Search
Close this search box.

Política

MPE entra na mira contra o secretário de Infraestrutura Wilson Santos

Publicados

em

Se na esfera do executivo, o deputado estadual e atualmente secretário de Cidades do Estado, Wilson Santos (PSDB), vem sendo o mais divulgado, através das ações de sua pasta com Obras da Copa do Mundo que não conseguem ser terminadas e a realização de pavimentação de estradas em todos os municípios, por outro lado o mesmo secretário vem sendo alvo de ações junto a Justiça mato-grossense.

O Ministério Público Estadual (MPE) promete azedar o prestígio e a importância que o secretário vem tendo junto ao Governo do Estado. É que a instituição colocou Mato Grosso no rol do polo ativo da ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB).

Segundo o Ministério Público o processo é referente à licitação do Rodoanel, que Wilson Santos, como prefeito iniciou e nunca conseguiu acabar, embora tenha recebido verbas para a conclusão da obra. 

O ingresso da Procuradoria-geral do Município no polo ativo foi autorizado pela juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular.

Além do ex-prefeito de Cuiabá, outras três pessoas estão na lista de réus na ação: José Antonio Rosa, Bruno Pompeo Félix, Luis Francisco Félix, além da empresa Conspavi Construção e Participação Ltda. O processo foi distribuído em 2013, mas a procuradoria só pediu para ingressar como parceira do MPE em novembro do ano passado.

Leia Também:  Coincidência das Eleições de 2022 ou não...2022 já está logo ali; Pronto Socorro de Cuiabá: trabalho de Maggi é decisivo na realização deste projeto

Wilson Santos e seu ex-procurador Geral do Estado, José Antônio Rosa são acusados de direcionarem a licitação para a contratação da Conspavi, de propriedade dos Félix, segundo o Ministério Público Estadual, mesmo sabendo da “ausência de disponibilidade financeira do Município”. Na época, o tucano era prefeito e Rosa o procurador-geral de Cuiabá.

O caso também é alvo de uma ação na esfera da Justiça Federal, movida pelo Ministério Público Federal (MPF), juntamente com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). Em 2015 os réus tiveram seus bens bloqueados no valor de R$ 22,9 milhões.

O Ministério Público Federal acusa Wilson Santos de autorizar a liberação de verbas públicas sem observar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e de contribuir para a “frustração do caráter competitivo da licitação nº 03/2005 ao homologá-la e de pagar para a empresa contratada serviços que não foram realizados”.

Em ambos os casos, as ações tramitam na primeira instância.

Outro lado

O secretário de Cidades, Wilson Santos, no entanto, afirma que as acusações não procedem e que está tranquilo pra continuar realizando seu serviço no primeiro escalão do governo estadual e divulgando as realizações da administração do governador Pedro Taques (PSDB).

Leia Também:  Obras do estado e do Município avançam e garantem qualidade de vida  

Segundo ele no âmbito federal, a defesa prévia já foi apresentada. Ele sustenta que não cometeu qualquer irregularidade no procedimento licitatório ou na liberação de pagamentos para a realização da obra. Também disse que pretende solicitar uma perícia para apurar a medição das obras, porque, segundo ele, há trechos que não foram contabilizados nas medições do Dnit

Pedimos a antecipação de provas, com perícia vistoria, para mostrar que tem serviço que foi feito e não foi contabilizado. Há trechos em estrada de chão que têm serviços como drenagem, por exemplo, que não entrou nas contas do Dnit. Não houve desvio”, explicou ao telefone. 

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

Publicados

em

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

Leia Também:  Embaixador de Israel visita Mato Grosso e conhece as potencialidades do agronegócio

A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

Leia Também:  Vidal afirma que irá dar seguimento no processo de cassação contra Edna Sampaio

A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA