Coligação “A Força da União”, que tem como cabeça de chapa nesta eleição ao Governo do Estado, Wellington Antônio Fagundes, que é presidente estadual do Partido da Republica (PR) em Mato Grosso.
Na chapa formada pelo candidato Adilton Sachetti, ele tem o apoio de seu primeiro e segundo suplentes como o ex-prefeito de Cuiabá, Francisco Belo Galindo, o “Chico Galindo”, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e de Alessandra Abreu Nicoli, também do Partido Republicano Brasileiro (PRB), da cidade de Santa Carmem, e já foi ex-presidente da Associação das Primeiras-Damas Municipais (APDM).
O candidato a Senador da Republica, Adilton Sachetti afirmou que este é o apoio que ele recebeu mais importante do Estado, e que se sentiu fortalecido com o anuncio do amigo e compadre Blairo Maggi.
“Eu me sinto honrado e orgulhoso com esse apoio, e me deixa com mais disposição para o trabalho. Esse tipo de apoio é fundamental nesta hora, porque mostra a quem é do agronegócio em quem ele confia para substituí-lo”.
O hoje ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Borges Maggi, iniciou na política em 1994 como suplente na chapa encabeçada pelo Senador Jonas Pinheiro. Em 2002 foi eleito governador de Mato Grosso e reeleito em 2006. Em 2011 disputou uma vaga para o Senado da Republica e tem mandato até fevereiro de 2019. Maggi assumiu o Ministério da Agricultura no dia 12 de maio de 2016.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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