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Política

Ludio Cabral; “Porque votei não à indicação de Guilherme Maluf ao TCE”

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O deputado estadual Ludio Frank Mendes Cabral do Partido dos Trabalhadores (PT) foi o mais votado em Cuiabá para deputado estadual com 12.690 votos nas eleições de outubro de 2018.

O parlamentar estadual sempre foi defensor de que as entidades da Sociedade Civil também pudessem apresentar nomes para a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

A cadeira do Tribunal de Contas estava vazia desde 2014, quando o ex-conselheiro Humberto Melo Bosaipo pediu renuncia do cargo, e quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin mandou afasta-lo da função de Conselheiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), quando era deputado estadual. A renúncia foi apresentado em dezembro de 2014.

A cadeira de Bosaipo está na cota do Poder Legislativo. Nos bastidores, no período que ficou sem titular, a cadeira de Humberto Bosaipo foi ocupada por auditores.

Essa é a mesma situação de outras cinco vagas no pleno do TCE, pois os conselheiros titulares foram afastados do cargo por decisão da Justiça, na Operação Malebolge, acusados de corrupção pelo delator e ex-governador Silval Barbosa. Apenas um conselheiro titular exerce o cargo atualmente, Domingos de Campos Neto.

A cadeira estava sub judice desde 2014 e foi “destravada” pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 31 de janeiro de 2019.

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Segundo o deputado estadual do Partido dos Trabalhadores, Ludio Cabral, que foi um dos oito parlamentares que votaram contra o nome do colega Guilherme Antonio Maluf do PSDB para a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), disse que a abertura da indicação tornaria o ato mais democrático.

Eu defendo que as próprias entidades da sociedade civil possam indicar. A minha avaliação é de que não apenas os deputados sugiram nomes. Lógico, é preciso definir alguns critérios para apresentação dos nomes”.

Por meio de nota, Lúdio Cabral explicou votou contra por que votou contra à indicação do tucano que venceu com 13 votos.

                                              NOTA PÚBLICA

Porque votei não à indicação de Guilherme Maluf ao TCE

Hoje fui um dos oito deputados que votaram “não” à indicação de Guilherme Maluf (PSDB) para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Infelizmente, a indicação de Maluf foi uma vitória do governador Mauro Mendes (DEM), resultado da interferência do Poder Executivo no Legislativo.

Defendi um rito democrático e transparente, que abrisse a possibilidade de entidades da sociedade civil indicarem nomes. O rito aprovado não permitiu isso, mas houve avanços em relação a processos anteriores, com dois nomes da sociedade civil e quatro deputados indicados. Eu desejava que o avanço fosse maior.

Optei por não indicar nenhum nome porque percebi que a correlação de forças dentro da Assembleia iria determinar a escolha do conselheiro, que ficaria entre os deputados indicados. Por isso, considerei melhor não submeter um nome de fora a uma exposição e um desgaste desnecessários.

Então avaliei o impacto da indicação no balanço de forças dentro da Assembleia. Por isso, no colégio de líderes, votei pela indicação do deputado Max Russi (PSB), único nome que poderia evitar a vitória do candidato do governo. Com a indicação de Max Russi ao TCE, a oposição a Mauro Mendes se fortaleceria, com a presença do deputado Valdir Barranco (PT) na 1ª Secretaria da Mesa Diretora e a chegada do delegado Sergio Ribeiro (PPS) à Assembleia, um servidor de carreira que se tornaria deputado.

Outro ponto que pesou na minha decisão foi o fato de o deputado Guilherme Maluf ser réu em uma ação penal que cursa no âmbito do TJ-MT. Sem qualquer pré-julgamento, entendo que esse fato pode levar a uma nova judicialização de todo o processo de escolha do conselheiro do TCE, que já passou quatro anos suspenso pela Justiça.

A vitória de Maluf demonstrou a grande influência que o governador tem sobre este parlamento, e sinaliza que nós, da oposição, ainda teremos muita luta pela frente.

Deputado estadual Lúdio Cabral – PT

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Guilherme Maluf venceu a disputa, mas o Ministério Público do Estado (MPE) já notificou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), para que anule o processo de escolha, sob pena de tomar as medidas judiciais cabíveis.

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Política

PL impõe disciplina rigorosa em MT e ameaça expulsar filiados aliados a Pivetta

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso deflagrou uma ofensiva política interna para conter o avanço de dissidências em suas bases municipais e reorganizar seu alinhamento partidário. Sob o comando do presidente estadual da legenda, Ananias Martins de Souza Filho, a agremiação formalizou uma postura inflexível contra qualquer apoio externo ao projeto da sigla. O posicionamento oficial busca neutralizar a dispersão de forças em um momento decisivo para a consolidação de diretrizes regionais e reforçar a liderança sobre as executivas locais.

O estopim para o acirramento das tensões ocorreu após declarações públicas de apoio à pré-candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A adesão explícita de chefes do Executivo Municipal a um projeto majoritário concorrente foi interpretada pela cúpula do Partido Liberal (PL) como uma violação direta dos compromissos partidários. O alinhamento com a candidatura adversária gerou apreensão imediata quanto à perda de capital político em importantes colégios eleitorais de Mato Grosso.

A reação assertiva manifestou-se por meio de Ananias Martins de Souza Filho, que assumiu a linha de frente do discurso punitivo para coibir a onda de insubordinação. O dirigente estadual ressaltou ter obtido garantias diretas da liderança nacional para punir os desvios de conduta com rigor e celeridade extrema. Em declaração contundente direcionada aos correligionários, Ananias Filho advertiu que os membros que não mantiverem fidelidade às deliberações oficiais da sigla serão prontamente expulsos dos quadros da agremiação.

O epicentro geopolítico do conflito reside em Mato Grosso, onde a disputa pelo controle de bases eleitorais consolidadas mobiliza prefeitos e vereadores de múltiplos municípios estratégicos. A polarização atingiu maior relevância política na região metropolitana de Cuiabá e em polos produtivos do interior, locais onde a influência dos mandatários locais possui elevado peso eleitoral.

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O descontentamento com os rumos estaduais tornou pública uma intrincada rede de alianças pragmáticas que contrariam expressamente a cartilha da direção liberal.

A controvérsia ganhou dimensão pública nas últimas semanas de 2026, momento crucial para as definições de pré-candidaturas e para a formalização das coligações partidárias no Estado. O avanço do calendário eleitoral acelerou as articulações regionais, levando governantes a anteciparem suas posições no cenário político local. O encavamento de prazos decisivos pressionou a Executiva Partidária a intervir prontamente para impedir que as dissidências municipais se consolidassem como um movimento irreversível de debandada.

A principal motivação para a medida disciplinar drástica é o enfraquecimento contínuo do projeto eleitoral próprio do PL frente à atratividade do nome do governador Otaviano Pivetta. O temor da cúpula partidária centra-se na perda de protagonismo nas urnas, além do enfraquecimento da coesão ideológica e da disciplina partidária.

Ao estabelecer sanções severas, a liderança visa sinalizar a todo o eleitorado e à classe política que a legendariedade e o alinhamento com as diretrizes centrais prevalecerão sobre negociações individuais.

A operação disciplinar está sendo operacionalizada por meio da abertura de processos administrativos internos, orientados pela liderança estadual para cassar a filiação dos envolvidos. Ananias Martins instruiu abertamente a veiculação de gravações de áudio e vídeo em grupos digitais e redes sociais como instrumento explícito de intimidação e contenção política. A estratégia busca dissuadir novas rebeliões no meio político ao expor a instabilidade jurídica e a eventual perda de legenda para os gestores insubordinados.

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A crise ganhou musculatura com a adesão pública da Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, juntamente com gestores de relevância econômica no Estado. Somaram-se ao grupo de apoio a Pivetta os Prefeitos de Cuiabá, Abílio Brunini, de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, e de Campo Novo do Parecis, Edilson Antonio Piaia. A aliança desses expressivos líderes municipais com o Republicanos escancarou a profundidade do racha interno e intensificou os confrontos dentro do partido.

A retórica de Ananias Martins fundamenta-se na autorização concedida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que chancelou a expulsão sumária de integrantes rotulados como “traidores”. A diretiva prevê a remoção imediata de prefeitos ou vereadores que continuarem atuando em dissonância com o projeto estatutário, sem espaço para conciliações. O respaldo do comando nacional confere respaldo jurídico e político para o expurgo dos dissidentes, independentemente do porte populacional ou econômico do município afetado.

A repercussão das medidas repressivas sinaliza um cenário de profunda incerteza quanto à recomposição das forças políticas de Mato Grosso até o pleito. A tentativa da executiva de restaurar a ordem partidária sob forte pressão digital pode acelerar o despartidamento de lideranças regionais de grande apelo popular.

O desfecho dessas sanções disciplinares definirá o grau de unidade do Partido Liberal (PL) para a disputa governamental e reconfigurará o arcabouço de alianças na corrida rumo ao Palácio Paiaguás.

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