DE SALTO ALTO AINDA NO PALANQUE ELEITORAL
MDB, o declínio de um partido que já dominou o cenário político em MT; Flávia desça do palanque!
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que outrora foi um dos partidos mais influentes dentro do Estado de Mato Grosso, enfrenta uma crise de identidade sem precedentes com a iminente saída da base do governo Mauro Mendes (UB).
E a debandada de militantes já evidência na sigla, é o declínio do partido que já dominou o cenário político estadual. O incrível que em final da gestão de um governador aliado, a sigla decide romper com o governo que ficou na base durante seis anos.
Mas…, o movimento faz parte de uma estratégia visando as eleições de 2026, com alguns nomes almejando Governo do Estado, Câmara Alta e quem sabe uma vice.
O rompimento enfraquece ainda mais o partido, que já vinha enfrentando dificuldade para manter sua relevância.
Historicamente, o MDB desempenhou um papel crucial em Mato Grosso, tendo nomes como de Márcio Lacerda, Dante de Oliveira em suas fileiras, Carlos Bezerra, Silval Barbosa.
Contudo, levando o partido para a chamada “direita radical”, afastará emedebistas tradicionais e contribuindo para a crise interna.

A debandada de algumas lideranças na “Janela Partidária” em março de 2026, evidência a fragilidade do MDB, na Terra de Rondon, levando dúvidas sobre o futuro da legenda.
Para o grupo político do Boteco da Alameda, o partido precisará de uma reestruturação profunda e de novas lideranças para evitar seu completo apagamento do cenário político de Mato Grosso.
O movimento dos emedebistas para com o Palácio Paiaguás, não apenas sacode o tabuleiro político mato-grossense, mas também pode redefinir alianças e forças políticas para o próximo ciclo eleitoral, tornando o caminho do MDB ainda mais incerto.
Janela Partidária de 2026
Após as eleições municipais deste ano, os partidos políticos estão focando em se reestruturar para voltar mais forte nas eleições de 2026.
Ao contrário do cidadão comum, que foca apenas nas próximas eleições, os políticos já estão de olho no pleito próximo.
Os partidos que conseguiram eleger um maior número de prefeitos e vereadores, terão passos importantes para o enfrentamento das eleições gerais.
Diante disso, não esperem que o grupo de Mauro Mendes permaneça unido na campanha de 2026.
Cada liderança tem um projeto pessoal e precisa mostrar força política visando se cacifar para a disputa eleitoral.
Importante ressaltar que, embora as sondagens estejam em andamento, os projetos só se concretizam no período da “Janela Partidária”, quando os deputados eleitos podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato.

Na “Janela Partidária” que será realizada em março de 2026, os políticos mato-grossenses que estarão pulando de barco são: deputado estadual Faissal Calil que está no Cidadania, vai para o Partido Liberal (PL); para alguns dentro da sigla já disse que ele não é bem-vindo. O deputado federal Jonildo José de Assis, o Coronel Assis que vai deixar o União Brasil (UB), e embarcando também no Partido Liberal (PL); o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho pulando do PSD de Carlos Favaro, para o MDB de Carlos Bezerra.
Incomodado com o atual posicionamento do Partido Social Democrático (PSD) de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Nininho vai deixar o PSD e buscar uma sigla de “Centro-direita”.
Estão cogitando os nomes como de Júlio Campos, Jayme Campos, Max Russi, Edu Botelho, tudo especulação. Quem conhece um pouco que seja da vida política dos mesmos sabem que é balela.
Enfim, já está dada a largada para as eleições de 2026.
Segue o fluxo!

O Boteco vai falar
A prefeita eleita Flávia Moretti (PL), reclama que a equipe do prefeito Kalil Baracat (MDB), encaminha informações superficiais. O prefeito várzea-grandense, Kalil Baracat, garante que a equipe de transição da Flávia Moretti tem recebido todos os relatórios e informações necessárias para o processo de transição.
O que está acontecendo?
Feito registro do direito que a prefeita eleita tem de expressar, vamos aos fatos mais relevantes. O tempo corre, faltam 29 dias para a posse, é preciso que Flávia Moretti desça do palanque.
Nas entrevistas até agora concedidas, a prefeita eleita não deixou claro como serão seus primeiros 100 dias de governo a frente da Prefeitura Municipal de Várzea Grande.
Outro erro grave, que denota agir com radicalidade, foi não ter visitado institucionalmente o prefeito Kalil Baracat (já foi agendado duas vezes e Flávia não compareceu), demonstrando falta de maturidade política, virando a página da eleição e abrindo uma nova etapa na vida na política de Várzea Grande, onde se espera uma convivência republicana.
Parece que Flávia Moretti ainda está em festa, em êxtase. Os desafios de gerir Várzea Grande não permitem que a eleita siga mandando recados com frases provocativas, enaltecendo-se que “eu sei fazer”. Já deu para isso, basta!
Flávia Moretti administrará a segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso. Uma cidade organizada socialmente, administrativa e financeiramente. Uma cidade com o Orçamento de 2025 na ordem de R$ 2,086 bilhões, além disso, chegando ainda os recursos extras.
O discurso de “Terra Arrasada”, de “Caos”, é só estratégia para justificar possíveis erros da nova gestão.
Que se deixa Flávia expressar a pessoalização da forma como ela quiser, desde que na gestão ela trabalhe para a população várzea-grandensse.
O importante mesmo é o resultado, os resultados e resultados né? Fala em reforma administrativa, cadê o projeto? Demissão na prefeitura, qual área? Aumento salarial de secretários que ganham pouquíssimo: R$ 9.288,00 de salário e mais Verba Indenizatória (VI) de R$ 7 mil. E os demais servidores públicos?
Pasmem os senhores navegantes e leitores do Blog do Valdemir, o núcleo duro do Boteco da Alameda imaginava que já tinha ouvido de tudo, mais essa não passa batido:
“É desafiante assumir uma função de secretário em Várzea Grande, não é fácil, não é só questão de remuneração não. É uma questão de desafio e trabalho“, disse Flávia Moretti.
E para os servidores públicos municipais, é moleza.
Segue o fluxo!
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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