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AVANÇANDO NAS JOGADAS

Iniciada uma nova partida no “tabuleiro político” em Mato Grosso

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No jogo de xadrez existe uma previsibilidade de jogadas e o bom jogador prevê a jogada do seu oponente e as próprias jogadas com algumas rodadas de antecedência.

Na política, também tem que existir essa previsibilidade e isso faz a diferença entre o bom e o mau político. No xadrez, os objetivos são avançar as pedras, conquistar espaços no tabuleiro, capturar o rei e dessa forma, vencer o jogo.

Na política, os objetivos são avançar no terreno adversário, enfraquecer os adversários, conquistar espaços políticos, convencer os eleitores e dessa forma, vencer a eleição.

Assim como há semelhanças, há também sensíveis diferenças entre o jogo de xadrez e o jogo político. No jogo de xadrez, cada peça se movimenta de uma maneira diferente, há um número certo de peças e cada uma tem o seu próprio movimento.

Na política, não há limite de peças e nem movimento certo. Todas se movimentam em todas as direções, às vezes equivocada e atabalhoadamente.

Nos tabuleiros políticos daqui e daí, podemos dizer que novos jogos se iniciaram e que eles apontam para o processo eleitoral do Senado da República e do Palácio Paiaguas, começou de fato com o movimento preciso do deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller.

Senão vejamos: Wellton Fagundes, do Partido Liberal (PL), em um movimento (apoio de Bolsonaro), buscava anunciar o “xeque”, movimento que prenuncia o “xeque mate”, e vislumbrava o triunfo na partida.

Para o Wellton Fagundes, as demais peças não serviam mais. Neste momento o deputado federal Neri Geller e o prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro viram que o jogo precisava ser repensado, a estratégia recolocada e a tática modificada, antes que o “xeque mate” venha do, digamos assim, oponente.

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Ainda nesse caminho de pensamento, pode-se dizer que: Neri, Nenel e o seu braço forte Stopa do Partido Verde (PV), buscam reorganizar o jogo. Eles usam a lógica do conhecimento do tabuleiro, do pseudo recuo, do blefe e aquele “xeque mate”. O Senador do Partido Liberal (PL), Welton Fagundes não veio como se esperava. Então ainda que o jogo tenha alguém com a vantagem, o jogo não foi finalizado.

O federal e candidatíssimo ao Senado da República, Neri Geller aprendeu que a política é um jogo de xadrez (com certeza aprendeu com o “Homem de Gelo“, Maggi). Joga-se com paciência, estratégia e concentração.

O pupilo de Blairo Borges Maggi, o Homem de Gelo, também do Partido Progressista (PP), aprendeu a estudar diversas aberturas (alinhamento). Abertura é o nome dado a parte inicial do jogo, em que o posicionamento das peças é essencial e todos os movimentos são previamente estudado com muito afinco.

O meu amigo de Vadjú disse que Neri Geller, aprendeu com os erros, já que o erro de hoje pode ser a vitória amanhã.

E disse mais: Wellton Antônio Fagundes não jogou a melhor das aberturas, quando buscou não formar uma coalizão junto aos políticos da base de sustentação do governador do Partido União Brasil (UB), o Homem de Ferro, Mauro Mendes Ferreira.

Mauro Mendes apostou na afinidade e no apoio de bancadas. Acontece que bancadas são voláteis e as afinidades tem um custo.

Para não perder o jogo, Wellton Antônio Fagundes teve que mudar a estratégia e, sacrificar algumas peças nesse processo. Contrariando suas convicções, Wellton Fagundes foi atrás de Mauro Mendes e o presidenciável Jair Messias Bolsonaro do Partido Liberal (PL) para obter uma base, um movimento talvez não calculado, mas sim feito por puro instinto de sobrevivência. Aliás um movimento acertado.

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O que chama atenção da equipe de reportagem do Blog do Valdemir é o domínio de Neri Geller no tabuleiro político, com rara habilidade fez um movimento agressivo.

A reação está posta e não poderia vir em melhor hora.

Nota da redação

Por mais irônico que se possa parecer, é importante notar que, todas as peças do tabuleiro têm suas funções, e a estratégia vencedora é justamente aquelas que as usa com harmonia, sabedoria e eficiência.

Não adianta o presidente da República, o Governador do Estado serem grandes apoiadores se 20 deputados estaduais, 6 deputados federais e 100 prefeitos não estiverem no processo.

Este jogo com peões, bispos, damas e torres precisa ser necessariamente construído pelo diálogo, pelo consenso e com muita paciência, mas sem perder de vista, porém, o objetivo final: sair vitorioso.

Estamos perto do início do jogo, então senhores pré-candidatos no pleito eleitoral em Mato Grosso, os senhores ainda têm a oportunidade de iniciar outra partida (como fez Neri), com uma boa abertura, estudando previamente seus movimentos e montando a estratégia mais adequada para atingir seu objetivo.

Saibam que, em um jogo como o xadrez, pouco vale a sorte ou o acaso, no jogo da política também. Sentar para uma partida desprovido de uma estratégia e sem estudar é mais que perigoso: é fórmula certa para a derrota.

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Política

Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político

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A política ama a traição e odeia o traidor”.

A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀

Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀

Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀

Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀

O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.

Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.

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A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.

O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.

A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.

A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.

Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.

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O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.

Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.

O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.

O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.

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