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Política

Fórum de Governadores do Brasil Central acontece hoje em Cuiabá

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O governador Pedro Taques e os chefes dos Poderes Executivos dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Tocantins e Distrito Federal se reunirão nesta terça-feira (19), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, no Fórum de Governadores do Brasil Central.

???O evento terá início às 14h30, com uma reunião privada entre os governadores. Às 15h, eles concederão entrevista coletiva à imprensa e, em seguida, participarão de uma reunião aberta.

Durante o encontro, os secretários de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo; de Assuntos Estratégicos, Gustavo de Oliveira; de Planejamento, Marco Marrafon; e o controlador-geral do Estado, Ciro Gonçalves apresentarão informações sobre o turismo na região do Brasil Central, experiências de sucesso em inovação e modelos para replicação em rede e as ferramentas de gestão de custos adotadas em Mato Grosso.

O diretor da Empresa de Planejamento e Logística, João Victor Domingues, falará sobre o planejamento de infraestrutura e logística e os potenciais do Brasil Central. O economista Raul Velloso apresentará uma proposta de desenvolvimento para o Brasil Central, frente ao atual cenário econômico brasileiro. E a representante do Banco Itaú BBA, Ana Inoue, ministrará palestra sobre desenvolvimento econômico e educação técnica profissional.

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Às 19h, os governadores participarão de Assembleia Geral, na qual também estarão presentes os membros do Conselho de Administração do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central. Na ocasião, deverão ser aprovados o modelo de governança, o planejamento estratégico e o orçamento para 2016 do consórcio.

Consórcio Brasil Central

O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central é formado pelos governadores Pedro Taques (MT), Marconi Perillo (GO), Rodrigo Rollemberg (DF), Confúcio Moura (RO), Marcelo Miranda (TO), e Reinaldo Azambuja (MS).

Os secretários de Estado de Planejamento, Marco Marrafon, e de Assuntos Estratégicos, Gustavo de Oliveira, compõem os conselhos de administração e consultivo, respectivamente.

A iniciativa de criar uma entidade para fomentar o desenvolvimento econômico e social da região surgiu em julho de 2015, durante encontro em Goiânia, articulado pelo ex- ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger.

Após estudos realizados pelas equipes jurídicas dos Estados, verificou-se que a melhor opção seria pela formação de um consórcio. Assim, surgiu o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central, uma associação pública de natureza autárquica, dotado de autonomias administrativa e financeira, bem como patrimônio e receitas próprios.

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O consórcio tem sede em Brasília e seu objetivo é atuar na promoção do desenvolvimento de oito áreas principais: agropecuária, logística, industrialização, educação, empreendedorismo e inovação, meio ambiente e turismo. Com o estabelecimento de cooperação política, técnica, programática e financeira, os estados também buscam promover e incentivar iniciativas inovadoras para melhoria da gestão pública, da eficiência administrativa e da efetividade e eficácia das políticas públicas em diversas áreas.

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Política

Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político

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A política ama a traição e odeia o traidor”.

A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀

Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀

Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀

Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀

O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.

Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.

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A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.

O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.

A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.

A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.

Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.

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O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.

Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.

O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.

O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.

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