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Política

Romoaldo faz chacota com Luciane Bezerra que queria sua parte na propina e assegura que não participou de esquemas

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Enquanto alguns deputados procuram atacar ao máximo o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e delator da roubalheira aos cofres públicos do Estado pela classe política mato-grossense, outros ironizam a situação e o fato de a Assembleia Legislativa, após as denúncias e apresentações de vídeos que não escondem a roubalheira, estar completamente vazia. 

Ex-presidente do Legislativo durante o tempo em que José Geraldo Riva estava proibido pela Justiça de exercer a função, Romoaldo Júnior (PMDB), citado como um dos principais integrantes do esquema de corrupção, optou em mudar foco falando sobre a situação da ex-deputada Luciane Bezerra, hoje prefeita de Juara, que em vídeo chegou a pedir que fossem liberados as partes da propina de Riva e dele (Romoaldo) para ela.

Abusada, ne?! Tem que pegar do Oscar, eu não casei em regime de comunhão com ela. Mas eu acho que ela quis dizer o seguinte, eu e o Riva éramos ex-presidentes e não precisávamos. Eu ri, eu ri dela”, disse o deputado, aos risos, ao ser questionado sobre o episódio.

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Na gravação, Luciane pede para receber a parte dos colegas, pois segundo ela eles precisariam menos.  
Tira o que é do Riva que ele não precisa de dinheiro e me dá”, pede a deputada. Ao que o chefe de gabinete de Silval, Sílvio César Corrêa, responsável pelo pagamento da propina, diz que o deputado não irá receber. Em seguida, Luciane sugere: “Então tira do Romoaldo porque ele não precisa", aos risos.

Em nota, a deputada confirmou que é ela quem está no vídeo, mas, no entanto, que as imagens teriam sido usadas de forma deturpadas, já que o dinheiro seria referente a uma dívida que Silval contraiu com seu marido, o deputado Oscar Bezerra (PSB).

Luciane não explicou, no entanto, por que pediu para que o dinheiro de outros deputados fosse passado para ela.

Ao falar do esvaziamento da casa e, claro, fugir de comentar sobre as acusações que lhe  são computadas, Romoaldo Júnior disse que a Assembleia Legislativa sobre um grande baques com as denúncias.

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Em meus cinco mandatos esse é o momento mais triste que eu já vi nessa Casa. O pessoal está triste, envergonhado, sem ter o que dizer, assustado. O que chocou foram as imagens, o resto em política é normal. É por isso que a gente diz que tem coisa nessa delação que é verdade e tem coisa que é ilação”, contou Romoaldo.

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Política

Pivetta rebate acusações de coação e desafia fachada de oposição a apresentar denuncia formal

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O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu publicamente as acusações formuladas pelo seu principal adversário político no pleito estadual, o senador Wellington Fagundes (PL). A declaração de contestação ocorreu durante um encontro oficial com a imprensa local, ocasião na qual o chefe do Executivo estadual rechaçou as insinuações de que estaria promovendo retaliações administrativas contra gestores municipais.

O embate político atingiu seu ponto culminante após o senador oposicionista denunciar publicamente que a máquina pública estaria sendo utilizada para cooptar lideranças regionais. Segundo o parlamentar, diversos chefes do Executivo municipal estariam sofrendo coação velada e ameaças diretas de retenção de recursos orçamentários, caso manifestassem apoio formal à sua candidatura.

A reação do governador mato-grossense ocorreu no contexto da dinâmica diária de cobertura do processo eleitoral mato-grossense. Diante dos questionamentos apresentados pelos jornalistas presentes à coletiva, a manifestação oficial teve como objetivo central desqualificar o teor das acusações, cobrando materialidade probatória das alegações transmitidas pela oposição.

A controvérsia desenrola-se no território do Estado de Mato Grosso, alcançando a esfera administrativa do Palácio Paiaguás e impactando diretamente a articulação política nos diversos municípios que compõem o mapa eleitoral da unidade federativa.

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O cenário institucional abrange o ecossistema de prefeituras interdependentes das repasses estaduais.

O estopim para o acirramento do tom do debate deu-se em virtude de recentes declarações concedidas por Wellington Fagundes, nas quais o candidato citou relatos sigilosos de prefeitos. De acordo com a denúncia da oposição, até 90% das verbas estaduais vinculadas a convênios estariam pendentes de repasse desde o exercício financeiro anterior, funcionando como instrumento de pressão eleitoral.

Em resposta incisiva, Otaviano Pivetta ironizou a ausência de elementos probatórios que sustentem a denúncia apresentada pelo adversário. Com tom de serenidade, o gestor desafiou a oposição a registrar formalmente os fatos perante os órgãos de controle, argumentando que denúncias de extrema gravidade exigem a instauração de procedimentos legais cabíveis e a apresentação formal de boletim de ocorrência.

A fundamentação apresentada por Pivetta pauta-se no histórico de sete anos e meio de diálogo institucional ininterrupto mantido pelo Governo do Estado com todas as administrações municipais. O candidato sustentou que o atendimento aos prefeitos ocorre de maneira totalmente isenta e republicana, sem distinção de matizes ideológicos ou filiações partidárias.

O foco do conflito gravita em torno da celebração e execução dos convênios estaduais, instrumentos jurídicos fundamentais pelos quais o Governo repassa recursos diretos do seu orçamento para as prefeituras. Essa descentralização orçamentária destina-se ao custeio de obras de infraestrutura, implementação de políticas públicas e aquisição de insumos estratégicos para os municípios.

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A desavença pública ganha proporções estratégicas por ocorrer em pleno período de consolidação de alianças políticas e captação de apoios regionais para a disputa das eleições. A neutralidade ou o alinhamento dos prefeitos locais representam ativos cruciais para a consolidação dos palanques estaduais na corrida ao Governo.

O desdobramento desse episódio aponta para um acirramento das tensões jurídicas e políticas na disputa do Executivo Estadual. Enquanto a oposição busca desgastar a imagem da gestão atual alegando uso indevido da máquina pública, o governo baseia sua defesa na cobrança por denúncias formais, sustentando a equidade do processo administrativo.

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