PESQUISA ELEITORAL 2024
Na corrida para Prefeitura de Cuiabá; Botelho lidera com 34,5%
Hoje o que se comenta nos bastidores da política cuiabana é; As pesquisas eleitorais que começaram a surgir. A pesquisa eleitoral possui um papel fundamental na sociedade atual. Estamos em ano de eleições. Assim, o assunto é pesquisa político-eleitoral, ferramenta fundamental para os profissionais da área do marketing político e eleitoral.
É muito importante que atores como o público, os políticos, os meios de comunicação e demais grupos interessados, tenham acesso aos dados exatos e sem distorções a respeito do pensamento e intenções da população. A pesquisa eleitoral mostra por exemplo, o grau de satisfação da população com o desempenho da administração pública federal, governamental ou municipal, ou ainda o grau de aceitação ou rejeição por uma determinada ação do governo. Também ajuda o “marketeiro” a definir o posicionamento do candidato.
Existem algumas preocupações sobre as possíveis influências ou efeitos que certas formas de pesquisa poderiam exercer sobre a votação em eleições. Os institutos de pesquisas têm uma responsabilidade fundamental no âmbito dos estudos de opinião pública, devendo buscar assegurar que o cliente e o público compreendam bem os desafios e as limitações envolvidas na medição de atitudes e crenças como coisas distintas de comportamento.

Em toda eleição surgem discussões sobre os resultados das pesquisas eleitorais e sua influência sobre a decisão do voto do eleitor; os erros e acertos das pesquisas; o destaque que a mídia dá para os resultados das pesquisas e a forma como elas são divulgadas. O resultado da pesquisa pode influenciar parte dos eleitores indecisos que deixa para decidir seu voto no dia, e para não perder, vota no candidato que está em primeiro lugar na intenção do voto. Alguns estudos mostram que as pesquisas realizadas no Brasil são tão eficientes quanto as americanas, com acertos próximos e resultados efetivos.
É importante ressaltar que os resultados de uma pesquisa não são números exatos, mas sim estimativas e devem ser interpretados de um intervalo que estabelece limites em torno da estimativa obtida. Quanto maior for à amostragem e mais homogênea for à população em estudo, mais seguras serão as informações da pesquisa eleitoral. O problema que se percebe, é que hoje o eleitor está mais heterogêneo, pois está mais pela emoção do que pela razão. Existe torcida por um candidato, parecendo um jogo de futebol. A decisão do voto é muito sensível, podendo mudar na última hora da eleição.
Percebe-se que atualmente muitas pesquisas são realizadas nas ruas, por telefone e pela Internet, por ser mais viável financeiramente e pela agilidade da cobertura na região, porém as entrevistas pessoais são as que garante maior chance de seleção a todos eleitores em uma cidade pela facilidade de acesso. É preciso ter cuidado ao analisar um resultado da pesquisa eleitoral, quanto ao número de indecisos e de abstenções, que são significativos.

Corrida eleitoral para a Prefeitura de Cuiabá
Nesta terça-feira, 30, o assunto foi: Os números da pesquisa eleitoral apresentada pela Percent Brasil, encomendada pelo Portal O Documento e TV Cuiabá, da corrida eleitoral para a Prefeitura de Cuiabá, no dia 6 de outubro. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 a 26 de abril de 2024 e ouviu 1.200 pessoas no perímetro urbano e rural da Capital.
O intervalo de confiança de 95%, a sondagem tem margem de erro de 2,83% pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o Número MT-02633/2024.
Os números apresentados mostram uma mudança em comparação aos números apresentados meses atrás. O deputado estadual pré-candidato pelo União Brasil (UB), José Eduardo Botelho, apareceu na liderança com 34,5% das intenções de votos na pesquisa. Já o deputado federal Abilio Jaques Brunini (PL), aparece em segundo lugar com 22,8% da intenção de votos..
A pesquisa foi na modalidade estimulada, quando é apresentada ao eleitor uma relação de candidato. A diferença entre o candidato do União Brasil (UB), Eduardo Botelho, e o candidato pelo Partido Liberal (PL), Abílio Brunini, está com 11,7%. Já o deputado estadual, o petista Lúdio Cabral, aparece em terceiro com 11,7%, seguido do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), que tem 5,2%. José Roberto Stopa do Partido Verde (PV), aparece com 4,1% das intenções de voto. O empresário Reginaldo Teixeira (Novo), vem em último com 1,3%.
Hoje pela pesquisa apresentada pela Percent Brasil, os indecisos são a maioria e representam 13,8% da população cuiabana. Os nulos e brancos somam 5,2%, não souberam responder sobre o tema 1,3% dos entrevistados.

Espontânea
Os números na modalidade Espontânea, onde não são apresentados os nomes dos pré-candidatos para a eleição de 6 de outubro, o presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, José Eduardo Botelho (UB), aparece em primeiro lugar com 23,5% das intenções de votos, seguido pelo deputado federal Abílio Brunini com 12,5% dos votos dos entrevistados. Logos depois vem o deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral com 5,8%. Outro parlamentar estadual, Juca do Guaraná com 2,3%, e o vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa com 1,6%, o empresario Reginaldo Teixeira aparece em seguida com 0,2%.
Os números nulos e brancos somaram 1,4%, já os indecisos apareceram com 48,8%, e 3% dos entrevistados não quiseram responder.

Cenários da pesquisa sem determinados candidatos
O Instituto Percent Brasil, encomendada pelo Portal O Documento e TV Cuiabá, fez também uma simulação no cenários de pesquisa sem o nome de alguns dos candidatos nesta eleição municipal, já que nem todos os nomes serão confirmados nas Convenções Partidárias, que acontecem no início de agosto.
Numa disputa sem o nome
O vice-prefeito José Roberto Stopa do Partido Verde (PV), o empresario Reginaldo Teixeira (Novo), o pré-candidato pelo União Brasil (UB), José Eduardo Botelho desponta com 36,3%. Abilio Jaques Brunini do Partido Liberal (PL), aparece com 23,3% das intenções de voto. Logo em seguida, Lúdio Cabral do Partido dos Trabalhadores (PT), com 12,3%, e o emedebista Juca do Guaraná com 5,9%.
Os 5,9% apresentados na pesquisa somados são Brancos e Nulos. Os indecisos é de 14,5%, e 1,8% dos entrevistados não responderam.
Na pesquisa onde não foram apresentados o nome do petista Lúdio Cabral, assim como a do empresario Reginaldo Teixeira (Novo), o deputado estadual José Eduardo Botelho apareceu com 38% das intenções de votos. Abilio Brunini com 23,7%, e Juca do Guaraná com 6%. José Roberto Stopa com 4,3%. Nulos e branco somam 7,7%, enquanto o número de indecisos aumenta para 18,8%. E 1,6% não responderam.
Em uma disputa direta entre Eduardo Botelho, Abilio Brunini, e Lúdio Cabral, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), segue na liderança com 38,1%, o deputado federal Abilio Brunini com 24,1%, e o petista Lúdio Cabral com 13,4% do eleitorado. O votos nulos e brancos somam 6,8%, enquanto os indecisos representam 15,2% dos entrevistados e 2,4% não responderam.
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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