OLHAI POR NÓS
Justiça manda recado: medidas restritivas e vacinação salva a população e por tabela a economia
O povo mato-grossense sofre demais na Pandemia da Covid-19. Os números assustadores de contágio, óbitos e vacinação um dos piores do país, além da confusão sobre informações e procedimentos relacionados a Pandemia, o povo padece.
Se bater uma pesquisa, Mato Grosso vai aparecer como os mais insatisfeitos com os desempenhos dos nossos gestores políticos. O povo da terra de Rondon, espera a quantidade certa das restrições.
O que acontece nesse momento é o medo. Medo de que forma os políticos vai agir e como vai impactar a sociedade.
– “Não precisa ficar preocupado a culpa é daquele povo lá do Palácio Paiaguas“.
– “Relaxa que tem um remédio caseiro que cura tudo“.
– “Restrições mais restritivas, Lockdown? Não precisa isso, é invenção de Mauro“.
Estas frases com certeza que você ouve ou lê todos os dias nos veículos de comunicação de nosso Estado querido e sofrido, com algumas variações.
Mas não estranhem os “problemas” sempre foram associados a “outros”. E os nossos gestores frente ao desconhecido, sem controle se veem impotentes. Terreno fértil para teorias que tentam desconstruir a seriedade da pandemia e suas medidas de prevenção.
Hoje o negacionismo como se sabe, afeta, sobretudo as medidas de Isolamento Social. E quando os gestores não se entendem, as pessoas vão para a rua e deixam de tomar os devidos cuidados.
É notório o cansaço do povo diante da Pandemia do novo Coronavírus. É certo que o povo anseia pela superação. Porém, diante as aglomerações, gritaram alto o egoísmo e a ignorância de muita gente. Desgovernado por gestores, Mato Grosso marcha para se tornar uma ameaça sanitária para o país.
Olhai por nós
Felizmente o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), atendeu o nosso pedido “olhai por nós” e determinou que os municípios cumprissem o Decreto do Governo do Estado.
“Nós precisamos disso. Que os comerciantes entendam. Morto não faz compra e nem janta em restaurante“, disse a Desembargadora e presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), Maria Helena Póvoas, em entrevista ao Programa Resumo do Dia.
Na sua determinação, a desembargadora também elencou a punibilidade aos prefeitos que descumprirem o que está estabelecido.
“[…] advertindo-se expressamente os chefes dos Poderes Executivos Municipais que o não entendimento da ordem judicial ensejará, a devida responsabilização, nos termos da lei“. – A decisão foi tomada na Ação Direta da Inconstitucionalidade (1003497-90.2021.8.11.000).
Pinheiro X Mendes = povo cansado
– 2016 – Emanuel Pinheiro (MDB) disputa a Prefeitura de Cuiabá pela primeira vez fazia ataques a gestão do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes Ferreira.
– 2018 – Emanuel Pinheiro não segue o MDB que apoia Mauro Mendes e decide apoiar o Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antônio Fagundes, que disputou o Governo do Estado.
– 2020 – Mauro Mendes dá o troco e não apoia Emanuel Pinheiro para a reeleição.
– 2021 – Emanuel Pinheiro coloca a carruagem na frente dos bois e tenta construir sua candidatura ao Governo do Estado para 2022.
– 2021 – Mauro Mendes cria Auxílio Emergencial no Estado de Mato Grosso no valor de R$ 150 reais para pessoas de baixa renda.
PS: O Auxílio Emergencial é uma resposta necessária para um momento dramático, que ainda não findou.
A Pandemia da Covid-19 não terminou, e a vacinação em massa não começou, a desigualdade e a pobreza só aumentou.
Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro, duvidamos que os senhores financiem a vacinação massiva para o povo mato-grossense e aí sim poderemos dizer: nasce o nosso líder! Porque sem vacina a economia não volta a normalidade.
Precisamos somente de 6,4 milhões de doses de vacina, e nossos gestores… Emanuel, as medidas restritivas e a vacinação são as únicas coisas que podem salvar, não só as pessoas, mas a economia.
Política
Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral
A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.
A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.
O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.
Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.
A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.
A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.
Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.
Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.
A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.
Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.
Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.
Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.
As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.
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