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Geraldo Alckmin é eleito presidente do PSDB

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Convenção tucana confirma governador de São Paulo à frente do partido. Em discurso, ele defende reformas e ataca Lula, seu possível adversário nas eleições. FHC diz que prefere vencer petista nas urnas a vê-lo na prisão.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi eleito neste sábado (09) presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para um mandato de dois anos. Com a vitória, confirmada na convenção nacional do partido em Brasília, o tucano começa a erguer uma possível candidatura à Presidência do País em 2018

A chapa liderada por Alckmin recebeu 470 votos a favor e apenas três contra, além de uma abstenção. O primeiro vice-presidente do partido será o governador de Goiás, Marconi Perillo, e o segundo, o deputado Ricardo Tripoli (SP), líder da bancada do PSDB na Câmara.

Com Alckmin, o partido teve quatro presidentes só em 2017. Tasso Jereissati e Alberto Goldman assumiram interinamente o posto depois de o senador Aécio Neves (MG) ter pedido licença por envolvimento no escândalo de corrupção da JBS. Neste sábado, Aécio foi hostilizado ao chegar à convenção do partido em Brasília, onde permaneceu por apenas 40 minutos.

Em discurso após sua confirmação no posto, Alckmin defendeu a necessidade de reformas econômicas, como a da Previdência, um dos carros-chefes do governo Michel Temer. “Já passou a hora de tirar o peso desse estado ineficiente das costas dos trabalhadores e empreendedores“, disse.

O tucano ainda lançou duras críticas aos governos do PT, em especial ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu possível adversário na corrida presidencial do ano que vem – Alckmin, que chegou a disputar a eleição pelo PSDB em 2006, foi derrotado pelo petista no segundo turno.

Vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula quer voltar ao poder. […] Quer voltar à cena do crime. Será que os petistas merecem nova oportunidade?“, questionou o político. “Nós os derrotaremos nas urnas. Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da nossa história.

Para Alckmin, o Brasil vive uma “ressaca“. “O país descobriu que a ilha da fantasia petista nunca foi a terra prometida. A ilusão acabou em pesadelo. Agora é hora de olhar para a frente com união e esperança renovada“, afirmou. “O PSDB é um instrumento da modernização do Brasil.

O governador paulista é o mais cotado para ser o candidato do PSDB na eleição presidencial em 2018, apesar de seu nome ainda não ter sido confirmado oficialmente. Questionado por repórteres, ele afirmou que a decisão será tomada pelo partido em outro momento.

Enquanto isso, Alckmin deve seguir mirando no PT como já mostra seu primeiro discurso como presidente do PSDB para tentar ganhar espaço na corrida presidencial. A última sondagem mostra o tucano em quarto lugar na preferência do eleitorado, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Segundo o Datafolha, Alckmin perderia um segundo turno com Lula.

Em discurso na mesma convenção em Brasília, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o último tucano a governar o país defendeu a candidatura de Alckmin, mesmo lembrando que o partido ainda deve realizar prévias para definir a questão.

Precisamos de candidatos que sejam simples, diretos. Geraldo é simples, conheço há décadas, nunca mudou. É um ser humano. Precisamos de gente assim“, declarou FHC, acrescentando que o povo “quer coisas simples: decência, transporte, segurança, trabalho“.

O ex-presidente também falou sobre a possível disputa do partido com Lula nas urnas. “Eu já ganhei do Lula duas vezes em 1994 e 1998, e temos energia para combatê-lo cara a cara. Eu prefiro combatê-lo nas urnas do que vê-lo na cadeia“, declarou ele, sob aplausos.

Futuro do PSDB no governo

Após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o PSDB foi da oposição à base do governo Temer, chegando a assumir quatro ministérios. Em menos de um mês, no entanto, dois ministros tucanos pediram demissão de seus cargos, ensaiando um desembarque do PSDB do governo.

Bruno Araújo deixou o Ministério das Cidades em novembro e, nesta sexta-feira, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, entregou sua carta de demissão a Temer. Ele não especificou o motivo da saída, mencionando apenas que surgiram “novas circunstâncias“.

Neste sábado, o até então presidente interino da legenda, Alberto Goldman, pressionou pela saída de Luislinda Valois do Ministério dos Direitos Humanos. Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que deve permanecer no cargo ao menos até abril de 2018.

O partido já tem sinalizado que pode deixar de vez o governo peemedebista, mas ainda não houve formalização. Havia a expectativa para uma definição sobre a permanência ou não da legenda durante a convenção neste sábado, mas o PSDB não deliberou sobre o assunto.

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Política

Câmara de Vereadores trava orçamento de R$ 34 milhões e impede melhorias à população

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Conhecida popularmente como a “Câmara do Atraso“, o legislativo de Lucas do Rio Verde, por questões políticas, resolveu travar o orçamento da Prefeitura impedindo que obras de melhorias como asfalto, saneamento básico e creches sejam executadas.

Nesta segunda-feira (21) manifestantes fizeram protesto durante sessão ordinária na Câmara de Vereadores cobrando explicações sobre o bloqueio de mais de R$ 34 milhões e foram recebidos com coação e ameaças.

Estamos defendendo a Casa e vamos defender até dia 31 de dezembro. Hoje vocês estão aqui defendendo o prefeito e pode ser que dia 31 vocês sejam mandados embora“, ameaçou o presidente da Câmara, Dirceu Cosma (PV) na presença de vários servidores públicos.

A população, mesmo proibida de se manifestar na Câmara por força do regimento interno, protestou exibindo cartazes e um jornalista local que fez uso da palavra para cobrar providências foi retirado do plenário.

Uma situação que tomou a seara política e está prejudicando nosso povo. Outros municípios por exemplo, como Sinop e Sorriso, já receberam e executaram os recursos do Governo Federal no combate à Covid 19, enquanto nós aqui vencemos o pico da pandemia sem poder mexer nesse dinheiro. Querem atingir o prefeito mas acabam esquecendo do cidadão luverdense“, disse o empresário e jornalista Joatãn de Souza.

A manifestação refere-se ao PL 45, de junho deste ano, que prevê o repasse de R$ 17 milhões da União para ser utilizado, parte em ações de saúde e assistência social (por conta da pandemia do novo coronavírus), e outra parte de uso livre do município.

O Governo Federal vem trabalhando com a preocupação de que a economia pare e por isso enviou esse socorro emergencial aos municípios. Aqui em Lucas a Câmara de Vereadores está na contramão, está trabalhando pra fazer parar, afirmou o diretor de Desenvolvimento Humano do município, Gilson Pelicioli.

Em virtude dos efeitos da pandemia o Governo Federal promoveu uma série de ações de combate e enfrentamento ao vírus, dentre elas, o repasse de R$ 9,25 bilhões aos estados e R$ 5,748 bilhões aos municípios como forma de compensação pela perda de arrecadação.

Os vereadores deveriam ser os primeiros a saber que em tempos de pandemia a economia retraiu, a arrecadação diminuiu, o poder de compra das famílias reduziu, e para evitar que o caos de instale, o Poder Executivo tem a obrigação de garantir os pagamentos e a prestação de serviço à população, argumentou Pelicioli.

Para Gleidson Barbosa morador da cidade a situação é absurda.

Isso é uma vergonha! Estamos aqui exigindo que os vereadores tomem providências e liberem um dinheiro que é nosso, é do povo! Estão aqui e foram eleitos justamente para defender os interesses do cidadão, deveriam ter vergonha do que estão fazendo com a gente!“, disse.

R$ 34 milhões

Além do PL 45, que prevê a liberação de R$ 17 milhões, outras previsões orçamentárias que dizem respeito à lama asfáltica (PL 63), saneamento básico (PL 60), construção das creches (bairros Jaime Seiti Fujii e Parque das Emas) também estão travados na Câmara de Vereadores (PL 58 e 59).

Para o vereador Marcos Paulista (PTB) os parlamentares precisam se posicionar.

Há meses venho pedindo pra pautar os projetos, discutir e votar. Quando o projeto não é nem pautado pra discussão, tira o direito da sociedade de acompanhar. Se é contra é simples: é só votar contra. Mas, vote!, declarou.

Os projetos nem chegaram a ser pautados na sessão de ontem, e seguem travados desde junho.

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