VOTO CONTRA A EXISTÊNCIA DA VERBA
Jayme Campos volta a defender o fim do Fundo Partidário
O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, conhecido como Fundo Partidário, se destina às despesas cotidianas das legendas. Ele é composto por multas e penalidades em dinheiro aplicadas de acordo com o Código Eleitoral e outras leis vinculadas à legislação eleitoral e por recursos financeiros que lhes forem destinados por Lei. Também se constitui por doações de pessoas físicas efetuadas por meio de depósitos bancários diretamente em conta específica destinada a essa finalidade, além de dotações orçamentárias da União.
A legislação em vigor estabelece que 5% do total do Fundo Partidário devem ser distribuídos, em partes iguais, a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outros 95% do total do fundo são repartidos às legendas na proporção dos votos obtidos por cada uma delas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, respeitados os requisitos de acesso da chamada cláusula de desempenho.
O Fundo Eleitoral, ou Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado pelas Leis nº 13.487/2017 e 13.488/2017. Com a proibição de doações de pessoas jurídicas estabelecida por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o FEFC tornou-se uma das principais fontes de receita para que os partidos realizem as campanhas eleitorais de seus candidatos.

Constituído por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral, o montante dos recursos do FEFC é distribuído da seguinte forma:
2% igualmente entre todos os partidos;
35% entre os partidos com ao menos um deputado;
48% entre os partidos na proporção do número de deputados;
15% entre os partidos na proporção do número de senadores.
Alguns parlamentares são contra a existência dessa verba para a campanha de partidos políticos, e a maioria dos brasileiros também é contrária à destinação de mais de R$ 5 bilhões de reais dos impostos para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral.
Jayme Campos volta a criticar R$ 5,5 bi para partidos políticos: “Suor do trabalhador“
O Senador Jayme Campos (UB) voltou a se manifestar contra a existência do Fundo Partidário, que recebe R$ 5,5 bilhões do Orçamento Público. Foi duramente debate esta semana sobre o assunto com outros parlamentares, a partir da Tribuna do Senado Federal.
“É muito dinheiro, gente! Infelizmente, as regras são, em tese, claras; por outro lado, há excesso de subterfúgios que fazem para muitos que fazem partido no Brasil“.
Ao defender o fim do Fundo Partidário, Jayme Campos ressaltou que quem quiser ser candidato “que dê seus pulos“ porque “a arte da política é o diálogo, é o entendimento, é a fala, o convencimento, sobretudo de propostas, que o eleitor assimila muito bem“.
“Campanha só com o dinheiro público, significa buscar uma eleição com o fruto do suor de milhões de brasileiros que trabalham 24 horas por dia, alguns chegam a trabalhar 16 horas, 17 horas“.
Com efeito, Jayme Campos denunciou a existência de partido controlado por família, sendo que “o pai é o presidente, a mãe vice-presidente, o tesoureiro é o irmão e etc., etc…“.
Essa prática, segundo ele, transformou os partidos políticos em “um verdadeiro balcão de negócios“ no Brasil.
“Nós temos que acabar com isso. Não é possível, com essa carga tributária pesada, que pesa na classe trabalhadora, no setor produtivo“.
O Senador pelo União Brasil mato-grossense destacou também que muitas candidaturas são fabricadas apenas para cumprir a legislação.
“Eles vão lá e pegam, às vezes, uma senhora que não sabe nem por que motivo, qual a razão de ela estar na chapa como candidata“.
Ele contou um fato ocorrido em Mato Grosso, envolvendo uma candidata, que recebeu os recursos do Fundo Partidário.
“Ela, então, perguntou para o pessoal do partido lá, que são pessoas humildes”. “O que eu posso fazer com esse dinheiro?“.
Falaram:
“Pode fazer quase tudo“.
“Ela foi e pagou a conta do cachorro que tinha sido tratado em uma clínica veterinária. Ela foi lá e pagou em dinheiro. Isso não é lenda, isso é real. Ela pagou a conta do tratamento do cachorro que ela tinha“.
Aí, ela perguntou:
“Como é que eu vou prestar conta?“.
“A senhora tem que devolver o dinheiro“.
E arrematou:
“Nós temos que fazer um freio de arrumação. Chegou um momento em que a sociedade não suporta mais essa prática“.
O Senador mato-grossense também condenou o aumento de vagas na Câmara dos Deputados e anunciou voto contra
O Senador Jayme Campos também se disse contra ao aumento do número de vagas de deputados federais, cujo projeto encontra-se em curso no Congresso Nacional. Ele criticou a forma como está sendo interpretada a legislação. Caso aprovada, Mato Grosso poderá aumentar a bancada com mais dois deputados.
“Isso é um escárnio, né? Isso é um escárnio“.
Jayme Campos disse ter “convicção quase absoluta” de que no Senado não vai ser aprovada.
“Eu particularmente já quero declarar meu voto: eu sou contra“. disse o senador mato-grossense, ao lamentar a decisão da Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei Complementar 177/23, é de autoria da deputada federal Dani Cunha (UB/RJ).
Política
Nova Mesa Diretora é eleita por unanimidade na Câmara de Cuiabá para o Biênio 2027/2028
A Câmara Municipal de Cuiabá definiu, nesta terça-feira, sua nova composição de comando para o Biênio 2027/2028. O vereador Ilde Taques (Podemos) foi eleito presidente da Casa de Leis com os 27 votos dos parlamentares presentes, alcançando unanimidade em um processo eleitoral marcado pela ausência de disputa e pela consolidação de um amplo bloco de apoio político.
A eleição respondeu à principal questão do processo legislativo: quem comandará o Poder Legislativo Municipal nos próximos dois anos. Além da escolha de Ilde Taques para a Presidência, a nova Mesa Diretora será composta por Eduardo Magalhães como primeiro vice-presidente, Maria Avallone como segunda vice-presidente, Adevair Cabral como primeiro-secretário e Michelly Alencar como segunda-secretária.
O pleito ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá, sede oficial do Parlamento da Capital Mato-grossense. O resultado reafirma a força das articulações políticas construídas ao longo dos últimos meses e estabelece uma nova configuração administrativa para conduzir os trabalhos legislativos até o encerramento do Biênio.
A votação foi realizada sem concorrência, uma vez que apenas a chapa liderada por Ilde Taques foi registrada dentro do prazo regimental. Dessa forma, o parlamentar chegou à eleição em condições favoráveis, reunindo previamente a maioria necessária para assegurar a vitória e evitar o surgimento de candidaturas adversárias.
A definição do novo presidente ocorreu após um período de intensas negociações políticas envolvendo diferentes grupos representados na Câmara Municipal. Nos meses anteriores à eleição, lideranças parlamentares realizaram diversas articulações com o objetivo de formar blocos e consolidar apoios em torno dos nomes colocados para a disputa da Mesa Diretora.

A unanimidade alcançada por Ilde Taques foi resultado direto da convergência construída entre os vereadores. Nenhum parlamentar se manifestou contrariamente à candidatura vencedora, demonstrando um cenário de consenso político pouco comum em eleições internas do Legislativo e evidenciando a capacidade de articulação do grupo que sustentou sua candidatura.
O processo sucessório também foi influenciado pela impossibilidade de recondução da então presidente Paula Calil (PL). A permanência da parlamentar no cargo dependia de alterações no Regimento Interno da Câmara de Cuiabá, medida que não avançou. Com isso, o cenário político passou a favorecer a construção de uma nova alternativa para a Presidência da Casa de Leis.
Paralelamente, o grupo político ligado ao prefeito cuiabano Abilio Brunini (PL) avaliou diferentes estratégias para a eleição. Na segunda-feira (5), o chefe do Executivo Municipal reuniu vereadores alinhados à sua base e optou por liberar os aliados para que decidissem individualmente seus votos.
A decisão ocorreu após a constatação de que não havia apoio suficiente para viabilizar uma candidatura competitiva contra Ilde Taques.
Antes da sessão decisiva, Ilde Taques já anunciava o apoio de pelo menos 15 vereadores entre os 27 integrantes do Parlamento Municipal. Durante as articulações realizadas nos meses anteriores, a adesão da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que deixou de apoiar Dilemário Alencar (UB), contribuiu significativamente para fortalecer o bloco político que sustentou a candidatura vencedora.
O reconhecimento da vitória tornou-se público ainda na véspera da eleição, quando o prefeito Abilio Brunini declarou que a escolha de Ilde Taques era praticamente inevitável.
“O Ilde é o próximo presidente da Câmara Municipal. Isso não tem dúvida, isso é certo”, afirmou.
Após a definição do resultado, o prefeito ressaltou que manterá o diálogo institucional com o novo presidente, reforçando a importância da harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo para a condução das pautas de interesse da população cuiabana.
-
Política6 dias atrásEleição na Terra de Rondon, entra na reta final: o que pode ainda mudar?
-
Artigos4 dias atrásPONTO DE CHEGADA OU DE PARTIDA? UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA E A MORTE
-
Artigos6 dias atrásOutubro Rosa: quando o câncer é pequeno, as chances são grandes
-
ESPORTES2 dias atrásVitória do Cuiabá decreta rebaixamento inevitável da Ponte Preta
-
Política3 dias atrásCandidatura de Gisela projeta protagonismo feminino e consolida pautas sociais na disputa pelo Governo de Mato Grosso
-
Destaques6 dias atrásCandidatos com multas ambientais receberam, juntos, R$ 253 milhões em crédito rural
-
Artigos5 dias atrás“Onde você mora?”: A ilusão da meritocracia brasileira
-
Política5 dias atrásTensão marca debate com troca de acusações entre principais candidatos de MT

