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O ESCOLHIDO DE "MESSIAS"

Querem colocar fogo, então vamos jogar gasolina: Wellton tem apoio de Bolsonaro

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Segundou, o Natal já passou, o Ano Novo batendo na porta com a chegada de muita esperança e de dias melhores, a realidade voltou e nada mudou. E, para iniciaremos a última semana do ano de 2021, vamos com o acirramento na disputa do apoio do Palácio do Planalto ao Senado da República.

Quando afirmamos que nada mudou, é porque nada mudou mesmo, senão venhamos e convenhamos: neste período o que se percebe é a reunião de atores políticos antes antagônicos e, alguns deles, com o objetivo de desestabilizar o Governo do Estado.

Esta orquestração conta com apoio de influentes da sociedade como a mídia, as emissoras de TV’s, Rádios, Jornais e Sites, que insiste na tese de que há insatisfação popular em relação a políticos que estão com mandado.

Este descontentamento vem do resultado das Eleições 2014, 2018, 2020 e dificulta para abrir espaço a discussão de propostas importantes para o desenvolvimento na terra de Marechal Rondon.

É fácil perceber esta orquestração, são membros de um mesmo time. Apenas uns jogam no gol, outros na defesa, outros fazem o meio campo e as “estrelas” no ataque. Não se pode, obviamente subestimar este tipo de jogo (como fez um time lá da Gávea contra os porcos na libertadores), mas não é possível que a sociedade, em sua minoria, se deixe enganar por esse tipo de manobra.

O povo mato-grossense a maioria é conservadora, trabalhadora que não querem viver de enganação. Os debates neste momento deveriam estar voltados para o crescimento econômico. A reforma tributária, reduzindo a carga de impostos que recaem sobre a população e, com isso, gerar empregos e renda para as famílias, assim diminuindo a fila dos ossinhos.

A pauta também deveria incluir a reforma administrativa, para reduzir as despesas do Estado e melhorar a prestação de serviços públicos.

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Agora vamos ao título desta matéria.

O Senado da Republica tem se mostrado um terreno pantanoso ao Palácio do Planalto e é de lá que o presidente vem colhendo sucessivos reveses. Ali as pautas caras do presidente não avançam. A tentativa de reverter esse ambiente hostil é uma preocupação de Bolsonaro em uma eventual recondução a presidência da República.

O pleito será duro, com a renovação de 27 cadeiras. O ponto principal, neste caso é o apoio a nomes viáveis e capazes de se alinhar com a base no Congresso Nacional.

Seguindo o critério que leva em conta a possibilidade de vitória, alguns nomes em Mato Grosso despontam na terra de Marechal Rondon e lutam pelo apoio do Capitão: O Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Fagundes e o deputado federal do Podemos, José Antônio Medeiros.

Wellton Fagundes tem feito viagens para o interior e conversando com as lideranças no Estado. José Medeiros, por sua vez, mostrando -se empolgado com a ideia de concorrer vem publicando nas redes sociais que o coloca o como “escolhido de Messias”.

Meu estado é muito bolsonarista, todos querem o apoio do presidente“, disse recentemente o parlamentar federal José Medeiros.

A verdade é que independentemente dos acertos firmados em Brasília, Wellton e Medeiros tem se entusiasmado nas redes e nas entrevistas concedidas a impressa dizendo que Bolsonaro o apoiará.

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Querem colocar fogo? Então vamos lá

Em 2018 o presidente da República filiado recentemente no Partido Liberal (PL), Jair Messias Bolsonaro, iniciou a gestão com o apoio de 222 deputados federais e 23 Senadores. Em 2022 a pretensão de Bolsonaro é de um cenário melhor com 260 votos na Câmara Federal e 39 no Senado da Republica.

O Senador Wellton é candidato à reeleição com apoio de Bolsonaro e do seu filho número 1 Flávio Bolsonaro.

É querem mais? Então pega aí: em 2018, José Medeiros foi eleito deputado federal no grupo político liderado por Wellton que na ocasião disputou o governo. E tem mais, Medeiros é um bolsonarista “raiz” e não vai abandonar o projeto do presidente. Porém vai reavaliar os planos de se candidatar ao Senado da República.

Aos desavisados: Wellton é Senador da base de sustentação de Bolsonaro e foi um dos principais articuladores para a filiação do presidente Jair Bolsonaro no Partido Liberal (PL).

Era o que Medeiros queria, a sua reeleição para a Câmara Federal, porque se fosse sozinho…, bom…, deixa pra lá.

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Política

Impasse sobre o uso das Emendas Parlamentares a shows, festas e eventos culturais

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O Governo do Estado de Mato Grosso instaurou um novo paradigma na administração das finanças públicas ao anunciar a implementação de restrições severas sobre o destino das emendas parlamentares para a contratação de espetáculos artísticos. A medida, que estabelece um teto de 10% para o uso desses recursos em shows de abrangência nacional, visa redirecionar o capital público para setores considerados essenciais, como Saúde e Infraestrutura. Atualmente, o arcabouço legislativo permite que até metade das emendas livres seja alocada em eventos festivos, cenário que o Poder Executivo pretende alterar substancialmente para garantir uma aplicação mais austera e estratégica do erário estadual.

A liderança desta iniciativa cabe ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que formalizou a nova diretriz por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Pivetta sustenta que a priorização dos gastos é um imperativo ético e administrativo, defendendo que o Estado deve ser o indutor de serviços básicos de qualidade antes de financiar entretenimento de alto custo comercial.

O gestor, contudo, estabelece uma distinção técnica fundamental em sua proposta: o rigor fiscal incidirá sobre apresentações de renome nacional e eventos sem lastro histórico local, preservando as manifestações genuinamente regionais que compõem a identidade mato-grossense.

As novas regras, cuja aplicação plena está projetada para o ciclo orçamentário de 2026, surgem em um momento de intenso debate sobre a qualidade do gasto público no Brasil. A decisão foi comunicada diretamente da capital, Cuiabá, e repercute de forma imediata na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), onde o manejo das emendas é prerrogativa dos deputados estaduais. A escolha do horizonte temporal para 2026 permite uma transição administrativa aos municípios, que historicamente dependem desses aportes para a realização de seus calendários festivos, mas que agora deverão se adequar à nova realidade de escassez de recursos para este fim.

A operacionalização dessa mudança ocorre por meio de um ajuste nos mecanismos de repasse, limitando drasticamente a autonomia parlamentar sobre as chamadas “emendas livres”. O processo de contenção será fiscalizado rigorosamente, exigindo que cada centavo destinado à cultura possua uma justificativa clara de conexão com a tradição local. Ao reduzir a margem de manobra de 50% para 10%, o governo estadual impõe uma reestruturação na forma como as prefeituras e instituições do terceiro setor captam recursos para eventos de massa, forçando uma migração do foco financeiro para demandas de urgência social que frequentemente sofrem com a carência de investimentos.

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O cerne desta decisão reside na necessidade de organizar as finanças estaduais e garantir que o repasse de recursos seja condizente com as prioridades da gestão contemporânea. Para o governo, o financiamento de grandes produções comerciais com dinheiro público, muitas vezes com cachês inflacionados, não se justifica diante das carências estruturais do estado.

O objetivo central é assegurar que a máquina pública funcione com eficiência máxima, evitando que o entretenimento efêmero se sobreponha à construção de hospitais, escolas e rodovias, elementos que garantem o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso a longo prazo.

Contrapõe-se a essa visão o Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), que defende a manutenção da autonomia parlamentar e a relevância social dos eventos culturais. Para o magistrado de contas, o lazer e a cultura não devem ser vistos como gastos supérfluos, mas como investimentos na produtividade e na saúde mental da população.

Sérgio Ricardo argumenta que a festa é um componente vital da condição humana e do desenvolvimento econômico, especialmente nas cidades do interior, onde o fluxo turístico e comercial gerado por grandes eventos é o principal motor da economia local.

Em uma perspectiva de conciliação institucional, o presidente do TCE propõe que a solução para possíveis excessos não seja o corte sumário de recursos, mas o fortalecimento contundente da fiscalização. Como alternativa viável, o Tribunal apresentou um sistema de certificação de empresas do terceiro setor, criado em março após entendimento entre a Assembleia Legislativa e o Ministério Público. Este selo de qualidade, emitido pelo próprio Tribunal, funcionaria como um filtro técnico para garantir que as entidades executoras possuam capacidade operacional e idoneidade comprovada, mitigando riscos de irregularidades e assegurando a lisura do processo.

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A implementação desse sistema de certificação visa profissionalizar o setor de eventos em Mato Grosso, combatendo o que o conselheiro classifica como “picaretagem” e evitando escândalos que maculam a imagem da gestão pública. De acordo com a proposta do Tribunal de Contas, apenas organizações com o selo de qualidade estariam aptas a gerir as Emendas Parlamentares destinadas a eventos.

Dessa forma, busca-se elevar o padrão ético das contratações sem anular a importância econômica da cultura, que, segundo Sérgio Ricardo, é uma indústria capaz de gerar empregos diretos e indiretos e preservar as tradições que definem o povo mato-grossense.

As consequências imediatas deste embate institucional podem ser sentidas na articulação política entre o Executivo e o Legislativo, uma vez que a limitação das emendas mexe diretamente na base de atuação dos parlamentares. Caso a medida de Pivetta prevaleça sem reajustes, prevê-se uma mudança no perfil econômico dos municípios que dependem do turismo de eventos, enquanto setores da saúde pública esperam por um fôlego financeiro adicional proveniente dessa realocação. Por outro lado, a adoção do selo de qualidade proposto pelo TCE pode oferecer um meio-termo técnico que satisfaça a necessidade de controle sem sacrificar o fomento cultural.

Por fim, o diálogo permanece aberto entre as esferas de “PODER”, com o Conselheiro Sérgio Ricardo expressando confiança em uma futura reflexão por parte do governador em exercício.

O debate em Mato Grosso transcende a mera questão orçamentária; ele reflete a busca por um equilíbrio entre a necessidade de entretenimento da sociedade e a responsabilidade fiscal do Estado.

Enquanto o governo mantém sua posição firme pela austeridade, os órgãos de controle buscam garantir que a cultura receba “todo o recurso possível”, desde que aplicado com transparência, eficácia e absoluta observância aos princípios da administração pública brasileira.

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