Search
Close this search box.

DAR EXPLICAÇÃO

Lúdio convoca Gilberto Figueiredo para explicar demora na vacinação em Mato Grosso

Publicados

em

Um requerimento do deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Ludio Frank Mendes Cabral, foi aprovado na sessão desta terça-feira (2) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), para que o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Gomes de Figueiredo, compareça ao Plenário da Casa de Leis na próxima terça (9), a partir das 9h, para apresentar o andamento da vacinação contra a Covid-19 em Mato Grosso.

Em dezembro, já fizemos uma convocação para que a Secretaria de Saúde apresentasse o Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, que foi explanado pela secretária interina, Danielle Carmona. Desta vez, convocamos o secretário para tratar do andamento da vacinação até agora e explicar todos os problemas que existem“, explicou Lúdio.

Um dos pontos a ser questionado por Lúdio é a demora para vacinar os grupos prioritários, mais de duas semanas depois da chegada das vacinas a Mato Grosso.

Um problema gravíssimo é a lentidão no processo de vacinação do público-alvo. As doses disponíveis hoje seriam suficientes para vacinar até 80% dos profissionais da saúde, mas menos de um terço desses trabalhadores foram imunizados, mesmo tendo vacina disponível. A cobertura vacinal alcançada até agora está muito abaixo do que deveria ser. Por que isso está acontecendo?

Lúdio, que é médico sanitarista, destacou a necessidade de agilizar a distribuição de vacinas e a imunização da população.

Leia Também:  Miguel Vaz tem 5ª pesquisa impugnada pela Justiça

Conforme dados trazidos pela Secretaria de Saúde em dezembro, os grupos prioritários somam 1,9 milhão de pessoas em Mato Grosso, exigindo 3,9 milhões de doses de vacina.

Temos que acelerar a articulação com estado e municípios para que a logística permita a vacinação o mais rapidamente possível. Nossa expectativa é que logo estejam disponíveis novos lotes de vacinas para imunizar idosos, doentes crônicos, e todas as pessoas dos grupos prioritários“, disse o deputado.

Propaganda

Política

Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral

Publicados

em

A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.

A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.

O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.

Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.

Leia Também:  Projeto PREVQueimadas tem como principal objetivo reduzir significativamente os focos de incêndio

A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.

A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.

Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.

Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.

Leia Também:  "A expectativa da Minirreforma eleitoral é de que ela deva favorecer a participação da mulher na política"

A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.

Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.

Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.

Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.

As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA