PRÓ-AGRO
Geller assume vice-presidência da FPA
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem, a partir desta terça-feira, 2, um novo presidente. O deputado federal do Estado do Paraná (PR), Sergio Souza, assinou o termo de transmissão de cargo, na sede da entidade, e substitui o antigo mandatário, deputado Alceu Moreira.
No mesmo dia em que passou a coordenação da bancada de Mato Grosso para o deputado federal Dr. Leonardo Ribeiro Albuquerque do Solidariedade, o progressista Neri Geller também assumiu, nesta terça-feira (02), a vice-presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília e estará à frente da entidade junto com o presidente deputado Sérgio Souza (MDB-PR) no Biênio 2021/2022.
De acordo com Geller, a entidade conta com 245 deputados e 39 senadores e é considerada a mais influente e atuante do Congresso Nacional.
“Todas as pautas importantes para o agro e o desenvolvimento do País passam por aqui. A FPA é a frente mais atuante e participativa do Congresso Nacional e continuará buscando espaço para o bom debate e as melhores decisões“, disse o mato-grossense.
Para o parlamentar, a FPA é responsável por pautar matérias importantes no Congresso e que influenciam diretamente nas ações técnicas e políticas do agronegócio.
Dentre as pautas que, segundo Geller, já vêm sendo articuladas e com possibilidade de votação ainda este ano, estão: o Licenciamento Ambiental (PL 3729/2004), a Regularização Fundiária (PL 2633/2020), a criação do Fundo de Investimento para o Setor Agropecuário (FIAGRO) (PL 5191/2020), e inclusão do estado de Mato Grosso (e parte do Maranhão) na zona de aplicação do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) (PL 7434/2017).
“Estamos muito contentes com essa missão que nos foi confiada. Vamos continuar trabalhando para que o agro avance cada vez mais, sem perder de vista as pautas que são importantes e impactam o setor“, afirmou.
De acordo com o progressista, a Frente Parlamentar da Agropecuária é uma entidade associativa com deputados e senadores de todos os partidos, que estão unidos em defesa do setor agropecuário, com objetivo de estimular a ampliação de políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio nacional.

A FORÇA DO AGRO
Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no início de outubro, o Brasil deve ter uma produção recorde de grãos na safra 2020/2021, com 268,7 milhões de toneladas de grãos contra 257,7 milhões de toneladas na safra 2019/2020, representando um volume 4,2% maior mesmo em meio à pandemia da COVID-19, representando a força e a importância do setor.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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