DIREITA TRADICIONAL x DIREITA BOLSONARISTA
Em Mato Grosso a “Direita” se fragmenta e lança dúvidas sobre 2026
Neste pleito municipal, tivemos um crescimento significativo no número de Prefeituras que serão comandados por legendas chamado “Centrão” e da “Direita” a partir de 2025.
O crescimento no número de Prefeituras conquistadas pelas legendas em Mato Grosso é explicado, em parte, pelo que alguns classifica como uma espécie de “separação” entre a “Direita” tradicional e a “Direita” bolsonarista.
Essa “separação” é marcada não por uma ruptura da “Direita” tradicional com a liderança de Jair Messias Bolsonaro (PL), mas por certo distanciamento em relação ao ex-presidente, a medida em boa parte dos candidatos entende que as eleições municipais giram em torno de temas concretos sobre a vida nas cidades e menos sobre temas político-ideológicos.
Além disso, estas eleições viram o surgimento de potenciais novas lideranças competitivas no campo da “Direita”, o que impõe um novo desafio ao campo político.
Essa vitória robusta do campo da “Direita” pode indicar um cenário mais favorável nas eleições de 2026.
A ampliação no número de Prefeituras conquistadas pela “Direita” em Mato Grosso é resultado de uma série de fatores e não pode ser, necessariamente, atribuído a uma suposta vitória do Palácio Paiaguás, ainda que o cacique número 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, se mantêm como o principal nome deste campo político mato-grossense: historicamente, as legendas da “Direita” levam mais vantagens que as da “Esquerda” em eleições municipais na Terra de Rondon.

Um dos motivos, é o maior número de partidos de “Direita” em Mato Grosso em comparação com os rivais.
Um levantamento realizado pelo núcleo duro do Boteco da Alameda mostra que dos 29 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente nove são apontados por especialistas como de “Esquerda”: PT, PDT, PSB, PCdoB, PCB, PSTU, UP, PSOL e PCO.
Os demais ou são apontados como de “Direita”, “Centro-direita” ou não se manifestaram sobre isso em seus estatutos.
Assim sendo, há um ambiente, com maior oferta de candidatos de legendas a “Direita”. Isso tem uma influência no resultado. Ou seja, houve uma consolidação de um espaço político que é o espaço da “Direita”.
Antes, havia um certo receio em candidatos se assumirem como de “Direita”. Hoje, não há mais essa preocupação.
Como Mato Grosso é um Estado muito conservador, os membros das antigas políticas de mato-grossense usaram suas antenas para captar esse sentimento.
Apesar do crescimento do Partido Liberal (PL), com as prefeituras: Sinop, Rondonópolis, Primavera do Leste e disputando a Prefeitura de Cuiabá no segundo turno, essa fragmentação da “Direita” vem abrindo espaços para bonés que podem, potencialmente, liderar este campo político a partir de 2026.

O Boteco vai falar
O Boteco da Alameda aponta as eleições municipais como uma prévia para a cadeira número 1 do Palácio Paiaguás e uma das cadeiras do Senado Federal em 2026. Mas…, essa sinalização ainda vai depender um pouco do segundo turno em Cuiabá.
Uma pergunta: as alianças costuradas no pleito municipal de 2024 e, cuja ideia principal era já ter uma aliança bem fechada para as eleições de 2026, vai continuar fechada?
Pega aí:
– Nomes muitos fortes emergiram no dia 6 de outubro;
– 2026 começa do zero;
– Eleitores mato-grossenses, mandaram o recado: aqui é direita;
-Tem apoiador que parece criança cagada ninguém quer;
– Só para entender: no último dia 6 de outubro, o governador disse que na eleição de 2020 em Cuiabá, o segundo turno tinha duas opções: Entre o “horrível” e o “ruim”, ganhou o “ruim”. Será que agora o núcleo duro do Palácio Paiaguás vai apoiar o “horrível”?
Pega a visão
O resultado do dia 6 de outubro, deixou o núcleo duro juntamente com os cabeças pensantes do Boteco da Alameda com Uma Pulga atrás da orelha, de imagens e discursos que dificultam uma conclusão.
Senão venhamos e convenhamos: o governador Mauro Mendes perdeu a Prefeitura de Cuiabá com seu aliado, o deputado estadual José Edu Botelho. Também perdeu em Várzea Grande e Rondonópolis, três principais cidades e que aglomeram o maior número de eleitores.
O vice-governador Otaviano Olavo Pivetta do partido Repúblicanos, que articula uma candidatura ao Governo do Estado em 2026, também saiu derrotado nas três cidades.

O Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Campos, que ainda está engasgado com a carne de “PACA”, ensaia uma candidatura ao Governo ou a Senado, também foram derrotados em Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande. Será que também teremos surpresas com o nome da família Campos nas urnas!
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro do PSD, com exceção de Cuiabá, onde sua filha é candidata a vice do deputado estadual e representante da Federação Brasil da Esperança, do petista Ludio Cabral, também foi derrotado em Rondonópolis e Várzea Grande.
O Senador pelo Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes que articula uma candidatura ao Palácio Paiaguás, mesmo não tendo entrado de “corpo e alma” nas candidaturas, em Vadjú, Cuiabá e Rondonópolis, onde os candidatos do seu partido foram vencedores, ele deve enfrentar grandes problemas.
Um deles é explicar como seu filho primogênito que é casado com a “Mulher Maravilha”, a deputada estadual Janaina Greyce Riva, que é do MDB, e que entrou de “cabeça” na campanha do unista Edu Botelho para a Prefeitura de Cuiabá.
O que pode dificultar um apoio do candidato à Prefeitura de Cuiabá, do Partido Liberal (PL), o deputado federal Abílio Brunini, na sua candidatura ao Governo do Estado, caso Abilinho vença as eleições de Cuiabá.
Pega ai: Wellton Fagundes está pegando carona nas eleições municipais e querendo voar alto. Com uma presença cada vez mais forte nas redes sócias, nos veículos de comunicação, querendo garantir seu lugar ao sol, ou melhor, ao Palácio Paiaguas.

O Senador liberal é esperto e se aliou à “Legião Estrangeira“, o grupo político mais bombado entre “Banho de Luz” e tudo. Se você acha que 2026 vai ser tranquilo, prepare-se para o “SHOW” de “PODER”, eles estão de olho nas urnas. Mas será que todos vão conseguir lugar na pista de dança eleitoral?
Para quem acha que a política no Estado de Mato Grosso é bagunça, é de tristeza, é de derrotados, saiba que a “Legião Estrangeira“ é quem está com a bola. Esse grupo é mais forte do que se imagina, mais do aquele seu primo bombado da academia. Cuidado com eles!
“Legião Estrangeira”: Mercenários legalizados
Tendo origem na França do Século XIX, a “Legião Estrangeira“ teve sua primeira legião formada em 1831, após o “Rei Carlos X” ser deposto, onde teve as suas tropas transformadas na legião estrangeira francesa, comandada pelo Rei Luís Felipe I. A legião era inicialmente composta por duas legiões sendo elas as Guardas Suíças, que tiveram origem a partir do tratado de paz perpétua e o Regimento Hohenlohe, uma unidade de soldados estrangeiros e logo após surgiu outras legiões compostas por suíços e alemães.
A primeira missão da “Legião Estrangeira“ foi contra o Adl El-Kader, que lutava a favor da Argélia na sua independência. Esse confronto ficou conhecido como batalha de Sidi-Chabal e ocorreu em 1832. O grupo fazia missões de acordo com a necessidade e participavam de várias guerras que se expandiam muito além do território francês.
Na política, quem sabe jogar vence o jogo. Os políticos já estão nos bastidores preparando suas jogadas. A política é como um jogo de xadrez, mas com muito mais café e menos cavalo (mas quem sabe alguns peões).
Pegou ai! Não!…. Azar seu!
Política
Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização
O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.
A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.
Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como “Lei do Retorno”, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.
Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.
Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.
Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.
Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.
As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.
Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.
-
ESPORTES6 dias atrásAncelotti prepara reformulação para confronto decisivo diante do Haiti
-
ESPORTES6 dias atrásZinedine Zidane não gostou?
-
Artigos6 dias atrásA memória d’O Pasquim Sul está viva!
-
Política6 dias atrásTJMT impõe fim do voto secreto na Assembleia Legislativa
-
Artigos4 dias atrásMuito além do futebol, o Brasil também tem o SUS
-
Política4 dias atrásComo as costuras e articulações silenciosas de Max Russi redefinem a governabilidade e as alianças para o pleito de 2026
-
Política7 dias atrásRepublicanos inaugura sede em Cuiabá e consolida nome de Otaviano Pivetta para 2026
-
Artigos5 dias atrásA soberania nacional e o terrorismo




