GRUPO POLÍTICO NA BASE DE INCERTEZA
Grupo se isola e articulações seguem intensas na disputa da Mesa Diretora
Segundou, e o Boteco da Alameda voltou! Após alguns dias de recesso, retornamos as nossas atividades com as baterias recarregadas para um Novo Ano que chega cheio de esperanças e de dias melhores.
Bora trabalhar, porque a gente nasceu bonito, mas não rico. Então, levante da cama, senão o salário não cai na conta.
Vamos juntos e segue o fluxo!
Abilinho
Após viver momento histórico, que culminou em sua vitória na disputa eleitoral como prefeito eleito da Capital de todos os mato-grossense em 2024, o liberal Abilinho se encontra em uma “zona cinzenta” em relação aos próximos dias.
Diante do desafio de se manter no topo da política mato-grossense, o novo Prefeito de Cuiabá já vem convivendo com uma debandada de aliados, dentro e fora do seu grupo político. Apesar de não se concretizar, é uma sombra “NEGRA” que afeta o planejamento.
A principal novela gira em torno da incerteza sobre a permanência de vereadores na base. A postura de esticar a corda é uma característica de Abilinho, ainda mais que a roda segue (ainda) girando normalmente.

Mesa Diretora: articulações seguem
A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, esboça um retrato dos bastidores de uma disputa política.
Pode se ver nos bastidores a busca de acordos indesejados para obter êxitos futuros, embates de egos, divulgações de informações negativas sobre o oponente, manipulação estratégica de informações na imprensa, com objetivo de disseminar boatos que desestabilizem o adversário.
Não se trata de nenhuma novidade para quem está ligado ao meio político, seja por profissão, seja por afinidade. Mas o recorte exposto é, no mínimo, interessante.
Surpresa?
A expectativa agora é para saber qual a estratégia do ainda presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador liberal Francisco Carlos Amorim, o Chico 2000. O atual presidente da Casa de Leis, hoje (segunda-feira) dia 30 de dezembro, no levantamento pelos frequentadores do núcleo duro do Boteco da Alameda, possui 11 votos.
Já a sua adversária Paula Calil, também do mesmo partido, o PL, nas publicações dos seus apoiadores possuem 14 votos. Tem votos “soltos” voando por ai e que precisam ser conquistados ou…, “negociados”. Chico “tá” tranquilo, isso é perigoso para Paula.

A pergunta para as próximas 48 horas: haverá surpresa na hora da votação, ou a chapa encabeçada por Chico 2000 teria sido registrada apenas para “marcar território” e demonstrar que haverá uma bancada de oposição na Câmara Municipal de Cuiabá, já que a chapa de Paula Calil foi composta a partir de um acordo entre o grupo do prefeito diplomado Abílio Brunini Brunini e o deputado estadual Faissal Calil?
Será?
Mesmo com voto aberto a traição será mais difícil? Será que os edis cuiabanos que apoiam Paula Calil solicitaram que suas indicações na Prefeitura de Cuiabá fossem mantidas na gestão de Abilinho? Qual o motivo que alguns vereadores defendem a “escolhida” de Abilinho? O Boteco da Alameda gostou da “indução de privilégio”, quais seriam? O que levou a turma do emedebista Nenel Pinheiro trocarem de lado?
Prestem atenção nas movimentações dos vereadores Eduardo Magalhães e Daniel Monteiro (Repúblicanos).

O Boteco vai falar
O Boteco da Alameda “tá“ sentido insegurança no grupo de vereadores que apoiam a candidata do Palácio Alencastro para a disputa da presidência do Legislativo cuiabano.
Se liga nas palavras da vereadora Michelly Alencar (UB):
“Espero que os vereadores tenham bom caráter, lisura, transferência e, no mínimo, palavra. Se homem ou mulher não sustentar sua palavra no momento de primeira decisão do seu mandato novo. Isso já mostra que não vai sustentar as pautas mais importantes que é defender a população“. Hummmm…….
Anotem: embora não haja muitas manifestações públicas sobre o assunto, a eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, será o primeiro ato oficial para criar uma disputa entre os grupos políticos que defendem a candidatura do emedebista Nenel Pinheiro.
Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, isto porque em 2025, será repleto de articulações nos bastidores e corredores palacianos que visam o fortalecimento de grupos para as eleições de 2026.

Falsos juramentos dos edis cuiabanos
Quando assumiram o mandato em 2021, os vereadores cuiabanos juraram que iriam defender as leis do país e zelar pela Constituição Federal.
No mesmo juramento disseram que iriam respeitar as Leis do Município e trabalhar para melhorar a vida de todos os cuiabanos. Quem acompanhou as atividades da Câmara de Cuiabá, sabe que pelo menos 8 ou 10 vereadores jamais cumpriram nada do que foi jurado ou prometido e deixam o mandato sem ter feito nada para mudar a situação.
A Lei Orgânica do Município nunca foi revisada. O Regimento Interno nunca foi revisado, e todas as demais Leis Municipais continuam como eram desde muito tempo atrás.
Os vereadores passaram quatro anos fazendo discurso sobre milhões de reais que nunca trouxeram ao município e nunca tiveram tempo para fazer as obrigações de mandado.
Prova disso é que são raros os casos de vereadores que apresentaram algum projeto para melhorar a vida da comunidade.
A falta de revisão a atualização das Leis Municipais, e isso é fato que causam enormes prejuízos a população e aos cofres de Cuiabá. Mas isto nunca foi uma preocupação dos vereadores cuiabanos e a maioria deles ainda usam de palanque eleitoral apenas para se promoverem e ficarem na mídia, na vista da população cuiabana.
Segue o fluxo!
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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