USANDO DE POLÍTICA
Medeiros condena uso político de chacina e defende CACs
A chacina que aconteceu no ultimo dia 21 no Estado de Mato Grosso, na cidade de Sinop, tem gerado comoção nas redes sociais e virou tema de debate entre políticos aliados e de oposição ao governo Lula. Enquanto os governistas destacaram o fato de que um dos responsáveis pela tragédia tem registro no Exército como Colecionador, Atirador Esportivo e Caçador (CAC), grupo que cresceu estimulado por medidas armamentistas durante a gestão Bolsonaro, a oposição defendeu principalmente a punição dos atiradores.
Flávio Dino, ministro da Justiça e da Segurança Pública, associou a tragédia a uma “irresponsável política armamentista que levou à proliferação de ‘clubes de tiro’, supostamente destinados a ‘pessoas de bem‘”.
Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), prestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que é de conhecimento “quem é o guru do ódio que estimulou a intolerância e o armamento da população“.
Bohn Gass, deputado federal do Partido dos Trabalhadores pelo Estado do Rio Grande do Sul (PT/RS), e vice-líder do governo Lula no Congresso, classificou a chacina de Sinop como “uma sequência de horror e covardia“: “Bandidos, frequentadores de clubes de tiro, matam, com tiros na cabeça, cada uma das vítimas desarmadas cujo “crime” foi ter ganho deles no jogo“.
Rogério Correia, deputado federal do PT de Minas Gerais (MG) também ressaltou o fato de que um dos atiradores tinha registro no Exército como Colecionador, Atirador Esportivo e Caçador (CAC). O ex-presidente do Novo, João Amoêdo, ressaltou que a chacina é “exemplo da irresponsabilidade na definição de políticas públicas e do incentivo à cultura de ódio pelo ex-presidente“.

Uso político
Durante um debate que aconteceu no canal CNN, o deputado federal José Medeiros (PL-MT) teceu duras críticas ao PT e PSOL por usarem o assassinato de sete pessoas no município de Sinop, no último dia 21 de fevereiro, para criminalizar a posse legal de armas no país e responsabilizar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes.
Para ele, o uso político da chacina pelo Governo Federal e seus aliados é um desrespeito às vítimas e seus familiares e uma demonstração clara de um fanatismo ideológico da esquerda que chegou ao ponto de mencionar que o crime foi praticado por bolsonaristas.
“A legislação brasileira é uma das mais draconianas em relação a armamento e o Brasil tem um controle muito sério. Não é verdade que mais armas trazem mais violência, isso é de cada pessoa. Eu trabalhei com arma a vida inteira, como policial rodoviário federal, e estou do lado ideológico do Bolsonaro. Isso significa vou assinar pessoas?“, afirmou Medeiros durante debate com o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), neste sábado (25), na CNN Brasil.
A tentativa do deputado Boulos e até do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, de demonizar os Colecionadores, Atiradores Esportivos e Caçadores (CACs) ao relacioná-los a tragédia de Sinop foi duramente criticada pelo deputado José Medeiros.
“Gostaria de fazer um debate que não demonize categorias e pessoas que não estão nessa discussão da seara política. Para que alguém se torne CAC demora quase dois anos e o registro é feito pelo Exército“, destacou o deputado federal. Ele ressaltou ainda, que as vítimas e familiares da tragédia de Sinop precisam de respeito e justiça.
Ao questionar as inverdades divulgadas pelos aliados de Lula ao associar o acesso a armas ao crescimento da violência, Medeiros afirma que os parlamentares de oposição ao atual governo vão fazer o enfrentamento necessário para garantir os avanços conquistados na gestão Bolsonaro e impedir que que o revogaço do Lula impeça o acesso da população a armas.
“A revogação de decretos sobre o acesso a armas é uma questão eleitoral do PT“, frisa o parlamentar mato-grossense.
Ele acrescenta ainda, que existem países que possuem legislações mais flexíveis na posse de armas que reduziram os índices de violências.
“É uma falácia afirmar que os índices de violência aumentam com a flexibilização do acesso a armas. Existem vários exemplos de redução. Cada caso é um caso. Por exemplo, nos últimos quatro anos o Brasil registrou as menores taxas de homicídios em 26 anos. Em 2019 e 2020, no governo Bolsonaro, as taxas de homicídios por 100 habitantes foram as menores desde 1993, com quedas recordes“.
Diante dos ataques do deputado federal Boulos aos bolsonaristas e militantes de direita, Medeiros disse que o parlamentar do PSOL é conhecido por incitar atos golpistas e de extrema violência. De acordo com Medeiros, Boulos deveria estar preso por apoiar e incentivar os protestos violentos de maio de 2020.
Em 2017, Guilherme Boulos foi detido em São Paulo acusado de desobediência civil e incitação à violência enquanto acompanhava uma reintegração de posse de ocupação na Zona Leste de São Paulo.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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