Search
Close this search box.

Política

Movimento “Nosso Partido é Mato Grosso” realiza evento com 10 siglas partidárias

Publicados

em

A política é uma das inúmeras áreas em que a mulher está em uma situação de assimetria. Neste campo, a desigualdade de gênero pode ser percebida já na seguinte comparação: maioria na população brasileira (51,7%), as mulheres representam 44,27% dos filiados a partidos políticos.

Essa defasagem só piora na escolha de candidatos e nas eleições. Nas eleições municipais de 2016, somente 31,6% dos candidatos a cargos eletivos eram mulheres. O atual Congresso Nacional, eleito em 2014, tem apenas 10,94% de parlamentares do sexo feminino.

Para se ter uma ideia do que isso significa, basta verificar que a média mundial, média! Da representação feminina no Parlamento é 23,5%. Isso faz com que o Brasil ocupe o 154º lugar entre 193 países do ranking elaborado pela Inter-Parliamentary Union, uma associação dos legislativos nacionais de todo o mundo, à frente apenas de alguns países árabes, do Oriente Médio e das Ilhas Polinésias.

Esta semana, as mulheres de diversos partidos de Mato Grosso uniram-se no Movimento “Nosso Partido é Mato Grosso para ampliar a representação das mulheres na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), nas eleições de 7 de outubro. Como também definir políticas públicas comuns, muito além das cotas de participação na eleição, mas, efetivamente, políticas contra violência, contra as desigualdades socioeconômicas e pela educação, entre outros.

Leia Também:  PSDB corre risco de ficar sem representante na AL

O primeiro encontro foi realizado nesta terça-feira (3), no Hotel Fazenda Mato Grosso, com a presença de pré-candidatas ao Senado da Republica, a deputadas federais e estaduais, lideranças e dirigentes partidárias. Estiveram presentes mulheres do PDT, Podemos, MDBPROS, PC do B, PRB, DC (Democracia Cristã), PSDB, PSL, PRP, PP.

Entre as pré-candidatas, participaram a ex-juíza Selma Arruda (PSL), a ex-senadora Serys Slhessarenko, Maria Lúcia Cavalli Neder (PC do B), Margareth Buzetti (PP) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB).

A idealizadora do evento, advogada Renata Viana, pré-candidata a deputada federal e secretária-geral do PDT no Estado, atesta que Mato Grosso não pode mais ficar sem representação feminina em Brasília e precisa sair da lista de “quinto pior em vereadoras e mulheres com cargo eletivo entre os Estados brasileiros“.

Foi uma grandeza o evento, com mulheres dispostas a fazer um trabalho suprapartidário. Os partidos estão de parabéns pela qualidade das pré-candidatas. Vamos focar em nos apoiar, em carregar as demandas das mulheres, e apresentar propostas com soluções para as problemáticas vividas pelas mulheres. Por isso é Movimento Nosso Partido é Mato Grosso“.

Leia Também:  Álvaro Dias e Renata Abreu irão participar de encontro do PODEMOS em Cuiabá

Renata explicou que ao final do encontro foi debatida e redigida uma carta do Movimento “Nosso Partido é Mato Grosso, com políticas públicas para mulheres, a ser entregue aos candidatos a governador, quando eles fizerem registro de candidaturas. Ela diz que serão feitos outros encontros.

O Movimento “Nosso Partido é Mato Grosso” tem a missão de fortalecer e alinhar as políticas públicas para mulheres. Nós somos conhecedoras das nossas demandas, como esposas, mães, trabalhadoras, amigas, como as que são exploradas, que têm desigualdade salarial e que são vítimas da violência doméstica e sexual“, descreve Renata o cenário do mundo da mulher, dentro e fora da política.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização

Publicados

em

O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.

A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.

Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como Lei do Retorno, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.

Leia Também:  "Político deve durar apenas quatro anos em um mandato no executivo"

Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.

Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.

Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.

Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.

Leia Também:  Em Mato Grosso a “Direita” se fragmenta e lança dúvidas sobre 2026

As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.

Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA