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Política

“Vou buscar apoio de Lúdio Cabral à candidatura de Emanuel Pinheiro”

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O deputado federal Valtenir Pereira (PMDB) afirmou que irá interceder por Emanuel Pinheiro (PMDB) junto a Lúdio Cabral (PT), que nesta eleição municipal esteve ao lado do candidato do PDT que tambem concorreu a prefeitura de Cuiabá o ex-juiz Julier Sebastião, para que o petista declare oficialmente seu apoio no segundo turno à candidatura peemedebista em Cuiabá. Valtenir acompanhou seu companheiro de partido e candidato pelo PMDB o deputado estadual Emanuel Pinheiro durante votação no IFMT em Cuiabá e prometeu uma campanha mais intensa na próxima etapa.

valtenir-pereira-e-emanuel-pinheiroNeste segundo turno nós iremos intensificar as visitas e os arrastões. Iremos continuar conquistando mentes e corações para ganhar as eleições e fazer uma ótima administração com Emanuel Pinheiro prefeito", declarou o deputado federal Valtenir.

Nós vamos nos reunir e conversar, ainda é muito cedo. Mas eu, com amizade que tenho com Lúdio Cabral, vamos conversar com ele, uma vez que o candidato dele não está no segundo turno, vou buscar o apoio dele neste segundo turno para a gente conquistar uma vitória expressiva”, completou.

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Para Valtenir, o foco nas propostas foi o que garantiu a Emanuel Pinheiro chegar no dia da votação como líder nas pesquisas de intenção de voto. “Foi uma caminhada propositiva, empolgante e num novo método de fazer campanha, vamos dizer, à moda antiga, onde quem tem serviço prestado com responsabilidade e transparência é quem vai vencer o pleito. O candidato que fala a verdade é o que vai vencer as eleições. Essa metodologia facilita muito ao perfil do nosso candidato, Emanuel Pinheiro”.

O peemedebista deputado federal Valtenir Pereira era pré-candidato a prefeito e acabou cedendo o lugar para Pinheiro, que estava mais bem avaliado em pesquisas internas. “Nós estamos em um grupo político e nele havia várias opções e fizemos a opção de apoiar o Emanuel Pinheiro como nosso candidato e estamos trabalhando, construindo essa vitória juntos. O importante é a força do grupo e não a personalidade. Isto só mostra esse desprendimento de minha parte, o apoio, a ajuda e a colaboração ao Emanuel Pinheiro e chegaremos no 2º turno". Disse

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Política

Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização

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O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.

A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.

Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como Lei do Retorno, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.

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Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.

Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.

Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.

Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.

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As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.

Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.

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