TEM MUITO CACIQUE PRA POUCOS INDIOS
Mauro Mendes entra na segunda-feira com o grito de: “A cobra vai fumar”
Domingouuu, e vamos aos fatos que serão notícias amanhã, segunda-feira, 3 de fevereiro. E a expressão “a cobra vai fumar” se popularizou no Brasil após as tornar um dos símbolos da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Um grupo de militares que participou da Segunda Guerra Mundial ao lado de Aliados na década que nasceu o editor do Blog do Valdemir, em 1940.
A época, críticas da posição do governo brasileiro (Getúlio Vargas) diante do conflito diziam que: “Era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra“. E a “cobra fumou”. Ao todo, foram enviados 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB), 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Área Brasileira (FAB).
A expressão “a cobra vai fumar” na época significava algo difícil de ser realizado e, se acontecesse seus problemas poderiam surgir.

Pois muito bem, senhores navegantes, leitores e amigos do Blog do Valdemir, qualquer semelhança dos fatos que acontecem no Bus Rapid Transit (BRT) é uma mera coincidência, já que nesta segunda o governador Mauro Mendes, às 14:30 horas, irá anunciar a decisão definitiva sobre o contrato com o Consórcio Construtor BRT Cuiabá.
As obras do modal entre as cidades de Cuiabá e Várzea Grande estão praticamente paralisados. As empresas seguem extrapolando os limites de atraso e irritando o Governo do Estado. Ou melhor…, o nosso “AMIGO” o “Homem de Ferro”.
O nucleo duro do Boteco da Alameda, garante que o “disparo” pode entrar para história. Agora, uma resposta aguardamos: “por quem a cobra fumara”? O que será que Mauro Mendes vai anunciar?
Não percam o desenrolar da novela nesta segunda-feira.
Segue o fluxo!

Últimos dias da novela
A polêmica novela do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), planejado para a Copa do Mundo de 2014, e que nunca foi concluído se transformou na polêmica do Ônibus de Rápido Transporte (BRT), que o governador Mauro Mendes decidiu implementar para substituir o modal antigo, em dezembro de 2020.
O chefe do Executivo Estadual anunciou o vencedor em março de 2022, e em junho do mesmo ano assinou a ordem de serviço para os inícios das obras. Quase três anos depois da assinatura da ordem de serviço… em janeiro 2024, as obras do Ônibus de Rápido Transporte (BRT) foram iniciadas em Cuiabá, na Avenida do CPA, nas proximidades do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.
Neste primeiro momento, o consórcio trabalha no sistema de drenagem no canteiro central. Tem algumas quilometragens de pista de concreto.
Entretanto, contudo, todavia, o que Boteco da Alameda pode afirmar é que, o “Homem de Ferro”, o cacique número 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes não vai bater nas empresas e muito menos fazendo bravatas.
Pega a visão: existem vários documentos e uma reunião duríssima está sendo feito a respeito do atraso.
Então ficamos assim, nesta segunda-feira… “A cobra vai fumar! ”

O Boteco vai falar
No segundo semestre de 2026, acontecem as eleições para deputado estadual e federal, para senador e governador na Terra de Rondon.
Um esboço dessa campanha aconteceu no pleito municipal de 2024, que pré-definiu os principais participantes nessa disputa.
Desde então, as articulações para 2026 estão a todo vapor, com disputas internas nos partidos para definir quem vai concorrer as duas vagas do Estado de Mato Grosso no Senado Federal, quem conseguirá integrar chapas para deputados e, principalmente, quem angaria maior apoio para os pleitos no Executivo Estadual.
O Boteco da Alameda pinta o provável cenário para as forças políticas mato-grossenses em 2026.
Considerando o desempenho das siglas na campanha de 2024 para Prefeitura de Cuiabá e também a presença no cenário político dos últimos anos, o Partido Liberal (PL), União Brasil (UB), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Social Democrático (PSD), Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido Progressista (PP) tem destaque na disputa.
Só um aviso: não há espaço para a convivência de duas alas dentro do mesmo partido em Mato Grosso.
Por mais que alguns políticos entendam que os partidos precisam estarem abertos para dialogar com outros partidos, no momento, não existem indícios dessas articulações.
O que indica possíveis chapas puras ou parcerias mais limitadas. O grande desafio é acomodar todas essas forças no mesmo barco em 2026, considerando que Mauro Mendes estará fora do Governo.
Com isso, pode ter “caciques” demais para poucos índios.
Segue o fluxo!
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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