QUEM PAGARÁ A VACINA
Na LOA 2021 não consta como Estado vai pagar a CoronaVac, muito menos Cuiabá
Pela primeira vez na história de Mato Grosso, a Lei Orçamentária Anual (LOA), será apreciada pelos deputados na próxima quarta-feira (6) equilibrada, em função da execução que foi feita com responsabilidade.
Quando o Blog do Valdemir cita que é histórico, porque é histórico senão vejamos e convenhamos: detalhada e enxuta ao contrário do que foi em anos anteriores, equilíbrio nas contas, despesas e na arrecadação do Governo do Estado de Mato Grosso, vão gerar investimentos para todas as áreas de infraestrutura, com a implantação de pontes, estradas, construção de três hospitais regionais, ampliação de penitenciária.
Na Educação haverá investimentos na climatização de 300 escolas que ainda não dispõe de ar condicionado e reformas estruturais na ordem de R$ 2,1 bilhões.
É o momento em que o Estado começa a colher frutos da coragem de ter tomado medidas impopulares e aplicado remédios amargos.
Mas, uma pergunta: o que o cidadão que paga imposto quer? O que o empresário que paga imposto espera do Governo?
Quer que o Governo do Estado seja governado de forma austera rigorosa e que os frutos deste rigor possam ser convertidos em ações que beneficiam a sociedade
LOA
Na Lei Orçamentária Anual deste ano de 2021, o orçamento do Estado está previsto na ordem de R$ 22.114 bilhões. Em 2020 o orçamento foi de R$ 20.328 bilhões.
Estão previstos os seguintes orçamentos: Executivo Estadual R$ 18.781 bilhões, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), R$ 562 milhões, Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), R$ 391 milhões, Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) R$ 1.692 bilhão, Ministério Público Estadual (MPE) R$ 532 milhões e Defensoria Pública R$ 153 milhões.
O pagamento das emendas impositivas dos deputados mato-grossenses que ficou na ordem de R$ 171 milhões será no dia 10 de maio. Nestes recursos, por Lei, são garantidos 2% para Educação, 12% para a Saúde, 6,5% para o Esporte, 6,5% para a Cultura e outros 50% de livre escolha dos parlamentares.
O amigo internauta do Blog do Valdemir percebe que a LOA projeta o quando o Estado vai arrecadar, quais são as despesas necessárias para devolver ao cidadão aquilo que foi arrecadado pelo Estado em todos os setores.
Tudo conforme Dantes na terra de Abrantes, mas uma pergunta, e o dinheiro da vacina?
O emedebista Emanuel Pinheiro e o Democrata Mauro Mendes, até nisso estão juntos. Até agora só nas intenções e só passeio em São Paulo.
Caso a vacina seja autorizada pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Governo Federal não crie um plano nacional de imunização contra a Covid-19, na Lei Orçamentária Anual (LOA) que será aprovada está semana na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), não há previsão de como o Estado vai pagar por isso.
E não foi o Governo do Estado ou os deputados mato-grossenses que não se preocuparam com esse fato, o Prefeito de Cuiabá reeleito pelo MDB, Emanuel Pinheiro que já vem jogando para a plateia, também não colocou na LOA deste ano, que teve um incremento de R$ 700 milhões.
Total do orçamento R$ 3.900 bilhões, desde total, R$ 1.400.970,145 bilhão para a Saúde, e para adquirir as vacinas nada.
Tudo bem…, depois joga a culpa no Mauro Mendes, se a população não acreditar, tem uma brecha que durante o exercício financeiro houver necessidade de realização de despesas acima do limite que está previsto, o Poder Executivo emite medida provisória, submetendo-a a aprovação da Assembleia Legislativa ou da Câmara Municipal por parte de Emanuel Pinheiro, solicitando crédito especiais ou suplementares, ou nos casos espaciais como guerra, calamidade, comoção internas, dentre outros.
E tem mais, as 500 mil doses da CoronaVac em produção no Instituto Butantã, são insuficientes para imunizar menos de 10% da população mato-grossense, visto que cada pessoa precisa receber duas doses.
Pela estimativa de prioridade, não cobriras sequer todo o grupo de riscos para a Covid-19, como idosos e pacientes com comorbidades. Demas tudo como Dantes na terra de Abrantes, né Emanuel e Mauro?
Peça orçamentária
A LOA foi aprovada em primeira votação no dia 17 de dezembro de 2020, com um voto contrário do deputado Faissal Kalil (PV), e uma abstenção do depurado Ulysses Moraes (PSL).
Foram 306 emendas apresentadas ao projeto da Lei Orçamentária Anual de 2021 pelos deputados estaduais, sendo que 47 foram rejeitadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e uma das rejeitadas, foi aprovada em plenário durante destaque.
A única emenda acatada, a numero 278, é de autoria do deputado tucano Wilson Pereira dos Santos. A emenda adiciona R$ 2 milhões ao orçamento da Universidade de Mato Grosso (Unemat) para implantação de campus em Cuiabá, com três cursos.
Bom…, e a CoronaVac…quem vai pagar? O presidente Jair Messias Bolsonaro afirmou, ao responder aos apoiadores em uma rede social, que a vacina não será adquirida por seu governo.
Política
Impasse sobre o uso das Emendas Parlamentares a shows, festas e eventos culturais
O Governo do Estado de Mato Grosso instaurou um novo paradigma na administração das finanças públicas ao anunciar a implementação de restrições severas sobre o destino das emendas parlamentares para a contratação de espetáculos artísticos. A medida, que estabelece um teto de 10% para o uso desses recursos em shows de abrangência nacional, visa redirecionar o capital público para setores considerados essenciais, como Saúde e Infraestrutura. Atualmente, o arcabouço legislativo permite que até metade das emendas livres seja alocada em eventos festivos, cenário que o Poder Executivo pretende alterar substancialmente para garantir uma aplicação mais austera e estratégica do erário estadual.
A liderança desta iniciativa cabe ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que formalizou a nova diretriz por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Pivetta sustenta que a priorização dos gastos é um imperativo ético e administrativo, defendendo que o Estado deve ser o indutor de serviços básicos de qualidade antes de financiar entretenimento de alto custo comercial.
O gestor, contudo, estabelece uma distinção técnica fundamental em sua proposta: o rigor fiscal incidirá sobre apresentações de renome nacional e eventos sem lastro histórico local, preservando as manifestações genuinamente regionais que compõem a identidade mato-grossense.
As novas regras, cuja aplicação plena está projetada para o ciclo orçamentário de 2026, surgem em um momento de intenso debate sobre a qualidade do gasto público no Brasil. A decisão foi comunicada diretamente da capital, Cuiabá, e repercute de forma imediata na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), onde o manejo das emendas é prerrogativa dos deputados estaduais. A escolha do horizonte temporal para 2026 permite uma transição administrativa aos municípios, que historicamente dependem desses aportes para a realização de seus calendários festivos, mas que agora deverão se adequar à nova realidade de escassez de recursos para este fim.
A operacionalização dessa mudança ocorre por meio de um ajuste nos mecanismos de repasse, limitando drasticamente a autonomia parlamentar sobre as chamadas “emendas livres”. O processo de contenção será fiscalizado rigorosamente, exigindo que cada centavo destinado à cultura possua uma justificativa clara de conexão com a tradição local. Ao reduzir a margem de manobra de 50% para 10%, o governo estadual impõe uma reestruturação na forma como as prefeituras e instituições do terceiro setor captam recursos para eventos de massa, forçando uma migração do foco financeiro para demandas de urgência social que frequentemente sofrem com a carência de investimentos.
O cerne desta decisão reside na necessidade de organizar as finanças estaduais e garantir que o repasse de recursos seja condizente com as prioridades da gestão contemporânea. Para o governo, o financiamento de grandes produções comerciais com dinheiro público, muitas vezes com cachês inflacionados, não se justifica diante das carências estruturais do estado.
O objetivo central é assegurar que a máquina pública funcione com eficiência máxima, evitando que o entretenimento efêmero se sobreponha à construção de hospitais, escolas e rodovias, elementos que garantem o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso a longo prazo.
Contrapõe-se a essa visão o Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), que defende a manutenção da autonomia parlamentar e a relevância social dos eventos culturais. Para o magistrado de contas, o lazer e a cultura não devem ser vistos como gastos supérfluos, mas como investimentos na produtividade e na saúde mental da população.
Sérgio Ricardo argumenta que a festa é um componente vital da condição humana e do desenvolvimento econômico, especialmente nas cidades do interior, onde o fluxo turístico e comercial gerado por grandes eventos é o principal motor da economia local.
Em uma perspectiva de conciliação institucional, o presidente do TCE propõe que a solução para possíveis excessos não seja o corte sumário de recursos, mas o fortalecimento contundente da fiscalização. Como alternativa viável, o Tribunal apresentou um sistema de certificação de empresas do terceiro setor, criado em março após entendimento entre a Assembleia Legislativa e o Ministério Público. Este selo de qualidade, emitido pelo próprio Tribunal, funcionaria como um filtro técnico para garantir que as entidades executoras possuam capacidade operacional e idoneidade comprovada, mitigando riscos de irregularidades e assegurando a lisura do processo.
A implementação desse sistema de certificação visa profissionalizar o setor de eventos em Mato Grosso, combatendo o que o conselheiro classifica como “picaretagem” e evitando escândalos que maculam a imagem da gestão pública. De acordo com a proposta do Tribunal de Contas, apenas organizações com o selo de qualidade estariam aptas a gerir as Emendas Parlamentares destinadas a eventos.
Dessa forma, busca-se elevar o padrão ético das contratações sem anular a importância econômica da cultura, que, segundo Sérgio Ricardo, é uma indústria capaz de gerar empregos diretos e indiretos e preservar as tradições que definem o povo mato-grossense.
As consequências imediatas deste embate institucional podem ser sentidas na articulação política entre o Executivo e o Legislativo, uma vez que a limitação das emendas mexe diretamente na base de atuação dos parlamentares. Caso a medida de Pivetta prevaleça sem reajustes, prevê-se uma mudança no perfil econômico dos municípios que dependem do turismo de eventos, enquanto setores da saúde pública esperam por um fôlego financeiro adicional proveniente dessa realocação. Por outro lado, a adoção do selo de qualidade proposto pelo TCE pode oferecer um meio-termo técnico que satisfaça a necessidade de controle sem sacrificar o fomento cultural.

Por fim, o diálogo permanece aberto entre as esferas de “PODER”, com o Conselheiro Sérgio Ricardo expressando confiança em uma futura reflexão por parte do governador em exercício.
O debate em Mato Grosso transcende a mera questão orçamentária; ele reflete a busca por um equilíbrio entre a necessidade de entretenimento da sociedade e a responsabilidade fiscal do Estado.
Enquanto o governo mantém sua posição firme pela austeridade, os órgãos de controle buscam garantir que a cultura receba “todo o recurso possível”, desde que aplicado com transparência, eficácia e absoluta observância aos princípios da administração pública brasileira.
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