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Política

Fagundes elogia Maggi e diz não acreditar que ministro tenha recebido recursos de “Caixa 2”

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Um dos poucos membros do Partido da Republica o PR que não teve seu nome envolvido em escândalos de “Caixa 2” da Construtora Odebrecht e esquemas de propinas, o senador Wellington Fagundes pregou nesta Semana Santa no Blog do Valdemir que é preciso ter cautela sobre as denúncias feitas pela alta cúpula da construtora contra senadores, deputados federais, ministros e ex-presidente da República. 

Segundo Wellington Fagundes que é presidente estadual do PP em Mato Grosso, a cautela tem de ser ainda maior quando se fala no nome do Senador e Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, que foi citado como beneficiado em R$ 12 milhões no “Caixa 2” para sua campanha em 2006.

Nada melhor do que a investigação pra mostrar os fatos, mostrar o que tem de verdade, o que existiu. Se existiu recursos e como provar, é uma situação, se não existiu, não tem crime. Então, acho que nós não podemos precipitar e estar condenando ninguém, o momento é de cautela”, disse o Senador Mato-grossense durante uma entrevista à Rádio Capital esta semana em Cuiabá.

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Livre das acusações e apto a disputar o governo do Estado em 2018, Fagundes ressalta que o primeiro passo é saber se há fundamentos nas afirmações dos ex-executivos delatores da Odebrecht, uma vez que Blairo Maggi se pronunciou dizendo não ter nenhum contato ou conhecimento desses recursos em sua campanha.

O senador republicano procura exaltar a imagem de Maggi como excelente e de um político acima de qualquer tipo de corrupção.

Blairo Maggi passa por um momento muito bom em Brasília. Ele é considerado um dos ministros mais atuante. Eu prefiro acreditar que o Blairo vai mostrar e provar a sua inocência”. Defendeu o senador.

De acordo com o depoimento de delatores da Odebrecht. O Ministro da Agricultura Blairo Maggi teria recebido cerca de R$ 12 milhões não declarados para sua campanha de reeleição ao governo do Mato Grosso em 2006 e segundo esses relatos, Maggi tinha o apelido de "Caldo" no sistema de pagamentos ilícitos da Odebrecht.

O Senador e Ministro Mato-grossense Blairo Maggi (PP), diz lamentar ter o nome incluído na lista e destaca não ter relação com a Odebrecht ou seus dirigentes e nem ter tido recebido doações da construtora para suas campanhas eleitorais.  

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Política

A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso

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As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.

Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.

As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.

A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.

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A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.

A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.

Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.

Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.

Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.

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Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.

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