DEFINIÇÃO PARA A ELEIÇÃO 2020
Garcia aposta na rejeição de Pinheiro
Bom…, a “Política Tem Dessas Coisas”, é que o primeiro suplente do Senador eleito Jayme Veríssimo de Campos e presidente do Democratas, Fábio Paulino Garcia chegou de fazer um anuncio através de uma nota oficial que estaria abandonando a vida pública para retornar à atividade empresarial.
Fábio Garcia foi secretário na gestão do então prefeito na época Mauro Mendes Ferreira, hoje Governador do Estado de Mato Grosso.
Na nota, Fabio Garcia dizia:
“Ao concluir este ciclo e depois de uma profunda reflexão junto à minha esposa e filhas, decidi atender aos apelos da família e nos próximos anos irei me dedicar a minha família e a vida empresarial”.
Garcia completou ainda nota dizendo:
“Fui a favor da mudança para o Brasil e lutei por uma Brasil mais moderno, eficiente, justo e austero”.
Agora outro dilema, Fabio Garcia poderá concorrer nesta eleição como candidato do Partido Democrata (DEM), nesta Eleição Municipal. Fábio Garcia é considerado dentro do DEM afilhado político do atual governador do Estado, Mauro Mendes. No entanto, vale lembrar que o nome de Garcia não é consenso ainda no partido, pois líderes do DEM, Jayme e Júlio Campos, são a favor de que a sigla venha apoiar a reeleição do atual Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
Os Democratas se reuniram…se reuniram… e se reuniram, para definir um nome, mas…, parece que Fábio Garcia vira para o sacrifício, segundo um dos lideres da sigla para o Blog do Valdemir.
Segundo este líder, o DEM terá que lançar um nome para concorrer nesta eleição para não ficar novamente no reboque de outros partidos, e outro fator é que quanto mais nomes melhor para um segundo turno nesta eleição.
Mesmo não morando na Capital, Fabio se diz cuiabano nato, filho e neto de um cuiabano eleito, e de acordo com a Justiça Eleitoral não seria impedimento para que Garcia dispute algum cargo eletivo na Capital. Isso porque ele ainda tem o seu domicílio eleitoral fixado em Cuiabá, e esse motivo não o tira da corrida ao Palácio Alencastro, e o domicílio eleitoral envolve vínculo político, familiar, afetivo, profissional, patrimonial ou comunitário do eleitor com a localidade onde pretende exercer o direito de voto.
Agora vai…
Nesta terça-feira (8), reunido desde as primeiras horas de hoje com o governador Mauro Mendes (DEM) no Palácio Paiaguas, uma decisão ocorreu após analise de uma pesquisa interna do Partido Democrata (DEM) que mostrou que o cenário ainda segue indefinido na Capital, e o presidente do Democrata no Estado de Mato Grosso vai mesmo para uma disputa eleitoral no dia 15 de novembro.
O que resta para os Democratas neste momento é correr atrás de apoios políticos, e de partidos que ainda não definiram nomes e a quem vai hipotecar apoio nesta Eleição Municipal e procurar trabalhar em cima da rejeição do Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) que muito alta.
“Nós precisamos conversar com outros partidos para buscar alianças, e hoje nenhuma candidatura é viável sem apoios de outras siglas partidárias. Ninguém é candidato também sem apoio da família, vou tentar fazer convencimento”.
Dentro do Partido Democrata, a pré-candidatura de Fábio Garcia era esperada por algumas lideranças…, alguns lideres…, alguns caciques.
O Senador da Republica, Jayme Veríssimo de Campos disse recentemente ter acordo apenas com Fábio Garcia e se referiu a outros nomes como Dráculas.
“Tenho compromisso com Fabinho, se não for com ele, não vou me abraçar com o Drácula. Não falo de candidato de outro partido, mas de Drácula do DEM”.
A construção da candidatura de Garcia pode afundar as pretensões de alguns Democratas que mostram simpáticos com a possibilidade do partido estar no arco de alianças da pré-candidatura do ex-prefeito da Capital, o apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França Auad do Patriota.
PS: Segundo turno é outra eleição, e, quem será esse Drácula em….alguém já sabe.
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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