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Fim da fila do ossinho na AL

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Tudo que ocorre no panorama político estadual nada tem a ver com os interesses do Estado. Trata-se, como numa refrega canina, de “pegar ou não largar o osso” por interesses pessoais, partidários, de grupos, grupelhos, quadrilhas e facções. Raríssimos são os que, motivados por sentimentos e razões nobres, tentam dedicar suas existências às gerações atuais e futuras. Ainda bem que existem.

Posto isso, basta enquadrar de um presidente ao mais insignificante vereador de sua cidade, passando por senadores, deputados federais e estaduais, governadores e prefeitos quanto a suas atitudes, e vemos rosários de desculpas, geralmente atribuindo a culpa de inércia, incompetência e falcatruas “aos adversários”, aos outros.

O nível da casta política torna-se mais e mais rasteiro devido o sistema montar-se em mecanismo de sobrevivência no qual a impunidade e imoralidade dos representantes lastreia-se na idiotia dos representados, para os quais a frase: É assim mesmo…, torna-se o mantra da impotência e submissão.

Partido que admita picaretas de carteirinha em suas hostes, não merece crédito. Se defende criminosos, menos ainda. O profeta Moisés, na pendenga com Arão, (Exodus, 32), sobre o bezerro de ouro e a suruba decorrente, partiu para a ignorância: passou os baderneiros na espada.

Nestes tempos menos crédulos e mais complacentes isso não é mais considerado “civilizado” E então? Com quem ficará o osso?

Fim da fila do “ossinho”

Bom…, caros leitores e amigos do Blog do Valdemir, esse ossinho que tanto se discutiu nos últimos dias nos bastidores e corredores palacianos acabou, e quem vai continuar com o ossinho na mão é o deputado estadual do União Brasil (UB), Zé Edu Botelho, que conseguiu convencer o companheiro de parlamento Max Joel Russi, do PSB, a largar a ponta do ossinho, e vai ser novamente presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a partir do dia 02 de fevereiro de 2023 em meio a acaloradas discussões entre seus colegas de partido.

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Alguns deputados procurado pelo Blog do Valdemir antes da definição semanas atrás, disseram que tudo já estava acertado, era apenas um show a parte dos parlamentares para que a eleição não parecesse fácil para Zé Edu Botelho.

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) chegou a dizer em entrevistas, que Eduardo Botelho (UB) e Max Russi (PSB) já teriam entrado em consenso pela disputa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para o próximo Biênio 2023/2024.

O Botelho e o Max estão unidos e vão fazer parte dessa nova Legislatura. E não haverá racha ou disputa, já está feita a composição. A gente não percebe muita mudança nessa dobradinha dos dois novamente. Justamente por isso, que eu fiz uma Proposta de Emenda à Constituição proibindo aqueles parlamentares que exerceram a presidência ou a primeira-secretaria de estarem fora da próxima Mesa, fora do próximo Biênio dentro da mesma Legislatura e a gente sabe também que os planos futuros tanto de Max Russi quanto de Botelho são outros”.

Outro a favor de um consenso entre os concorrentes a Mesa Diretora foi o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que disse ser favorável à mudança no comando da Assembleia Legislativa, e que o ideal seria um consenso entre os candidatos.

Apesar de ter declarado que votaria em Zé Edu Botelho, o deputado estadual Julio José de Campos (UB), defendeu um consenso entre os possíveis candidatos. Para ele, o ideal é que tivesse consenso entre ambos para evitar desgaste na Casa de Leis.

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O deputado estadual Max Russi (PSB), chegou de negar que faria uma composição com o presidente da Casa de Leis, Zé Eduardo Botelho (UB), para disputar dia primeiro de fevereiro a eleição da Mesa Diretora numa chapa única. Mas…, aconteceu o que todos já sabiam.

Decisão tomada

Bom…, após idas e vindas e fracassadas reuniões de apoio e traições de deputados interesseiros por acertos nadas republicanos, Zé Edu Botelho conseguiu parar a “rusga” com Max Russi. O parlamentar unista Zé Edu Botelho falou em “união”, aparou as arestas e convenceu, Max Russi, a aceitar o cargo de primeiro secretário do parlamento, confirmando assim sua candidatura à reeleição da Mesa Diretora da Casa de Leis para administrar um orçamento de dentro do Poder Legislativo de R$ 675,3 milhões em 2023.

A reeleição de Zé Edu Botelho para comandar novamente a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), representa uma articulação política que segundo informações, também teve “dedo” do governador Mauro Mendes Ferreira do União Brasil (UB), que não deve ter problema com os dois grupos políticos. E com Zé Edu Botelho na presidência, começa a sedimentar sua candidatura para a Prefeitura de Cuiabá em 2024.

Composição da Mesa Diretora para o Biênio 2023/2024

– Presidente – José Eduardo Botelho (UB)
– Vice-presidente – Janaína Greyce Riva (MDB)
– Primeiro-secretário – Max Joel Russi (PSB)
– 2º vice-presidente – Wilson Pereira dos Santos (PSD)
– 2º secretário – Valdir Mendes Barranco (PT)
– 3º secretário – Elizeu Francisco do Nascimento (PL)
– 4º secretário – Valmir Luiz Moretto (Republicanos)

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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