VENCER OU VENCER
Desafio de Ludio Cabral: quebrar o tabu do PT no pleito eleitoral em Cuiabá
Cuiabá está entre as 11 capitais onde o Partido dos Trabalhadores (PT) lançará uma candidatura para concorrer às eleições municipais de 6 de outubro. Em outras capitais, a escolha do partido foi de apoiar nomes de legendas que fazem parte do grupo da Federação.
A política de respeito às alianças partidárias que compõem a base do governo do presidente Lula (PT) deve ser mantida nas eleições municipais em 2024. Para evitar o confronto com aliados e acomodar os interesses de todas as legendas, os petistas já admitem que devem ter candidaturas próprias disputando as prefeituras das grandes capitais do país, e deve registrar o menor número de candidatos em capitais em 32 anos para ceder espaço a aliados.
O PT trabalha com a possibilidade de ter candidatos próprios a prefeito nas principais cidades polos dos 26 Estados onde haverá disputa, apoiando nomes de outras legendas nas demais capitais.
A mudança de estratégia ocorre após um resultado decepcionante nas eleições passadas, quando o partido não venceu em nenhuma das 21 capitais em que concorreu. Dirigentes petistas consideraram o desempenho como o “fundo do poço” e preferem concentrar esforços onde há chances reais de vitória.

Quebra de tabu em Cuiabá
Na capital de todos os mato-grossenses, temos o retorno do deputado estadual Ludio Cabral para concorrer ao Palácio Alencastro.
No ano de 2012, o petista foi para o segundo turno e obteve 140.798 votos, perdendo na época para Mauro Mendes que obteve 169.688 votos.
Entretanto, todavia, hoje o quadro é diferente e o Partido dos Trabalhadores (PT), precisa mostrar para os eleitores cuiabanos que existe oposição moderada, liberalismo moderado, conservadorismo moderado.
A saber: desde as manifestações de 2013, essa longa trajetória de “demonização” do partido se estendeu para argumentos reais e irreais, que ainda confundem parte da população da Terra de Pascoal Moreira Cabral, como a ideologia de gênero.
É preciso mostrar que existem outras correntes que se opõem às principais diretrizes do governo Lula, sem precisarem serem pautados em destruição, eliminação de oposição e ataques violentos.
Ao contrário, é provável que novamente a cidade de Cuiabá prove a sua preferência pelo conservadorismo.
Entretanto, ainda que seja cedo para deduzir ou adivinhar resultados tão distantes, é fato que a cidade de Cuiabá nunca teve um prefeito do Partido dos Trabalhadores. “Abre o olho companheiro“.
E segue o fluxo!
Desafio de Ludio
Terceiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto a Prefeitura de Cuiabá, o deputado estadual Ludio Cabral (PT) tem pela frente uma série de obstáculos a um inédito triunfo petista na capital de todos os mato-grossenses.
O Partido dos Trabalhadores (PT) não chega ao segundo turno desde 2012, o eleitorado cuiabano, é conservador e antipetista.
A pergunta: diante dos desafios, Ludio Cabral e seus aliados têm estratégia definidas e trunfos para repetir a votação de 2012 e quebrar o tabu petista em Cuiabá?
A começar pelo palanque que será formado em sua coligação, que inclui partidos na Federação Brasil da Esperança como: PV, PCdoB, PSD, entre outros e lideranças como o ex-deputado federal Nery Geller e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD).
A fama de ser um “petista com cara de centro-direita”, como brincam os frequentadores e analistas político do Boteco da Alameda, e o perfil mais moderado que os demais petistas, também citados pela turma do Boteco, são elementos que pode torná-lo mais simpático a um eleitorado tradicionalmente distante do PT.
A ideia é tentar atrair a Ludio aos cuiabanos com “perfil Mauro Mendes”. É aquele eleitor com dificuldade de votar em Abílio Junior por considera-lo, e liberal, e que não em Edu Botelho. Esse é o sujeito a ser procurado, o maurista.
No campo da política, o Boteco da Alameda vê na reprodução da polarização nacional a nível municipal o caminho mais simples para uma vitória no primeiro turno contra Abílio Brunini, enquanto Edu Botelho é visto como um adversário possivelmente mais duro de ser vencido na parte decisiva do pleito.
Para Ludio Cabral, numa situação de Zé Edu está a frente ao Palácio Alencastro e a rejeição de Abílio Brunini é maior, ter Edu Botelho como adversário é o melhor dos cenários.
No círculo do petista, por cálculo eleitoral ou “pensamento positivo”, espera-se também um rápido avanço de Ludio Cabral nas pesquisas a medida que a campanha engrenar.
PS: prestem atenção na nova linha política de Ludio Cabral. Tá até irônico o moço. Só para registro: o petista tem uma carta na manga que poderá reverter o jogo eleitoral em Cuiabá.
Eitaaaaa….vai esquentar a eleição nas próximas semanas. E segue o fluxo!
Política
A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso
As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.
Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.
As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.
A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.
A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.
A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.
Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.
Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.
Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.
Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.
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