NO OLHO DO FURACÃO
Medeiros teria utilizado “Fake News” para confundir a população sobre a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas
José Antonio Medeiros deputado federal do Podemos foi citado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) entre influenciadores digitais que propagaram hashtags dos atos antidemocráticos em 2020.
A indicação foi feita em meio ao inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que busca investigar os possíveis atentados à democracia realizados por apoiadores do presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro.
O vice-procurador-geral, Humberto Jacques de Medeiros, foi quem citou em uma petição o parlamentar federal José Medeiros para que fossem quebrados os sigilos bancários e telemáticos de diversos envolvidos nos atos, em 26 de maio de 2020. O parlamentar de Mato Grosso não foi alvo desses pedidos.
José Medeiros é relacionado no núcleo de “influenciadores digitais e hashtags” que promoveram os atos antidemocráticos nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. O vice-procurador-geral cita que o principal membro desse núcleo seria o empresário Otavio Oscar Fakhory, que administrava grupos de Whatsapp em apoio ao presidente e aos atos antidemocráticos, e também ligado ao canal no YouTube Crítica Nacional.
O clima entre o parlamentar federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ficou pesada com declarações do deputado José Medeiros de que José Antônio Borges, procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, esta agindo “a serviço de forças políticas”.
Em nota publicada pelo parlamentar federal surgiu após o órgão ministerial protocolizar petição no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta divulgação de notícias falsas.
“Enquanto em Mato Grosso, delegado sofre retaliação por estar cumprindo o seu trabalho, pessoas estão morrendo por falta de leito de UTI e secretário de Estado é avo da CPI da Covid o procurador-geral mantém um silêncio perturbador e uma omissão inexplicável, que nos faz questionar por onde anda a costumeira indignação do MPE e sua imparcialidade política“.
Com isso, José Antônio Borges acabou protocolando junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma petição sigilosa em face do deputado federal do Podemos, José Medeiros. A ministra Carmén Lúcia foi escolhida relatora.
Agora, a Procuradoria-Geral da República iniciou uma investigação contra o deputado federal José Medeiros pela suspeita de divulgar “Fake News“ sobre as urnas eletrônicas usadas na eleição do Hospital Militar.
Para o Ministério Publico de Mato Grosso, José Medeiros “se utilizou de uma manifestação da instituição em procedimento investigatório relacionado a uma eleição realizada em 06 de dezembro de 2019 pela Associação Beneficente de Saúde dos Militares de Mato Grosso (Hospital Militar), para confundir a opinião pública e fazer crer que as urnas eletrônicas utilizadas pela Justiça Eleitoral brasileira não são seguras e confiáveis”.
Diz trecho da nota do Ministério Publico de Mato Grosso:
“De acordo com os autos Nº 1000130-29.2021.811.0042, que se encontram em segredo de justiça e que a pedido do MP foram declinados da Justiça Militar para a Justiça Comum, foram feitas denúncias de que boletins de urna falsos teriam sido produzidos com o objetivo de fraudar o resultado da eleição da entidade, NÃO TENDO SIDO LEVANTADA QUALQUER SUSPEITA DE PROBLEMAS NO REGULAR FUNCIONAMENTO DA URNA ELETRÔNICA CEDIDA PELA JUSTIÇA ELEITORAL E UTILIZADA NO REFERIDO PLEITO. De má fé, o parlamentar mato-grossense falseia a realidade dos fatos, em mais um gesto da sua cruzada pelo retorno do voto impresso, sistema utilizado no passado com ocorrências frequentes de fraudes e manipulação de resultados, o que atentava contra a vontade soberana do eleitor brasileiro de escolher livremente seus representantes. E, mais grave ainda, utilizando criminosamente documento público do Ministério Público de Mato Grosso que trata de eleição de uma entidade associativa administradora de uma unidade hospitalar, deixando a entender que se tratava de uma eleição parlamentar ou para cargo executivo”.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
-
Artigos7 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos6 dias atrásUm apelo ao STF
-
Política6 dias atrásCenário de “oposição” ganha força com disputa pela Mesa Diretora em Cuiabá
-
Artigos6 dias atrásNova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
-
Artigos4 dias atrásO Papa Leão XIV e os dilemas da tecnologia
-
Artigos7 dias atrásO novo índice que pode transformar o planejamento dos municípios de Mato Grosso
-
Política6 dias atrásPalácio Paiaguás: disputa acirrada marca cenário eleitoral
-
Destaques5 dias atrás“Tem deputado que xinga o Agro mas o dinheiro do Agronegócio banca sua família e suas amantes”



“