Search
Close this search box.

DEU NO JORNAL A GAZETA

Jayme e Pedro: Convite para uma possível dobradinha em 2026

Publicados

em

O Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Veríssimo de Campos, e o ex-governador José Pedro Taques, hoje sem partido, estiveram reunidos para discutir a conjuntura eleitoral de Mato Grosso e uma possível aliança para a eleição do próximo ano. O encontro ocorreu dias após o Senador e algumas lideranças de sua ala do União Brasil participarem de um evento envolvendo do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Fávaro (PSD), no lançamento da obra da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Baixada Cuiabana.

Jayme Campos reagiu ao fato do chefe do Executivo Estadual, o governador Mauro Mendes, comandante numero 1 do União Brasil (UB) em Mato Grosso, ter anunciado o seu apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Soma-se ao fato a possibilidade de Mauro Mendes se manter aliado do Partido Liberal (PL) numa dobradinha para disputar o Senado.

O ex-governador, e ex-senador, Pedro Taques, e o Senador unista Jayme Campos, durante uma reunião no próprio escritório do Senador em Várzea Grande, chegaram a um entendimento de que é possível construir um palanque de “centro”, aglutinado partidos de “centro-esquerda” e “centro-direita”, apresentando como alternativa ao grupo hegemônico do governador e ao Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eu fui até o escritório e tomei um guaraná ralado com o senador Jayme Campos, ele é amigo da minha família de longa data, ele é um democrata, nunca apoiou atentado em aeroporto, depredação na sede da Policia Federal, nem ataques aos poderes em Brasília. Jayme esta preparado para disputar qualquer cargo“.

Uma demonstração clara de alfinetada no governador Mauro Mendes (UB), por ter participado do ato dos bolsonaristas em Brasília neste ultimo domingo pela anistia dos condenados de 8 de janeiro de 2023.

Leia Também:  "Vou buscar apoio de Lúdio Cabral à candidatura de Emanuel Pinheiro"

Pedro Taques se colocou à disposição para ajudar a construir um projeto alternativo ao grupo atual, inclusive, colocando o próprio nome para uma eventual candidatura majoritária, não descartando também uma candidatura de Jayme Campos ao Governo do Estado e o Pedro Taques ao Senado, cargo que deixou-o com boa avaliação.

A discussão também passa pela movimentação de 3 nomes que buscam a majoritária no ano que vem: a emedebista Janaina Riva, o hoje ministro da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (MAPA), Carlos Fávaro (PSD), e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A primeira dúvida é saber se a deputada Janaina Riva manterá sua candidatura ao Senado tendo o sogro, Senador Wellington Fagundes (PL) como candidato ao Governo do Estado em 2026.

Na avaliação de alguns, isso poderia impedir algumas alianças. Outro fator seria o nome de Carlos Fávaro. Isso porque o ministro da Agricultura tem resistência do setor do Agronegócio, o que poderá lhe trazer desgaste nas eleições de 2026. A dúvida é saber se Carlos Fávaro conseguirá diminuir essa resistência até o ano que vem, o que passaria por uma melhoria de aprovação do governo Lula.

Ninguém quer carregar esse ônus de desgaste, disse um interlocutor que tem participado dessas reuniões.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização

Publicados

em

O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.

A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.

Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como Lei do Retorno, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.

Leia Também:  Taxa de coleta de lixo referente a agosto é prorrogada para 22 de setembro

Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.

Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.

Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.

Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.

Leia Também:  17 hospitais filantrópicos de Mato Grosso recebem ajuda emergencial

As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.

Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA