SEM W.O. NESTA ELEIÇÃO
Mauro e Márcia serão homologados nas convenções para disputar o Palácio Paiaguas
Esta sexta feira (5) promete, e será agitada no cenário político, com mais convenções partidárias sendo realizadas. Dividindo o mesmo holofote, o Partido Liberal (PL), Republicanos, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Cidadania, Partido Progressista (PP), Partido Social Democrático (PSD), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e União Brasil (UB), vão realizar o evento de maneira própria e, ao que tudo indica não tem interesse em se decidir tudo hoje.
Conquistando espaço em Mato Grosso é com nomes de peso, o União Brasil vai para a primeira eleição após a fusão. O partido tem como peça chave a candidatura do governador Mauro Mendes Ferreira, que puxou para si figuras importantes da política.
Mesmo sendo uma festa considerada grande só com a presença do União Brasil, o evento também tem convidados que subirão no palanque: o Republicano do Adilton Sacketti, vai ser o anfitrião do evento, uma vez que o vice-governador na chapa de Mauro Mendes é Otaviano Olavo Pivetta.
O segundo partido que deve subir no palanque na convenção será o Partido Liberal (PL) do presidente da República e candidato à reeleição com apoio já oficializado pelo governador Mauro Mendes pessoalmente a Jair Messias Bolsonaro. A legenda, agora, está com o governador Mauro Mendes.
As demais siglas que subirão no palanque no Ginásio Dom Aquino, serão: MDB, Podemos e o Pros.
O ex-secretário chefe da Casa Civil Mauro Carvalho Junior irá compor a chapa ao Senado com Wellington Antônio Fagundes (PL), sendo o primeiro suplente. Apesar dessa leitura do meu amigo de Vadjú, o anúncio oficial da composição do palanque de Mauro Mendes, será feito após na convenção do União Brasil (UB), marcada para às 18 horas desta sexta-feira.
MDB
O MDB, bem…, o MDB é o MDB. Sempre com uma para apresentar, desta vez foi barrar a cobertura jornalística dos profissionais da imprensa, que se deslocaram até o Hotel Del Mond para cobrir a convenção partidária dá sigla na tarde de ontem (4).
O MDB de Carlos Gomes Bezerra, cacique da sigla por mais de 40 anos, da “Mulher Maravilha”, nossa querida Janaína Greyce Riva, do prefeito cuiabano Nenel Pinheiro, do filho Nenelzinho Pinheiro, decidiu em convenção coligar com a chapa do governador Mauro Mendes do União Brasil (UB), e liberar os filiados na corrida ao Senado da República.
O deputado federal e presidente do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, Carlos Gomes Bezerra, atendeu a imprensa na calçada do Hotel Del Mond.
“O partido liberou, mas meu grupo apoia o Neri Geller do PP. A maioria dos prefeitos. De 80% a 90% está com o Neri“, disse o cacique do MDB, Carlos Bezerra.
PV
Vai homologar Márcia Pinheiro como candidata do Partido Verde (PV) com apoio da “Federação Brasil Esperança” ao Palácio Paiaguas. A definição aconteceu na tarde desta quinta-feira (4), durante reunião do grupo político liderado pelo Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), realizada no Hotel D’ Lucca em Cuiabá.
O que acontecerá após as convenções?
Chega ao fim, hoje 5 de agosto, o prazo para que os partidos políticos do Brasil, realizem suas convenções partidárias, nas quais definem os nomes que vão disputar as eleições de 2 de outubro.
A partir de hoje, as legendas terão dez dias para pedir os registros das candidaturas junto a Justiça Eleitoral. As definições das candidaturas durante as convenções precisam ser registradas pelas legendas em atas oficiais.
Entre 5 e 15 de agosto, os partidos devem enviar uma cópia do documento da convenção ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Também precisam entregar uma autorização do filiado para incluir seu nome como candidato e, uma prova de filiação partidária.
É necessário apresentar declaração de bens, cópia do título eleitoral, certidão de quitação eleitoral, certidão criminais da Justiça Eleitoral, Federal e Estadual, fotografia do candidato e para candidatos aos cargos do Poder Executivo, propostas defendidas.
Carlos leitores do Blog do Valdemir, a nossa equipe de reportagem está de olho na declaração de bens de alguns candidatos com suas “declarações de bens“, assim como as “Certidões Criminais”. Bom…, será…, bem…, quero crer que não.
Seguindo…, A corte terá até 12 de setembro para analisar os pedidos de registro. Até essa data, as solicitações devem ser julgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), e as decisões precisam estar publicadas. É nesse dia em que se sabe quais campanhas, tem legalidade para disputar as eleições.
Política
Republicanos questiona idoneidade do Instituto Percent
O partido Republicanos, legenda à qual é filiado o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta, formalizou uma representação jurídica junto à Justiça Eleitoral para pleitear a impugnação da pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Percent. A peça processual, que contesta os dados divulgados na última semana por diversos veículos de imprensa locais, surge em um momento de ebulição das articulações políticas para a sucessão estadual. O partido alega que o levantamento apresenta inconsistências técnicas e metodológicas que comprometem a lisura do processo democrático, argumentando que a manutenção da divulgação de tais índices pode induzir o eleitorado a erro antes mesmo do início oficial do período de campanha.
A ofensiva jurídica é encabeçada pelo advogado Rodrigo Terra Cyrineu, que assina a petição fundamentada em supostas irregularidades eivadas de subjetivismo por parte do prestador de serviço. Segundo o Republicanos, o Instituto Percent, por intermédio de seu sócio-administrador, teria extrapolado a função técnica de aferição estatística para adentrar o campo da análise política parcial. O partido sustenta que as declarações públicas do empresário sobre os números apurados não possuem lastro científico, servindo apenas para chancelar interpretações pessoais que desfavorecem a imagem do atual chefe do Executivo estadual e beneficiam diretamente seus principais adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.
O conflito central reside nos dados que posicionam Otaviano Pivetta em terceiro lugar na preferência dos entrevistados, figurando atrás dos senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (Federação União Progressista). O Republicanos refuta veementemente essa hierarquia, apontando que a amostragem foi utilizada como ferramenta de propaganda política negativa. O cerne da discórdia é a suposta “profunda problemática” estrutural do levantamento, que, na visão da sigla governista, falha em refletir a realidade socioeconômica e a distribuição demográfica do estado, focando em narrativas que tentam consolidar uma percepção de enfraquecimento da gestão atual sem o devido rigor que a legislação eleitoral exige.

O cenário geográfico e político desta disputa é o Estado de Mato Grosso, um território onde o Agronegócio e as políticas de infraestrutura ditam o ritmo das intenções de voto. A representação tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), instituição incumbida de zelar pela equidade entre os candidatos e pela fidedignidade dos institutos de pesquisa que operam na região.
A capital, Cuiabá, concentra o debate jurídico, mas os reflexos da possível impugnação estendem-se aos 141 municípios mato-grossenses, uma vez que a pesquisa em questão buscava traçar um diagnóstico abrangente da vontade popular em todo o extenso território do estado.
Cronologicamente, a crise institucional entre o partido Republicanos e o Instituto de Pesquisa Percent escalou rapidamente após a publicação do relatório na semana passada. Imediatamente após a divulgação dos índices, o Republicanos protocolou um pedido de acesso a informações detalhadas junto ao TRE/MT, buscando esmiuçar a base de dados do Instituto Percent. Diante das respostas obtidas e das declarações do dono do instituto à imprensa, a legenda optou por judicializar a questão de forma definitiva em 2026, buscando uma liminar que interrompa qualquer nova menção aos resultados questionados enquanto o mérito da questão técnica não for devidamente apreciado pela magistratura eleitoral.
As razões que levaram à representação jurídica baseiam-se na acusação de parcialidade manifesta. O partido argumenta que o sócio do instituto emitiu juízos de valor temerários ao afirmar que o governador Otaviano Pivetta enfrenta “forte resistência” entre o eleitorado feminino e o funcionalismo público. Para o corpo jurídico do Republicanos, tais afirmações são desprovidas de base estatística sólida e configuram uma tentativa deliberada de criar um estigma político contra o pré-candidato.

A petição destaca que o serviço de pesquisa é “inerentemente técnico” e que a “ausência de racionalidade” nas falas do empresário evidencia uma desconexão perigosa com a realidade dos dados coletados em campo.
O procedimento para a impugnação segue os ritos estabelecidos pelo Código Eleitoral e pelas resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A peça jurídica foi distribuída ao juiz Luis Otavio Pereira Marques, magistrado do TRE/MT, a quem caberá a análise de mérito. O processo de fiscalização envolve a conferência da metodologia aplicada, do plano amostral, do intervalo de confiança e da margem de erro declarada. Caso o magistrado identifique que houve, de fato, uma extrapolação interpretativa ou falhas no questionário aplicado, o Instituto de Pesquisa Percent poderá ser multado e a pesquisa declarada nula para fins de divulgação pública e oficial.
A finalidade principal desta ação é a preservação da integridade do pleito e a proteção do direito à informação correta. O Republicanos busca evitar o que chama de “enaltecimento seletivo” de certas forças políticas em detrimento de outras, baseado em interpretações que o partido classifica como carentes de fundamento científico. Para a legenda, a “clareza absoluta” de mudança defendida pelo dono do instituto seria uma afronta à neutralidade que se espera de uma empresa especializada.
O objetivo, portanto, é garantir que as pesquisas eleitorais sirvam como bússolas informativas e não como instrumentos de manipulação da opinião pública através de análises eivadas de viés ideológico.

As consequências imediatas desta batalha judicial refletem a tensão crescente entre o setor técnico de estatística e os grupos políticos em Mato Grosso. Se a impugnação for aceita, o Instituto Percent poderá ter sua credibilidade abalada e enfrentar sanções pecuniárias severas. Por outro lado, se a Justiça Eleitoral mantiver a validade do levantamento, o governador Otaviano Pivetta terá o desafio político de reverter os índices apresentados e enfrentar as críticas citadas na pesquisa.
De qualquer forma, o episódio serve como um importante precedente sobre os limites da liberdade de análise de diretores de institutos em relação aos dados brutos coletados por seus próprios recenseadores.
Atualmente, o processo aguarda uma decisão interlocutória do juiz Luis Otavio Pereira Marques. Não há, até o presente momento, uma sentença ou decisão liminar que suspenda os efeitos da pesquisa ou que condene o Instituto de Pesquisa Percent por irregularidades. Enquanto o Judiciário não se manifesta, o ambiente político em Mato Grosso permanece sob o impacto dos números divulgados, evidenciando que a estatística se tornou, definitivamente, uma das principais frentes de batalha das eleições de 2026.
A sociedade mato-grossense aguarda o desfecho desta controvérsia, que definirá os parâmetros de transparência e técnica que regerão os próximos levantamentos eleitorais no Estado de Mato Grosso.
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