Política
“Político deve durar apenas quatro anos em um mandato no executivo”
Mauro Mendes (PSB) não quis disputar a reeleição, se manteve fiel ao posicionamento de que político deve durar apenas quatro anos em um mandato no executivo. Ele também vem afirmando nas redes sociais que não vai subir em palanque e muito menos sair pedindo votos para o candidato de sua coligação partidária, Wilson Santos (PSDB). Esta postura, aliado ao trabalho desenvolvido na prefeitura, fazem do titular do Alencastro, um político diferente nesta reta final de mandato: está com alto índice de popularidade.
A popularidade mostrada nas pesquisas como do Gazeta Dados, onde tem aprovação de 66% da população cuiabana, fazem do gestos da Capital, um homem a ser conquistado para apoio. Tanto, que Wilson Santos, um velho inimigo político prega a todo instante que terá o apoio do alcaide. O concorrente, Emanuel Pinheiro (PMDB), garante que tem seu apoio. A população fica na espera de uma posição, que pode lhe levar a quem votar na eleição de outubro.
Aqueles que aprovam Mendes, em sua maioria, o fazem por ele ser um bom administrador, considerado competente. Nada menos que 31% dos entrevistados responderam ao questionamento desta forma. Os trabalhos realizados por ele também motivam a aprovação, uma vez que os atributos mais lembrados por aqueles que concordam com o prefeito são o asfaltamento, 14%, reforma de praças, 12% e construção e reforma de creches, com 5%.
Sobre o próximo administrador, quase metade dos entrevistados, 48%, quer que o novo prefeito faça uma gestão diferente da cidade, mantendo as principais ações de Mendes. E é este posicionamento do atual prefeito que vem levando o eleitoral a procurar avaliar melhor os concorrentes a seu cargo. Querem no posto alguém que não atire politicamente nos outros e que possa mostrar a mesma condição discreta de Mendes em governar, trabalhando sem alarde.
A Saúde é apontada pelos entrevistados como o principal problema da cidade. De cada 10 entrevistados, seis citaram o serviço como o mais problemático em Cuiabá. O segundo problema, lembrado por 14% dos cuiabanos, trata da segurança pública. Outros serviços também são lembrados como problemáticos, como Educação, pavimentação de ruas, emprego e saneamento.
Política
Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização
O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.
A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.
Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como “Lei do Retorno”, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.
Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.
Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.
Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.
Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.
As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.
Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.
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