Política
Luciene Bezerra, prefeita de Juara é investigada por recebimento de dinheiro de empresa de fachada
A ex-deputada estadual e hoje prefeita da cidade de Juara, (situado a cerca de 730 km da capital Cuiabá), Luciane Bezerra (PSB) esposa do deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) está sendo investigada pela Polícia Judiciária Civil sob a suspeita de um recebimento de R$ 700 mil de uma empresa de fachada que é investigada na "Operação Sodoma".
Segundo as investigações a questão é de um terreno ocupado no Jardim Liberdade, em Cuiabá, onde teria adquirido da empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, um terreno no valor de R$ 317 milhões e metade deste valor retornou ao grupo liderado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) por meio da SF Assessoria e Organização de Eventos.
O valor pago à prefeitura teria saído da SF Assessoria e Organização de Eventos e ido para a empresa J Lisboa, representada na época por um irmão de Luciane Bezerra.
A delegada da Polícia Judiciária Civil (PJC), Alexandra Fachone, confirmou a investigação durante depoimento à juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. A investigação é realizada separadamente das demais desta operação, e por ter foro privilegiado, a investigação contra a prefeita corre em segredo de justiça.
A SF Assessoria e Organização de Eventos pertencia ao empresário Filinto Muller. Ele é um dos delatores da Sodoma em sua quarta fase, tendo sido o responsável por lavar o dinheiro da propina. Ele criou a empresa em junho de 2013 sob orientação do procurador aposentado Francisco de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, e utilizou um laranja: o pedreiro Sebastião Faria. O empresário teria cobrado 3% sobre o valor da propina a título de compensação pela lavagem do dinheiro.
Em nota, a prefeita Luciane Bezerra afirmou que não tem informações sobre a investigação e que está à disposição da justiça para esclarecimentos.
Nota de Luciane Bezerra (PSB):
"A prefeita do município de Juara, Luciane Bezerra (PSB), reafirma que encontra-se a disposição da justiça pra qualquer tipo de esclarecimentos. Nesta tarde (20/04), seu nome foi citado em reportagens em alguns veículos de comunicação do Estado que acompanhavam o depoimento da delegada Alexandra Fachone, da Delegacia Fazendária (Defaz), para à juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. A delegada mencionou que Luciane Bezerra esteja sendo investigada sob sigilo, após o depoimento de Pedro Nadaf no ano passado (2016).Luciane esclarece que até o momento não tem informações sobre a investigação e que se for chamada para prestar qualquer tipo de esclarecimentos estará a disposição da justiça. Luciane é prefeita de Juara, ex-deputada estadual e esposa do deputado Oscar Bezerra (PSB)".
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
-
Destaques6 dias atrásApós denúncia do TCE, Taques amplia representação sobre obra da MT-170
-
Artigos1 dia atrásAntes da mina, vem a ciência: como um geólogo encontra ouro?
-
Política5 dias atrásContratos da Educação em Cuiabá alvejam rombo de R$ 70 Milhões e tensionam poderes
-
Artigos4 dias atrásA IGREJA, MARX E A JORNADA 6 X 1
-
Política1 dia atrásA complexa engenharia de alianças entre “PL e MDB” frente ao conservadorismo regional
-
Política23 horas atrásDéjàvu de 1998 na disputa eleitoral de 2026? Reviravolta na Câmara de Cuiabá
-
Política3 dias atrásEx-secretário de Educação coloca Abilinho em rota de colisão no “passeio ciclístico”
-
Política6 dias atrásPintando aliança de Jayme e Wellton; terceira via está pescando seus peixes





Você precisa estar logado para postar um comentário Login