Política
Juizado Especial Civel e Criminal condena ex-vereador de Várzea Grande
O ex-vereador por Várzea Grande, Fábio Saad, foi condenado ao pagamento de R$ 1 mil (hum mil reais) ao Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, bem como a se retratar publica e judicialmente por injurias, calúnias e difamações desferidas contra o ex-senador, ex-governador, ex-prefeito e secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Veríssimo de Campos e contra a administração da prefeita Lucimar Sacre de Campos.
A audiência de conciliação aconteceu no Juizado Especial Cível e Criminal do Cristo Rei em Várzea Grande e foi conduzida pela Conciliadora Marta Eglesia Lopes dos Santos Maia.
Aberta a audiência, tanto o ex-vereador Fábio Saad, bem como Jayme Veríssimo de Campos, resolveram por fim ao litígio, renunciando a qualquer recurso ao poder judiciário, salvo execução do que ora é estabelecido.
Fábio Saad se comprometeu em 30 dias em pagar o valor de R$ 1.000,00 (Hum mil reais), a pedido do autor da ação, Jayme Veríssimo de Campos, em doar, em parcela única, para o Abrigo Lar dos Idosos São Vicente de Paulo de Várzea Grande.
Durante a audiência, Fabio Saad ainda pediu desculpas, ficando registrado, comprovado e reconhecido nos autos que sua denuncia era totalmente infundada.
A denúncia feita pelas mídias sociais e da tribuna da Câmara de Várzea Grande era de que a prefeita e o ex-senador teriam se utilizado de empreiteira contratada pelo Poder Público para pavimentarem uma rua dentro de residência própria, justamente, porque a empreiteira também realiza obras públicas em várias regiões de Várzea Grande.
A defesa do ex-senador Jayme Verissimo de Campos, patrocinada pelo advogado Ronimárcio Naves, da Ronimárcio Naves Advogados, apresentou documentos como nota fiscal e cheques da empresa de propriedade de Jayme Campos que comprovam o pagamento da obra com dinheiro próprio, e apontou que o “calor da disputa eleitoral acaba levando alguns a se aproveitarem do momento para acusarem falsamente pessoas de bem, apenas e tão somente com o intuito de ganharem votos e enganarem os eleitores, mesmo que com mentiras”, ponderou o advogado Ronimárcio Naves.
Fábio Saad, filiado ao PSC disputou as eleições municipais na condição de candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo empresário Alan Top Gás, chapa que ficou na terceira colocação.
Jayme Campos por sua vez, apontou que apesar de se sentir realizado em sua carreira política que foi de três mandatos como prefeito de Várzea Grande, um mandato de governador de Mato Grosso e outro mandato de senador da República, volta e meia se vê obrigado a procurar à Justiça para simplesmente repor as verdades dos fatos.
“Considero que tenho muito que agradecer ao povo que muitas vezes me confiou um mandato através do seu voto e da última vez, ano passado, elegeu a prefeita Lucimar Sacre de Campos com uma das maiores votações proporcionais de todos os 5.700 municípios do Brasil, numa clara demonstração de que o que vale é o trabalho, o serviço prestado a Várzea Grande, ao Mato Grosso, ao Brasil e a sua gente, portanto, não é justo que por causa de disputa eleitoral, tenhamos toda um vida manchada por mentiras e exageros eleitorais”, disse Jayme Campos, para quem a Justiça repôs a verdade dos fatos.
Por fim o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, acrescentou que a destinação dos valores para o Abrigo São Vicente de Paulo é a mais clara demonstração de que a Justiça está sendo feita, pois estes valores apesar de não serem expressivos irão ajudar a muitas pessoas que necessitam.
Política
Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo
O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.
A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.
A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.
Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.
A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.
Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.
O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.
Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.
Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.
A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.
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